segunda-feira, 26 de outubro de 2015

NICK, UM SUPER-HOMEM

E aí, meu amigo, tá difícil? Bateu aquela depressão, porque o filho do vizinho ganhou um carrão super esportivo? Ou quem sabe, porque você não tem a estatura que gostaria?: Ou talvez, porque o seu emprego não é lá essas coisas, e passa longe do que você sempre almejou fazer na vida?
Também pode estar triste, já que o mundo não reconheceu o seu talento, ou o talento que você imagina ter... Mas apesar dessas pequenas e inúteis frustrações, você caminha, se coça, fala, enxerga, come e bebe sem problemas... Então você diz: mas isso é natural! Todos nos coçamos, andamos etc... Beleza, né cara?
É. A vida não é fácil. Nunca foi fácil. Então você diz: ah! é? E aquele milionário, que mora naquela mansão e tem um iate para singrar os mares, quando lhe der na telha?
Será sempre assim... A grama do vizinho, sempre será mais verde do que a nossa.
Já dizia o poeta: 

"Quanta gente que ri, talvez existe,
Cuja ventura única consiste
Em parecer aos outros venturosa!"

Mas não serve a lição, para os que pensam que isso é apenas poesia...
Não percebemos que possuímos tudo, o que realmente é essencial para viver. Se o supérfluo lhe parecer mais essencial, fica a lição magnífica desse homem, Nick que transforma o seu corpo num largo sorriso, e atropela sentimentos de impotência, como se ele não fosse real.
E não é! Sua força de viver, de amar a vida que recebeu, de viver indiferente ao que imaginamos ser insuportável, de ensinar a paciência e a arte de burlar os tropeços do corpo, mais do que uma lição, demonstra o mistério e o poder do espírito, ao superar a deficiência do corpo.


26 de outubro de 2015
m.americo

VOCÊ PODE!

Resultados da pesquisa

    VOCÊ PODE! - A História de Tony Melendez, o ... - YouTube

    https://www.youtube.com/watch?v=egG-2Wp090I
    30 de jan de 2011 - Vídeo enviado por Eclésia Medeiros
    Tony Melendez teve problemas na gestação e nasceu sem os dois braços. Mas isto não foi motivo para ...
    26 de outubro de 2015
    m.americo

DEU PARA VOCÊ ENTENDER A GRANDEZA DE UM SER HUMANO?

Tony Melendez tocando violão com os pés!!! - YouTube

https://www.youtube.com/watch?v=SRyx4qKJW2M






Você entendeu por que sempre poderá fazer alguma coisa por você? Entendeu por que nossos sentimentos,
por mais difíceis que sejam, com relação aos nossos fracassos, serão sempre pequenos diante da nossa capacidade de reagir? De buscar respostas que impeçam inúteis lamentações e choramingas? Diante de tropeços que nada representam e apenas nos diminuem, e procuram nos ensinar que fracassos são definitivos?
Você entendeu, que o ser humano supera barreiras que os inúteis consideram insuperáveis?
Se você entendeu, então não tem o que aprender com Tony Melendez, mas apenas admirá-lo, apenas aplaudir o seu poder de superação, apenas compreender que o ser humano é simplesmente fantástico quando mobiliza energias criadores.

m.americo
26 de outubro de 2015

MÚLTIPLOS PARADIGMAS

MÁRIO SÉRGIO CORTELA MÚLTIPLOS PARADIGMAS ...

www.youtube.com/watch?v=0AOjuUZFbxk





26 de outubro de 2015
m.americo

IMAGENS


Vi esta ilustração acima de Nanda Corrêa na página de notícias/mídia Publicitários Criativos, Facebook. Gostei. Um trabalho cheio de detalhes e intervenções gráficas, como pode ser conferido nas ilustrações abaixo. Até onde eu sei, em uma rápida pesquisa no Google, Nanda Corrêa é uma arquiteta brasileira que atua (não sei se também ou só atua) como ilustradora free lance. O trabalho de Nanda Corrêa é bem interessante. Enfim, achei que valia a pena dividir com vocês.











