quinta-feira, 17 de setembro de 2015

15 FATOS INCRÍVEIS SOBRE OS INCAS QUE IRÃO SURPREENDER VOCÊ

Foi a maior civilização pré colombiana das Américas e esparramado em uma distância de 5,230 km, ou aproximadamente a distância entre Nova York e San Francisco. 
Com milhões de cidadãos, os incas construíram dezenas de milhares de quilômetros de estradas através alguns dos terrenos mais inóspitos da Terra. 
Prepare-se porque estas fatos são incríveis irão surpreender você.

Matéria copiada ilegalmente do site Lista Curiosa - www.listacuriosa.com.br

Embora os Incas fossem o maior império americano pré-colombiano, eles não tinham uma língua escrita.

Matéria copiada ilegalmente do site Lista Curiosa - www.listacuriosa.com.br

Por este motivo (a falta de registros) as estimativas de seu tamanho tem variado variando de 4 milhões de pessoas para até quase 40 milhões.

Matéria copiada ilegalmente do site Lista Curiosa - www.listacuriosa.com.br

Os incas tinham uma deformação do crânio. Basicamente, eles embrulhavam com um pano em torno das cabeças de seus filhos para que tivesse esse formato.

Matéria copiada ilegalmente do site Lista Curiosa - www.listacuriosa.com.br

As roupas dos mais poderosos eram descartáveis, após o uso era queimada.

Matéria copiada ilegalmente do site Lista Curiosa - www.listacuriosa.com.br

Construíram mais de 30.000 km de estrada, e eles nunca usaram ou descobriram a roda.

Matéria copiada ilegalmente do site Lista Curiosa - www.listacuriosa.com.br

Como não havia sistema de escrita os mensageiros tinham que memorizar as mensagens!

Matéria copiada ilegalmente do site Lista Curiosa - www.listacuriosa.com.br

Os espanhóis descobriram essa cultura Inca, e levaram até a Europa.

Matéria copiada ilegalmente do site Lista Curiosa - www.listacuriosa.com.br

Os incas construíram edifícios sem argamassa. Basicamente as enormes pedras que se encaixam tão perfeitamente, formando paredões enormes.

Matéria copiada ilegalmente do site Lista Curiosa - www.listacuriosa.com.br

Eles fizeram uso de trepanação, uma intervenção cirúrgica que envolveu a abertura de furos no crânio do paciente.

Matéria copiada ilegalmente do site Lista Curiosa - www.listacuriosa.com.br

Crânios eram usados ​​às vezes como vasos ou recipientes de beber.

Matéria copiada ilegalmente do site Lista Curiosa - www.listacuriosa.com.br

Os espanhóis chamavam inicialmente o Inca de “Orejones”, que significa “orelhas grandes”.

Matéria copiada ilegalmente do site Lista Curiosa - www.listacuriosa.com.br

No seu auge, o Império Inca se estendia em até 5,230 km.

Matéria copiada ilegalmente do site Lista Curiosa - www.listacuriosa.com.br

Os Andes continham mais de 200 pontes suspensas. E 300 anos depois a ideia foi levada para a Europa pelos espanhóis.

Matéria copiada ilegalmente do site Lista Curiosa - www.listacuriosa.com.br

Embora eles nunca descobriram o ferro ou a roda, eram mestres da fibra. Além de pontes suspensas eles construiam até embarcações.

Matéria copiada ilegalmente do site Lista Curiosa - www.listacuriosa.com.br
Adicionar legenda
O Império Inca foi derrotado em 1532 por Francisco Pizarro e 180 homens. Ele emboscou Atahualpa (o líder do Inca) e vários milhares de seus homens. A luta acabou em menos de trinta minutos.
17 de setembro de 2015

ATENÇÃO, PREGUIÇOSOS!

Estudo diz que a preguiça é uma doença!

