Podem ser anotações casuais de um passante, porque quando começamos nossa jornada, não distinguimos bem a paisagem. Ela sempre nos surpreende. Desconhecemos aonde nos pode levar o caminho. Não o escolhemos... Perambular é o próprio caminho. Uma narrativa do destino que desenhamos inconscientemente. O que pretendo? Tecer algumas considerações fora da mesmice, e pinçar alguns textos curiosos que despertem a paixão...
terça-feira, 16 de agosto de 2016
segunda-feira, 15 de agosto de 2016
QUEM LÊ MAIS VIVE MAIS... É NECESSÁRIA APENAS MEIA HORA DE LEITURA POR DIA
Pesquisa da Universidade de Yale, no estado norte-americano de Connecticut, revelou que o hábito de ler mais está ligado a maior longevidade, ou seja, os livros não são apenas uma fonte de sabedoria e prazer, mas fazem a pessoa viver mais.
O estudo, chamado ‘Um capítulo por dia’, foi realizado nos EUA ao longo de 12 anos e analisou a relação entre a longevidade e os hábitos de leitura de 3.635 pessoas com mais de 50 anos.
Essa mesma turma também estava participando de outra pesquisa maior, a Health and Retirement Study, que tem investigado, desde 1990, a saúde de americanos que passam dos 50 anos.
Na pesquisa, os estudiosos dividiram as 3.635 pessoas em três grupos: os “não leitores” (quem não tinha o hábito de ler), os “leitores” (que liam por até três horas e meia na semana) e os “super leitores” (quem lia mais de três horas e meia por semana).
Para definir os grupos, os participantes responderam a algumas perguntas simples sobre quanto tempo passavam lendo livros, revistas e jornais por semana.
Doze anos depois, os cientistas compararam esses hábitos aos dados de saúde do Health and Retirement Study, e descobriram o seguinte: os não leitores haviam morrido mais cedo do que os leitores, e bem mais cedo do que os super leitores.
De acordo com o estudo, quem lia até 3h30 por semana tinha 17% menos chances de morrer antes dos 62 anos do que quem não lia nada – e quem fazia parte do grupo dos super leitores tinha 23% menos chances de morrer antes dos 62. Esse resultado foi geral, sem qualquer relação com gênero, classe social, problemas psicológicos nem nível de educação.
Vale ressaltar que não precisa de muito trabalho para ser um super leitor, visto que um pouco mais de meia hora de leitura por dia já é o suficiente para fazer parte desse grupo.
Contudo, não adianta ler qualquer coisa, porque a mágica só funciona com livros – quando os cientistas compararam o tempo de vida das pessoas que liam apenas jornais e revistas, mesmo que fosse muita leitura, a longevidade não era tão grande quanto a dos super leitores de livros.
15 de agosto de 2016
ucho.info
domingo, 14 de agosto de 2016
sábado, 13 de agosto de 2016
FERNANDO PESSOA (BIOGRAFIA) & O LIVRO DO DESASSOSSEGO
FERNANDO PESSOA (Biografia) & O Livro do Desassossego - YouTube
https://www.youtube.com/watch?v=zcerHYMeFVU
23 de mai de 2011 - Vídeo enviado por letrashumanas
"Se depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia, Não há nada mais simples. Tem só duas ...
13 de agosto de 2016
postado por m.americo
UM ENCONTRO EMOCIONANTE COM JORGE AMADO E ZÉLIA GATTAI NO MUSEU VAN GOGH
Jorge e Zélia, duas pessoas extraordinárias
Li recentemente aqui na Tribuna da Internet um impressionante relato da psicóloga Paloma Amado, filha dos escritores Jorge Amado e Zelia Gattai, e recordei um extraordinário acontecimento que me marcou para sempre. Foi na parte da tarde. A cidade, Amsterdam. O local, o museu Van Gogh. O ano, 1974. O mês, agosto. Lá estávamos nós, o modesto e sofrido industrial brasileiro João Mello da Costa e seu recém-formado advogado, Jorge Béja. que tinham viajado, graciosamente, pela companhia aérea KLM para uma consulta com o maior sensitivo do Século XX, o holandês Gérard Croiset, na tentativa de desvendar o sequestro e localizar o pequeno filho de João, chamado Carlos Ramirez da Costa, o Carlinhos.