PEQUENA REFLEXÃO SOBRE A NOSSA ESTUPIDEZ.


Consideremos que só temos consciência de 2 mil bits de informação, em 400 bilhões de bits de informação que processamos por segundo...
Quando rejeitamos novos conhecimentos... Quanto de nossa "percepção" está protestando?
Como podemos saber tudo sobre todas as coisas que ignoramos?

26 de outubro de 2015
("in quem somos nós?")


sexta-feira, 23 de outubro de 2015

DE VOLTA A ALHAMBRA DE GRANADA

GRANADA – A primeira vez em que vim a Granada foi no violão de meu pai lá nas noites da roça. Agustín Lara, o barroco mexicano Ángel Agustín Maria Carlos Fausto Mariano Alfonso Rojas Canela del Sagrado Corazón de Jesús Lara y Aguirre del Pino, embolerava as noites com as canções “Granada”, “Solamente una Vez”, “Noche de Ronda”, “Palmeras” (o nome da nossa fazendinha) e outras.


A segunda vez em que vim a Granada foi nos iluminados comícios da Constituinte espanhola de 1977, quando a Espanha reaprendeu a democracia, a luta política e a liberdade.

A terceira vez em que vim a Granada foi na Exposição Internacional de Sevilha em 1992 quando o então presidente espanhol Felipe Gonzalez acompanhou o presidente Fernando Collor numa visita aos eternos labirintos de Alhambra, soluço incontido da história e Patrimônio Cultural da Humanidade, soberbos séculos construídos pelos árabes e pelo cristianismo desde os fenícios, os romanos, os gregos.

LABIRINTOS

A quarta vez em que vim a Granada foi agora. Mas não vim a Granada porque vir a Granada sem ir a Alhambra é não ir a Alhambra nem vir a Granada. Aqueles magníficos e perturbadores palácios, brotando de dentro das florestas de ciprestes são um dos mais apocalípticos documentos da espiritualidade humana. A partir do ano 712 os árabes dominaram o reino de Granada durante 536 anos. Em 1248 Fernando III, O Santo, conquistou Sevilha e Granada para a cristandade.

Os mulçumanos foram embora de Granada ficando apenas cristãos e judeus. Em 5 séculos construíram dezenas de palácios e quilômetros de caminhos nas colinas vermelhas da Alhambra. Sevilha é um símbolo da união do mundo árabe com o mundo cristão. Na catedral toda em ouro, está o túmulo de Cristovão Colombo, todo em prata.
Cheguei a um tempo em que caminhar horas é maratona. Vou voltar a Alhambra ouvindo Granada de Agustín Lara.

CAPITALISMO

O jornal “El Pais”, o maior da Espanha e da Europa, publicou uma pesquisa assustadora: “O 1% mais rico tem tanto patrimônio quanto todo o resto do mundo”:

– “2015 será relembrado como o primeiro ano da série histórica em que a riqueza de 1% da população mundial alcançou a metade do valor de todos os ativos. Em outras palavras: o 1% da população mundial, aqueles que têm um patrimônio avaliado em 760.000 dólares têm tanto dinheiro liquido ou investido como os 99% do restante da população mundial. Esta enorme faixa entre privilegiados e o resto da humanidade, continuou ampliando-se desde o inicio da Grande Recessão, em 2008”.

– “A estatística do Credit Suisse, uma das mais confiáveis, chega já a uma leitura possível: os ricos sairão das crises ainda mais ricos, em termos absolutos como relativos, e os pobres relativamente mais pobres”.

ELEIÇÕES

Alhambra é um dos redutos históricos mais belos do mundo


















No dia 20 de dezembro a Espanha vai às urnas para escolher o novo Chefe do Governo que, como o regime é parlamentarista, sairá da maioria conquistada por cada partido. Estes números que estão ai em cima comandam o debate eleitoral. Como também os números do orçamento nacional.