É preguiçoso? Tenha cuidado. Cair na tentação da preguiça pode ser mais grave do que imagina. Especialistas da Universidade de Londres garantem que a preguiça é uma doença e que os preguiçosos são doentes que necessitam de tratamento.
“Achamos que a inatividade física deve ser considerada uma doença”, dizem os médicos Richard Weiler e Emmanuel Stamatakis, da Universidade de Londres, responsáveis por um estudo publicado no British Journal of sports Medicine. 
Os especialistas alertam para o ciclo vicioso do comportamento sedentário: a falta de atividade física favorece a obesidade, que é responsável por várias doenças, desde a hipertensão à diabetes.
Os preguiçosos devem ser tratados, por exemplo, através da prática de exercícios prescritos pelos seus médicos. “Gasta-se muito dinheiro para tratar as doenças vindas da obesidade, mas não se combate o problema de raiz”, afirma Weiler.
17 de setembro de 2015
in arco da velha

PACIENTE FOI PARA SER OPERADO DOS RINS, MAS FICOU SEM O PÊNIS




Um soldado reformado está a processar uma instituição médica após ter dado entrada no local para uma operação a um rim e ter acabdo por sair de lá com o pénis amputado.

Devastado, Costica Maroleanu, 55 anos, que sofre de insuficiência renal, revelou que foi ao Hospital County, em Buzau, no leste da Roménia, onde houve algumas complicações após a cirurgia. “Aparentemente, a enfermeira não tinha encaixado corretamente um pequeno tubo de plástico para me ajudar a urinar e o meu pénis ficou vermelho e infeccionado”, revelou ao Mirror.

Ainda segundo os relatos de Maroleanu, ele foi transferido para os cuidados intensivos, onde passou quatro dias, antes de ir para o departamento de nefrologia, onde passou outros dez. “Eventualmente, eles fizeram uma operação, mas, de seguida, o meu médico foi de férias.”

Após todo este problema, o paciente foi transferido para um hospital militar, onde os médicos concluíram que o seu membro estava em estado de necrose e a única opção era a amputação. “O prepúcio havia sido completamente arrancado e a maioria das células do órgão estavam mortas. O membro estava preto e a pele restante estava apenas na base e estava altamente infeccionada”, revelou um porta-voz do hospital.

Maroleanu revelou que urina através de um orifício feito pelos médicos entre o ânus e os testículos. “Eu urino como se fosse uma mulher. Estou devastado”, acrescentou. Agora, o ex-militar está a processar o primeiro hospital por negligência em cerca de R$ 1,5 milhão. “Se eles não tivessem estragado as coisas no início, nada disso teria acontecido.”


17 de setembro de 2015
Fernando Mendes

PERCEPÇÕES. OU QUEM TEM OLHO DE VER, QUE VEJA...




Os cães tem um ouvido e um nariz mais sensíveis que o ser humano.

Antecipam perigos ainda não captados pela quase totalidade das pessoas.

Assim está a classe política. Não percebeu que a internet liquidou seus privilégios e impunidade.

Tudo se sabe, se divulga e se comenta instantaneamente nas redes sociais.

Alguns poderosos tentam negociar com os donos das redes, uma censura quase invisível.

Outros começam processos contra os que ousam dizer a verdade ou apenas a parte da verdade a que têm acesso, porque a verdade completa lhes é sonegada ostensivamente.

O gado de sempre se enfureceu. Logo teremos o estouro da boiada.

Os chifrados no sentido figurado agora o serão de fato.

O povo cansou de pagar o pato.

A Anta, que não é atleta e nem é de nada, vai cair da bicicleta, porque exagerou na pedalada.

E o Boi vai atrás da vaca, direto para o abatedouro, se depender da vontade do famoso Mouro.

Perto do nosso vindouro o terremoto chileno é café pequeno.

17 de setembro de 2015
Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

RACIONAIS, FRIOS E DIGITAIS, ESTAMOS FALINDO AFETIVAMENTE


Nestes loucos tempos, de invasão de descamisados na rica Europa, de guerra santa destruindo países e sociedades, da China virando bolha, peço um tempo para falar de algo que todos sentem, mas não sabem lidar: a falência das emoções e sentimentos.
E por que falar sobre esse tema? Talvez inspirado na absoluta indiferença que vínhamos apresentando, em meio a massacres, mortes, atentados, até que uma criança de três anos afogada solitária no mar das tragédias humanas teve sua imagem partilhada pelo mundo afora, levando a uma epidemia de solidariedade, compaixão, empatia. Aleluia!
Ainda somos humanos, resta a esperança de que em algum lugar dos nossos arquivos cerebrais podemos encontrar sentimentos positivos, ter comunhão de almas, entender que nosso planeta é uma comunidade interligada e composta por semelhantes, pessoas como nós, que sofrem com suas tristezas, angústias, medos, inseguranças, ciúmes, assim como se emocionam com as conquistas, se alegram com os bons momentos. 
Não importa, idade, sexo, raça, religiosidade, somos todos povoados pelos mesmos elementos universais que formam o corpo, cérebro, mente e alma.
FRIOS E DIGITAIS
Desgraçadamente, vamos acelerando nossos pensamentos, nos tornando racionais, frios, digitais. A lógica, o raciocínio, a mecanização de nossas vidas, hipnotizados pelas telas, viciados em eletrônicos, vai dia a dia atrofiando nossa afetividade.

