
Depois dos 60 Anos, Estes Exames Podem Estar Colocando Sua Saúde em Risco
16 de agosto de 2026
Podem ser anotações casuais de um passante, porque quando começamos nossa jornada, não distinguimos bem a paisagem. Ela sempre nos surpreende. Desconhecemos aonde nos pode levar o caminho. Não o escolhemos... Perambular é o próprio caminho. Uma narrativa do destino que desenhamos inconscientemente. O que pretendo? Tecer algumas considerações fora da mesmice, e pinçar alguns textos curiosos que despertem a paixão...
MOMENTO ZEN
Comprei um pequeno livro da Monja Cohen. Fazia já algum tempo que a Monja chamava a minha atenção, até que resolvi descobrir que mensagens ela passava. Comprei, entre outros títulos, APRENDA A VIVER O AGORA. Inicialmente, parecia que nos dava alguns conselhos sobre a vida prática, essa parte da nossa vida em que deslizamos sem dar grande atenção, e que julgamos não integrar a nossa existência. Esses instantes sem memória, essa ‘vidinha’ costurada de pequenos, quase minúsculos momentos, dos quais não nos apercebemos. Ledo engano... O que ela está a nos dizer, é algo bem mais significativo. Um pouco mais de atenção, e descobrimos que ela propõe a quebra dos automatismos, que nos conduzem de modo inconsciente, para o grande oceano no qual escoamos a nossa vida.
E são tão preciosos os ensinamentos, que nos emocionam, quando nos damos conta da realidade e significado da nossa vida. Sentimos com clareza, como desprezamos a essência dos atos e dos diversos cenários em que atuamos. Não percebemos a vida deslizando, e não façamos parte daqueles momentos. Tudo tão mecanicamente, tão automatizado, tão anonimamente dispersos, que parece termos sido expulsos do significado da existência.
Não são conselhos, apenas indicações de como nossa vida transcorre, a medida que não nos damos conta da importância dos pequenos atos, gestos, cortesias, que se praticados com a consciência plena do momento, construiríamos a nossa humanidade por inteiro. Ela denomina essa neutralidade como “momento Zen”.
E o que define o momento Zen?
“Estar atento ao que faz, é estar Zen.” E os pequenos retratos do cotidiano nos mostra, a percepção da sua sensibilidade com o sentido da vida.
Permito-me, citar alguns exemplos contidos nesse pequeno “manual de sobrevivência consciente”.
TROCAR ROUPAS: sinta em sua pele a textura dos tecidos e os odores.
BANHO: agradeça a água, o sabonete, a toalha e a saúde para tomar banho sozinho.
Se precisou de ajuda, agradeça que houve alguém que o ajudou. Faça desse momento, um instante Zen. Note a fragrância de todas as flores.
REFEIÇÃO: prepare os alimentos com respeito. Lembre-se de que foram necessárias inúmeras formas de vida para que chegassem até você. Lembre-se da terra, do vento, do sol, da chuva, das pessoas que plantaram, colheram e comerciaram. (...) Ao comer com atenção, seu corpo irá dizer o que necessita e quanto.
É bom refletir como os alimentos chegam até você.
Antes de sair, despeça-se das pessoas . Não se sabe quando será a última vez. Ao sair, abrace cada pessoa com respeito e ternura.
Lembre-se de que todos estamos nesse barco – o planeta Terra. Todos partilhamos das mesmas dificuldades e necessidades.
Há céu, nuvens, Sol, estrelas. Lua, chuva, calor, frio. Há vida em você e em tudo a sua volta. Aprecie.
Não seja a palmatória do mundo. Não queira corrigir tudo e todos. Seja o exemplo e não a crítica. Nada é permanente.
Nós, seres humanos, temos a rara oportunidade – entre todas as espécies, de obter a autorrealização. E ela começa nos detalhes simples.
ESPIRITUALIDADE: Orar, meditar, pertencer a um grupo filosófico. Questione o sentido da vida. Faz bem ao ser humano. Podem chamar isso de “caminho da espiritualidade”. (...)
A palavra espírito está ligada a inspirar e expirar. (...)
No mosteiro feminino de Nagoya havia um monge, que vinha todas as quartas-feiras: Mano Kapo Rossi. Como eu acabei ficando muitos anos no mosteiro, pude ouvir suas aulas inúmeras vezes, repetidas vezes. Nunca me cansei. Nunca achei que fosse a mesma, pois nunca foi a mesma.
Ele nos dizia que colocar as mãos, palma com palma, não está escondendo nada, não está ameaçando ninguém e está inteiro, com atenção para a pessoa à sua frente.
Creio desnecessário muitos exemplos. Apesar de serem importantes, seriam bem mais agradáveis se fossem lidos no original.
Mas acredito que o INSTANTE ZEN ficou claro em sua significação: ESTAR ATENTO A VIDA QUE CERCA CADA SER HUMANO, ALÉM DA SUA PRÓPRIA VIDA.
14 de outubro de 2024
Prof. mario moura