Aqui não há pedaladas. Como a União Europeia achou que os números do orçamento para 2015 estavam sem objetividade, reclamou e pediu que o Governo Espanhol seja mais objetivo para que não só a população espanhola como os governos de todos os estados da União Europeia possam caminhar seguros diante dos números.
No dia 20 a palavra final é das urnas.


Recuerdos de la Alhambra - Pepe Romero - YouTube

www.youtube.com/watch?v=QlAzXWoQDlg

23 de dez de 2011 - Vídeo enviado por CosmosHD
Recuerdos de la Alhambra - Pepe Romero. Canal de CosmosHD ... si tan solo pudiera tocar la mitad de bien ...

23 de outubro de 2015
Sebastião Nery

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

DOCUMENTÁRIO: REVOLUÇÃO FRANCESA HISTORY CHANNEL

DOCUMENTÁRIO Revolução Francesa History Channel NA ...

www.youtube.com/watch?v=xV5g84ROXbE
1 de fev de 2015 - Vídeo enviado por Clube da História
DOCUMENTÁRIO Revolução Francesa History Channel NA 

22 de outubro de 2015
m.americo

A FIGURA HISTÓRICA DE JESUS



Canal livre - A FIGURA HISTÓRICA DE JESUS ... - YouTube

www.youtube.com/watch?v=3JQh3HStNL0
12 de mai de 2014 - Vídeo enviado por Religiões na mídia.
Canal livre discute o Jesus histórico. ... Canal livre - A FIGURA HISTÓRICA DE JESUS - 11/05/2014 ...

22 de outubro de 2015
m.americo

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

O MILHARAL QUE NASCE E CRESCE NA POESIA DE CORA CORALINA




Cora Coralina, pseudônimo de Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas (1880-1985), nasceu em Goiás Velho. Mulher simples, doceira de profissão, tendo vivido longe dos grandes centros urbanos, alheia a modismos literários, produziu uma obra poética rica em motivos do cotidiano do interior brasileiro, como este “Poema do Milho”.