Cadê o colo para o filho pré-adolescente, o tempo ao ar livre para curtir com os filhos? O beijo apaixonado entre marido e mulher? Onde está a paciência no trânsito, a colaboração e paz no ambiente de trabalho? As reuniões de domingo entre família sem o uso de smartphones, iPads e coisas que o valham? E o diálogo franco, os casos engraçados rolando nos almoços familiares?
Se o nosso cotidiano é o “saco” de ter que ir a aula ou ao trabalho, como pretender ter um ambiente positivo, leve, prazeroso, em que passamos grande parte do nosso tempo? Ao contrário, tudo é estressante, pesado, cheio de tribos se digladiando.

Ao final do dia, voltar para casa e se deparar com a mudez, mau humor, indiferença entre membros da família. Por isso, não é de se estranhar que depressão, pânicos, fobias, ansiedade generalizada (aquela que dá diversos sintomas físicos com exames normais) entre outras desordens mentais que hoje são epidêmicas, nada mais sejam que a falência do sistema límbico, o setor no cérebro que administra nossas emoções e estresse.
SOFRENDO POR ANTECIPAÇÃO
De tanto pensar acelerado, de tanto nos preocuparmos sem necessidade, sofrermos por antecipação, falimos nossa capacidade de sentir, de ter uma afetividade positiva. Temos o mundo na palma da mão, no celular que nos aplica um modo de vida cheio de modas e artifícios. 
No entanto, nunca vi tanta gente carente de amor, carinho, atenção. Falta tempo pro cafuné, para deitar no colo, chorar no ombro amigo. 

O saldo é um clima de fim de festa, sensação de estranheza, como se estivéssemos próximo de uma catástrofe mundial (alguns sinais são claros, povoam os noticiários diariamente).
Dito tudo isso, deixo a dica enquanto é tempo: por que não pensar em investir no aprendizado sobre o comportamento e relacionamento interpessoal no ambiente de trabalho, nas escolas, nas famílias? Somos o que há de mais nobre e divino. 
E, no entanto, viramos números e estatísticas, cada vez mais catastróficas.

17 de setembro de 2015
Eduardo Aquino
O Tempo

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

O HOLOCAUSTO MANICOMIAL BRASILEIRO: O HOSPÍCIO JUQUERI

O material jornalístico produzido pelo FalaCultura é protegido por lei. Se usar nosso material como referência, por favor cite a fonte. Sinta-se livre para compartilhar nosso conteúdo, usando o link: 

http://falacultura.com/holocausto-brasileiro/


O inferno do Hospital Psiquiátrico do Juqueri no SBT ...


www.youtube.com/watch?v=3WQq1nB8q9E






16 de setembro de 2015
m.americo

O HOLOCAUSTO MANICOMIAL: TRECHOS DA HISTÓRIA DO MAIOR HOSPÍCIO DO BRASIL

Sessenta mil mortos[1]. Esse é o resultado do tratamento manicomial executado no Hospital Colônia de Barbacena/MG[2]. Fundado em 1903 com capacidade para 200 leitos, o hospital contava com uma média de 5.000 mil pacientes em 1961 e ficou conhecido pelo genocídio em massa ocorrido especialmente entre as décadas de 60 e 80. 

Trens com vagões lotados[3] (chamados de “trens de doido”), semelhantes aos dos campos de concentração alemães, despejavam diariamente os “dejetos humanos” para “tratamento” no hospital.

