Podem ser anotações casuais de um passante, porque quando começamos nossa jornada, não distinguimos bem a paisagem. Ela sempre nos surpreende. Desconhecemos aonde nos pode levar o caminho. Não o escolhemos... Perambular é o próprio caminho. Uma narrativa do destino que desenhamos inconscientemente. O que pretendo? Tecer algumas considerações fora da mesmice, e pinçar alguns textos curiosos que despertem a paixão...
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
SOBRE O OCASO

Muitos acham que é obrigação dos filhos cuidar dos pais e eu digo que não é. Não quero que ninguém cuide de mim porque é obrigado. Se quiser cuidar, beleza. Se não quiser, ok.
-Você cuidou dos seus filhos! – podem dizer.
Sim, porque eu quis. Porque eu podia. Porque tinha tempo. Porque eles não tinham como se defender.
Não posso pedir pros meus filhos, no auge da luta pela vida que façam o mesmo por mim porque estou velho. Não terei nenhuma frustração por causa disso.
Só peço que gostem de mim - e quanto a isso, faço o que posso e um pouco mais. Mas obrigar? Forçar a barra? Isso não é amor. Se fizerem isso porque estão querendo fazer ótimo. Mas jogar na cara deles o amor que eu quis dar, ah, não. Golpe baixo.
Passo a jogada. Pretendo não dar trabalho a ninguém. Só tomem decisões se eu não puder falar por mim. Se eu puder, tendo um livro e podendo ouvir uma música, estou no lucro. A vida é assim. O amor é assim. O fim é assim.
19 de outubro de 2012
Felipe Flexa
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