POEMA DO MILHO
Cora Coralina
Milho…
Punhado plantado nos quintais.
Talhões fechados pelas roças.
Entremeado nas lavouras,
Baliza marcante nas divisas.
Milho verde. Milho seco.
Bem granado, cor de ouro.
Alvo. Às vezes, vareia,
– espiga roxa, vermelha, salpintada.
Milho virado, maduro, onde o feijão enrama
Milho quebrado, debulhado
na festa das colheitas anuais.
Bandeira de milho levada para os montes,
largada pelas roças:
Bandeiras esquecidas na fartura.
Respiga descuidada
dos pássaros e dos bichos.
Milho empaiolado,
abastança tranquila
do rato,
do caruncho,
do cupim.
Palha de milho para o colchão.
Jogada pelos pastos.
Mascada pelo gado.
Trançada em fundos de cadeiras.
Queimada nas coivaras.
Leve mortalha de cigarros.
Balaio de milho trocado com o vizinho
no tempo da planta.
” – Não se planta, nos sítios, semente da mesma terra”.
Ventos rondando, redemoinhando.
Ventos de outubro.
Tempo mudado. Revôo de saúva.
Trovão surdo, tropeiro.
Na vazante do brejo, no lameiro,
o sapo-fole, o sapo-ferreiro, o sapo-cachorro.
Acauã de madrugada
marcando o tempo, chamando chuva.
Roça nova encoivarada,,
começo de brotação.
Roça velha destocada.
Palhada batida, riscada de arado.
Barrufo de chuva.
Cheiro de terra: cheiro de mato,
Terra molhada, Terra saroia.
Noite chuvada, relampeada.
Dia sombrio. Tempo mudado, dando sinais,
Observatório: lua virada. Lua pendida…
Circo amarelo, distanciado,
marcando chuva.
Calendário, Astronomia do lavrador.
Planta de milho na lua-nova.
Sistema velho colonial.
Planta de enxada.
Seis grãos na cova,
quatro na regra, dois de quebra.
Terra arrastada com o pé,
pisada, incalcada, mode os bichos.
Lanceado certo-cabo-da-enxada…
Vai, vem, …sobe, desce…
terra molhada, terra saroia…
– Seis grãos na cova; quatro na regra, dois de quebra.
Sobe. Desce…
Camisa de riscado, calça de mescla
Vai, vem…
golpeando a terra, o plantador.
Na sombra da moita,
na volta do toco – o ancorote d’água:
Cavador de milho, que está fazendo?
Há que milênios vem você plantando.
Capanga de grãos dourados a tiracolo.
Crente da Terra, Sacerdote da terra.
Pai da terra.
Filho da terra.
Ascendente da terra.
Descendente da terra.
Ele; mesmo; terra.
Planta com fé religiosa.
Planta sozinho, silencioso.
Cava e planta.
Gestos pretéritos, imemoriais…
Oferta remota; patriarcal.
Liturgia milenária.
Ritual de paz.
Em qualquer parte da Terra
um homem estará sempre plantando,
recriando a Vida.
Recomeçando o mundo.
Milho plantado, dormindo no chão, aconchegados
seis grãos na cova.
Quatro na regra, dois de quebra.
Vida inerte que a terra vai multiplicar.
E vem a perseguição:
o bichinho anônimo que espia, pressente.
A formiga-cortadeira – quenquém.
A ratinha do chão, exploradeira.
A rosca vigilante na rodilha,
O passo-preto vagabundo, galhofeiro,
vaiando, sorrindo…
aos gritos arrancando, mal aponta.
O cupim clandestino
roendo, minando,
só de ruindade.
E o milho realiza o milagre genético de nascer:
Germina. Vence os inimigos,
Aponta aos milhares.
– Seis grãos na cova.
– Quatro na regra, dois de quebra,
Um canudinho enrolado.
Amarelo-pálido,
frágil, dourado, se levanta.
Cria substância.
Passa a verde.
Liberta-se. Enraíza.
Abre folhas espaldeiradas.
Encorpa. Encana. Disciplina,
com os poderes de Deus.
Jesus e São João
desceram de noite na roça,
botaram a benção no milho.
E veio com eles
uma chuva maneira, criadeira, fininha,
uma chuva velhinha,
de cabelos brancos,
abençoando
a infância do milho.
O mato vem vindo junto.
Sementeira.
As pragas todas, conluiadas.
Carrapicho. Amargoso. Picão.
Marianinha. Caruru-de-espinho.
Pé-de-galinha. Colchão.
Alcança, não alcança.
Competição.
Pac…Pac…Pac…
a enxada canta.
Bota o mato abaixo.
Arrasta uma terrinha para o pé da planta.
“- Carpa bem feita vale por duas…”
quando pode. Quando não…sarobeia.
Chega terra. O milho avoa.
Cresce na vista dos olhos.