“Lá suas roupas eram arrancadas, seus cabelos raspados e, seus nomes, apagados. Nus no corpo e na identidade, a humanidade sequestrada, homens, mulheres e até mesmo crianças viravam "Ignorados de Tal; (...)comiam ratos e fezes, bebiam esgoto ou urina, dormiam sobre capim, eram espancados e violentados até a morte"[4]. 
Estima-se que cerca de 70% dos internados não tinham qualquer diagnóstico de doença mental. O hospital era destinado para a contenção dos indesejáveis, com função de higienização e sanitarismo da localidade, ou seja, sob as bases da teoria eugênica[5] eram enviadas "pessoas não agradáveis e incômodas" para alguém com mais poder, como opositores políticos, prostitutas, homossexuais, mendigos, pessoas sem documentos, epiléticos, alcoolistas, meninas grávidas e violentadas por seus patrões, esposas confinadas para que o marido pudesse morar com a amante, filhas de fazendeiros que perderam a virgindade antes do casamento, entre outros grupos marginalizados na sociedade. Em resumo: era preciso livrar-se da escória, do mal social e do incômodo em um local onde ninguém pudesse ter acesso. Era a barbárie humana.
“Os pacientes do Colônia morriam de frio, de fome, de doença. Morriam também de choque. Em alguns dias os eletrochoques eram tantos e tão fortes que a sobrecarga derrubava a rede do município. Nos períodos de maior lotação, 16 pessoas morriam a cada dia e ao morrer, davam lucro. Entre 1969 e 1980, mais de 1.800 corpos de pacientes do manicômio foram vendidos para 17 faculdades de medicina do país, sem que ninguém questionasse. Quando houve excesso de cadáveres e o mercado encolheu, os corpos passaram a ser decompostos em ácido, no pátio da Colônia, na frente dos pacientes ainda vivos, para que as ossadas pudessem ser comercializadas”[6].
E assim, dos ditos “loucos” enclausurados no Colônia, o Estado comia e roía até os ossos!
O psiquiatra italiano Franco Basaglia[7], pioneiro na luta antimanicomial na Itália, esteve no Brasil e conheceu o Colônia em 1979. 
Na ocasião, chamou uma coletiva de imprensa e desabafou: “Estive hoje num campo de concentração nazista. Em lugar nenhum do mundo, presenciei uma tragédia como essa”[8].

Os números exorbitantes e silenciados (por mais de 50 anos) das execuções sumárias, frias e violentas que ocorreram no hospital Colônia de Barbacena superam, e muito, as mortes registradas e ocultadas na ditadura militar brasileira (dentre índios, camponeses, perseguidos políticos, etc). 
Superam inclusive os números das mais sangrentas ditaduras da América Latina, Chile com mais de 40 mil e Argentina com mais de 30 mil mortos. Que Estado de Direito atual é esse? Como se pode permitir a prática e a ocultação desse genocídio por mais de 50 anos sem uma resposta estatal efetiva e humanizada para essas vítimas e seus familiares? 

Diante desse cenário nos parece claro o que Foucault[9] chamou de “emergência das técnicas de normalização”. Que são poderes não somente entendidos como efeito de conexão entre saber médico, judiciário e político, mas que se constituiu com autonomia e regras próprias, atravessando e estendendo sua soberania em toda a sociedade, sem se apoiar exclusivamente em nenhuma instituição específica. 
Os poderes de normalização utilizam um discurso que não se organiza apenas em torno da perversidade, mas do medo, da moralização, da contenção e da hipocrisia.  

Hoje restam menos de 200 sobreviventes da Colônia. Alguns deles estão e ficarão internados até o fim da vida porque não conseguem estabelecer vínculos sociais, em decorrência dos excessos de torturas e traumas sofridos no hospício e por não terem mais nenhum contato familiar. Outros sobreviventes foram transferidos para residências terapêuticas em busca de dignidade humana e para reaprender a tomar posse de si mesmos. 
O certo é que os que não morreram de fato, morreram em essência, em alma, como pessoa humana. Não há muito o que ser feito para recuperar essas estruturas já mortificadas.

Nesse quadro esquizofrênico tem-se: um Estado apático, omisso, permissivo, perverso, autorizador e co-autor dessa eterna história manchada de muito sangue e horror.  A sociedade, por sua vez, em alguns poucos momentos sensibiliza-se com outras tragédias da história mundial, mas desconhece o que ocorreu no seu quintal, às suas vistas. 
Enquanto micropoderes de normalização, quando sabem da sua história, usam o seu confortável tapa-olho fingindo não fazer parte disso ou pior, seus silêncios aplaudem e validam a eliminação dos indesejáveis sociais (até hoje), afinal, louco bom é louco morto, né?!.