Gérard, que um ou dois anos antes indicara com acerto o local da queda do avião que levava uma equipe de rugby do Uruguai e desapareceu no lado chileno da Cordilheira dos Andes, aceitou receber o pai de Carlinhos, sequestrado no Rio em 2 de agosto de 1973, tirado de sua casa na Rua Alice, bairro Laranjeiras.
O encontro com Gérard Croiset foi na casa do sensitivo em Utrecht, cidade vizinha a Amsterdam. Havíamos viajado de graça, porque o então presidente da KLM tinha muita gratidão pelo sensitivo, que havia descoberto o paradeiro de seu filho, também vítima de sequestro. Daí a preocupação do dirigente da companhia aérea e seu interesse em nos prestar ajuda.
ENCONTRO NO MUSEU – Mas não é sobre o caso Carlinhos que escrevo. A finalidade é contar à psicóloga Paloma Amado um encontro que nessa ocasião tivemos com seus pais, Zélia e Jorge Amado, que não conhecíamos pessoalmente e foram amabilíssimos conosco.
No museu Van Gogh, enquanto João Mello e eu admirávamos uma das obras do famoso pintor, alguém tocou no ombro do industrial. Viramos para trás e imediatamente identificamos: era o casal Jorge Amado e Zélia Gattai. E o escritor foi logo dizendo, dirigindo-se a João Mello:
“Conheço o senhor, sei do seu sofrimento, soube da sua viagem até aqui para consultar um vidente. Conte com toda a minha solidariedade, minha e de minha esposa e mais meu filho João Jorge que aqui está (e apontou para o rapaz a seu lado). Se for preciso, posso encabeçar e promover uma campanha nacional lá no Brasil para descobrir seu querido filho Carlinhos”.
CAÍMOS NO CHORO – Calados, surpresos e emocionados, ouvimos o famoso escritor fazer esse oferecimento. Quando terminou, João Mello chorou convulsivamente. Eu também comecei a chorar.
Nós sabíamos o significado daquele encontro, que parecia fortuito, por acaso, acidental, mas não era. Fora do Brasil, a mais de 14 mil quilômetros de distância, encontramos o maior escritor brasileiro e sua esposa. E partiu dele o diálogo de carinho, as palavras de conforto, de solidariedade e de oferta. Tudo aquilo que havia sido negado a João Mello aqui no Brasil, principalmente no Rio, onde a TV Globo o perseguiu tanto que quase o colocou na cadeia como mentor do sequestro do próprio filho.
SOPHIA LOREN – Foi uma viagem de ida e volta de sete dias. Tudo pago pela KLM. Na primeira noite, no Hotel Hilton de Amsterdam, fomos jantar. Já era tarde, o restaurante estava quase vazio e chegou um casal. Ela era alta, encantadora e ele, baixo e quase calvo. Sentaram-se próximo à nossa mesa. Eu senti que a conhecia, mas sem certeza. João Mello também. Então perguntamos ao garçom e ele respondeu que era a atriz Sophia Loren, com seu marido Carlo Ponti.
Não perdi tempo. Havia um piano no restaurante, fui até lá e toquei uma tarantella. Ela gostou, aplaudiu e me perguntou se eu era o pianista do hotel. Disse que não. Que éramos brasileiros. E que ali estávamos numa missão dolorosa. E explicamos todo o caso Carlinhos ao casal. Sophia e Ponti se emocionaram e até perguntaram se havia uma forma de nos ajudar.
DOIS DIAS DEPOIS – O encontro com Jorge Amado e Zélia Gattai foi dois dias depois. E lá se vai perto de meio século. Jorge Amado já faleceu. Zélia Gattai, também. Hoje, João Mello beira os 90 anos e eu já completei 70. Carlinhos nunca apareceu. Mas o gesto do pai de Paloma Amado foi um bálsamo para o coração de meu cliente e amigo João Mello da Costa.
Naquela época, ainda não existiam celulares nem selfies para registrar o encontro. No entanto, é certo que havia muito mais amor e solidariedade entre as pessoas de boa vontade.
13 de agosto de 2016
Jorge Béja
quarta-feira, 10 de agosto de 2016
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