Aumenta de dia. Pula de noite.
Verde Entonado, disciplinado, sadio.
Agora…
A lagarta da folha,
lagarta rendeira…
Quem é que vê?
Faz a renda da folha no quieto da noite.
Dorme de dia no olho da planta.
Gorda. Barriguda. Cheia.
Expurgo: nada…força da lua…,
Chovendo acaba – a Deus querê.
” – O mio tá bonito…”.
” – Vai sê bão o tempo pras lavoras todas”.
” –  O mio tá marcando…”.
Condicionando o futuro:
” – O roçado de seu Féli tá qui fais gosto…
Um refrigério”.
” – O mio lá tá verde qui chega a s’tar azur…”.
Conversam vizinhos e compadres.
Milho crescendo, garfando,
esporando nas defesas…
Milho embandeirado.
Embalado pelo vento.
“Do chão ao pendão, 60 dias vão”.
Passou aguaceiro, pé-de-vento.
” – O milho acamou…” ” – Perdido?”…Nada…
Ele arriba com os poderes de Deus…”
E arribou mesmo; garboso, empertigado, vertical.
No cenário vegetal
um engraçado boneco de frangalhos,
sobreleva, vigilante.
Alegria verde dos periquitos gritadores…
Bandos em sequência…Evolução…
Pouso…Retrocesso…
Manobras em conjunto.
Desfeita formação.
Roedores grazinando, se fartando,
foliando, vaiando
os ingênuos espantalhos.
“Jesus e São João
andaram de noite passeando na lavoura
e botaram a benção no milho”.
Fala assim gente de roça e fala certo.
Pois não está na taipa do rancho
o quadro deles, passeando dentro dos trigais?
Analogias…Coerências.
Milho embandeirado
bonecando em gestação.
– Senhor!… Como a roça cheira bem!
Flor de milho, travessa e festiva.
Flor feminina, esvoaçante, faceira.
Flor masculina – lúbrica, desgraciosa.
Bonecas de milho túrgidas.
negaceando, se mostrando vaidosas.
Túnicas, sobretúnicas…
saias, sobre-saias…
Anáguas…camisas verdes…
Cabelos verdes…
– Cabeleiras soltas, lavadas, despenteadas…
– O milharal é desfile de beleza vegetal.
Cabeleiras vermelhas, bastas, onduladas.
Cabelos prateados, verde-gaio.
Cabelos roxos, lisos, encrespados.
Destrançados.
Cabelos compridos, curtos,
queimados, despenteados…
Xampu de chuvas…
Flagrâncias novas no milharal
– Senhor, como a roça cheira bem!…
As bandeiras altaneiras
vão-se abrindo em formação.
Pendões ao vento.
Extravasão da libido vegetal.
Procissão fálica, pagã.
Um sentido genésico domina o milharal.
Flor masculina erótica, libidinosa,
polinizando, fecundando
a florada adolescente das bonecas.
Boneca de milho, vestida de palha…
Sete cenários defendem o grão.
Gordas, esguias, delgadas, alongadas.
Cheias, fecundadas.
Cabelos soltos excitantes.
Vestidos de palha.
Sete cenários defendem o grão.
Bonecas verdes, vestidas de noiva.
Afrodisíacas, nupciais…
De permeio algumas virgens loucas…
Descuidadas. Desprovidas.
Espigas falhadas. Fanadas. Macheadas.
Cabelos verdes. Cabelos brancos.
Vermelho-amarelo-roxo, requeimado…
E o pólen dos pendões fertilizando…
Uma fragrância quente, sexual
invade num espasmo o milharal.
A boneca fecundada vira espiga.
Acontece a grande exaltação.
Já não importam as verdes cabeleiras rebeladas
A espiga cheia salta da haste.
O pendão fálico vira ressecado, esmorecido,
No sagrado rito da fecundação.
Tons maduros de amarelo.
Tudo se volta para a terra-mãe.
O tronco seco é um suporte, agora,
onde o feijão verde trança, enrama, enflora.
Montes de milho novo, esquecidos,
marcando claros no verde que domina a roça.
Bandeiras perdidas na fartura das colheitas.
Bandeiras largas, restolhadas.
E os bandos de passo-pretos galhofeiros
gritam e cantam na respiga das palhadas.
“Não andeis a respigar” – diz o preceito bíblico
O grão que cai é o direito da terra.
A espiga perdida – pertence às aves
que têm seus ninhos e filhotes a cuidar.
Basta para ti, lavrador,
o monte alto e a tulha cheia.
Deixa a respiga  para os que não plantam nem colhem
– O pobrezinho que passa.
– Os bichos da terra e os pássaros do céu.
                   (Colaboração enviada por Paulo Peres – site Poemas & Canções)

21 de outubro de 2015