E enquanto isso na sala de justiça.... o vazio e a mudez dos inocentes gritam por liberdade e humanidade nas inúmeras masmorras psiquiátricas existentes pelo país afora.

Thayara Castelo Branco é Advogada. Mestre e Doutoranda em Ciências Criminais pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), com área de pesquisa em Violência, crime e Segurança Pública. Email: thaybranco@yahoo.com.br
Foto: Luiz Alfredo/ Revista O Cruzeiro
16 de setembro de 2015
Thayara Castelo Branco

Holocausto Brasileiro Manicômio de Barbacena - YouTube


www.youtube.com/watch?v=1xBQr5zFAHs




[1] Os 60 mil mortos estão enterrados no Cemitério da Paz, construído junto com o Hospital Colônia no início do século XX, cuja área pertence à Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais. Está desativado desde a década de 80 e a explicação do psiquiatra Jairo Toledo, que respondeu pela direção do centro Hospitalar Psiquiátrico Barbacena até março de 2013, é que o terreno está saturado. (ARBEX, Daniela. Holocausto brasileiro - vida, genocídio e 60 mil mortes no maior hospício do Brasil. São Paulo: Geração Editorial, 2013. P. 65).
[2] Sobre o manicômio de Barbacena, ver o documentário “Em nome da razão”, de Helvécio Ratton, filmado em 1979, que se tornou o símbolo da luta antimanicomial. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=07p3y-OLDAA
Outro documentário mais recente também trata da mesma questão, denominado “Dos loucos e das rosas”, disponível em:https://www.youtube.com/watch?v=dQMIUqj6tPw
[3] Além do trem muitas pessoas chegavam ao hospital de ônibus ou em viaturas policiais. Várias requisições de internações eram assinadas por delegados, isso porque, antes do Hospital Colônia, muitas pessoas que se achava ter sofrimento psíquico em MG eram colocadas em cadeias publicas ou Santas Casas de Misericórdia.
[4] ARBEX, Daniela. Holocausto brasileiro - vida, genocídio e 60 mil mortes no maior hospício do Brasil. São Paulo: Geração Editorial, 2013. P. 14.
[5]  O interessante é que o fundamento eugênico para consubstanciar as práticas do Hospital Colônia, nem sequer, coadunava-se com a teoria eugênica desenvolvida no Brasil no início do século XX, muito menos com a teoria nazista de Hitler. Isso porque, “o movimento eugênico brasileiro do início do século XX, apostava em medidas preventivas para o melhoramento da raça, como: (a) higienização da população por meio do exame e do certificado pré-nupcial; (b) esterilização dos anormais. E não eram só negros e mestiços que ofereciam riscos para o futuro da nação, mas os “anormais” e todos os pobres, que sempre foram responsáveis pela miséria moral e material e agora, pela degeneração da espécie. Em resumo, a grande preocupação dos médicos cientistas era com as elites, na reformulação da organização familiar (de origem colonial). O projeto científico evolucionista era assegurar uma prole sadia, evitando a reprodução das taras hereditárias que também degeneravam as raças” (LOBO, Lilia Ferreira. Os infames da história: pobres, escravos e deficientes no Brasil. Rio de Janeiro: Lamparina, 2008. pp. 203-204).
Ou seja, no caso do Hospital Colônia não havia nenhum interesse em melhoramento da raça brasileira. O que se executava naquela instituição total ia para além da brutalidade humana, tratava-se de extermínio puro e simples, no contexto mais desumano e genocida possível. Inocuizava-se e matava-se pelos motivos mais abomináveis.
[6] ARBEX, Daniela. Holocausto brasileiro. P. 14.
[7] Sobre Franco Basaglia, dentre outras obras, indica-se: BASAGLIA, Franco. A instituição negada. Rio de Janeiro: Graal, 1985.
[8] ARBEX, Daniela. Holocausto brasileiro.p. 15.
[9] FOUCAULT. Michel. Os anormais. São Paulo: Martins Fontes, 2001. P. 32.