segunda-feira, 2 de novembro de 2015

A FLOR DE MARACUJÁ NO ROMANTISMO DE FAGUNDES VARELLA




O poeta Luís Nicolau Fagundes Varella (1841-1875), nascido em Rio Claro (RJ), compõs uma declaração de amor embalada pelos mistérios da “Flor do Maracujá”.

FLOR DO MARACUJÁ
Fagundes Varela
Pelas rosas, pelos lírios,
Pelas abelhas, sinhá,
Pelas notas mais chorosas
Do canto do Sabiá,
Pelo cálice de angústias
Da flor do maracujá !
Pelo jasmim, pelo goivo,
Pelo agreste manacá,
Pelas gotas de sereno
Nas folhas do gravatá,
Pela coroa de espinhos
Da flor do maracujá.
Pelas tranças da mãe-d’água
Que junto da fonte está,
Pelos colibris que brincam
Nas alvas plumas do ubá,
Pelos cravos desenhados
Na flor do maracujá.
Pelas azuis borboletas
Que descem do Panamá,
Pelos tesouros ocultos
Nas minas do Sincorá,
Pelas chagas roxeadas
Da flor do maracujá!
Pelo mar, pelo deserto,
Pelas montanhas, sinhá !
Pelas florestas imensas
Que falam de Jeová !
Pela lança ensanguentada
Da flor do maracujá !
Por tudo que o céu revela !
Por tudo que a terra dá
Eu te juro que minh’alma
De tua alma escrava está !!..
Guarda contigo este emblema
Da flor do maracujá !
Não se enojem teus ouvidos
De tantas rimas em – a –
Mas ouve meus juramentos,
Meus cantos ouve, sinhá!
Te peço pelos mistérios
Da flor do maracujá!
                        (Colaboração enviada por Paulo Peres – site Poemas & Canções)

02 de novembro de 2015

O SERMÃO DA MONTANHA (ROBERTO FAISSAL)

O Sermão da Montanha (Parte 1) - Roberto Faissal - YouTube

www.youtube.com/watch?v=UABvV0jDg5c
31 de out de 2013 - Vídeo enviado por Filho de Jacó
E Jesus, vendo a multidão, subiu a um monte, e, assentando-se, aproximaram-se dele os seus ...


02 de novembro de 2015 - dia de finados
m.americo

E JESUS, VENDO A MULTIDÃO, SUBIU A UM MONTE... AS BEM-AVENTURANÇAS. (3)

Cid Moreira- O Sermão da Montanha Parte 03. - YouTube

https://www.youtube.com/watch?v=d-bsbBNTZZA
23 de mai de 2012 - Vídeo enviado por Anderson Passarelo
Cid Moreira- O Sermão da Montanha Parte 03. ... 22:01. APOCALIPSE COMPLETO NARRADO POR CID


02 de novembro de 2015 - dia de finados
m.americo

E JESUS, VENDO A MULTIDÃO, SUBIU A UM MONTE... AS BEM-AVENTURANÇAS (2)

Cid Moreira- O Sermão da Montanha Parte 02. - YouTube

www.youtube.com/watch?v=n_PeIvqKksQ
23 de mai de 2012 - Vídeo enviado por Anderson Passarelo
Cid Moreira- O Sermão da Montanha Parte 02. Anderson ... 22:01. PROVÉRBIOS DE SALOMÃO ...

02 de novembro de 2015 - dia de finados
m.americo

E JESUS, VENDO A MULTIDÃO, SUBIU A UM MONTE... AS BEM-AVENTURANÇAS.

Cid Moreira- O Sermão da Montanha Parte 01 - YouTube

www.youtube.com/watch?v=1I5zcROcNlo
23 de mai de 2012 - Vídeo enviado por Anderson Passarelo
Cid Moreira- O Sermão da Montanha Parte 01 ... Conselhos Eternos da Biblia com Cid Moreira - Canal ..

02 de novembro de 2015 - dia de finados
m.americo

OLAVO BILAC, O GENIAL POETA DO PARNASIANISMO

OLAVO BILAC por ROBERTO FAISSAL - IN EXTREMIS ...

www.youtube.com/watch?v=frXRzbUfMF0
23 de out de 2014 - Vídeo enviado por Pedro Salomao
337 - SÉRIE RELÍQUIAS - parte do acervo pessoal de PEDRO LECUONA BRASIL - gravado do disco 

02 de novembro de 2015
m.americo

ALBERT SCHWEITZER E O RESPEITO AO VALOR INTRÍNSECO DE CADA SER




Albert Schweitzer e o respeito ao valor intrínseco de cada ser
A esplêndida encíclica do papa Francisco “sobre o cuidado da Casa Comum” insiste continuamente que cada ser, por menor que seja, possui valor intrínseco e tem algo a nos dizer, ademais de estar sempre interconectado com todos os demais seres.
Essas reflexões nos remetem ao pensador que melhor analisou o ilimitado respeito a tudo o que existe e vive no Ocidente: o médico suíço Albert Schweitzer (1875-1965). Ele se tornou famoso exegeta bíblico, com vasta obra especialmente sobre questões ligadas à possibilidade ou não de se fazer uma biografia científica de Jesus.
Em consequência de seus estudos sobre a mensagem de Cristo, especialmente do “Sermão da Montanha”, com sua centralidade no pobre e no oprimido, Schweitzer resolveu abandonar tudo e estudar medicina. Em 1913, foi para a África como médico em Lambarene, no atual Gabão, estabelecendo-se exatamente naquelas regiões que foram dominadas e exploradas furiosamente pelos colonizadores europeus. Disse explicitamente, numa carta, que “o que precisamos não é enviar para lá missionários que queiram converter os africanos, mas pessoas que se disponham a fazer para os pobres o que deve ser feito. Se o cristianismo não realizar isso, perdeu seu sentido”. E continua: “Minha vida não é nem a ciência, nem a arte, mas tornar-me um simples ser humano que, no espírito de Jesus, faz alguma coisa, por pequena que seja”.
REFLEXÕES
Em seu hospital no interior da floresta tropical, entre um atendimento e outro de doentes, tinha tempo para refletir sobre os destinos da cultura e da humanidade. Considerava a falta de uma ética humanitária a crise maior da cultura moderna. Tudo em sua ética gira ao redor do respeito, da veneração, da compaixão, da responsabilidade e do cuidado para com todos os seres, especialmente aqueles que mais sofrem.
À vontade de poder de Nietzsche, Schweitzer contrapõe a vontade de viver. “A ideia-chave do bem consiste em conservar a vida, desenvolvê-la e elevá-la ao seu máximo valor; o mal consiste em destruir a vida, prejudicá-la e impedi-la de se desenvolver. Esse é o princípio necessário, universal e absoluto da ética”.
Para Schweitzer, as éticas vigentes são incompletas porque tratam apenas dos comportamentos dos seres humanos face a outros seres humanos e se esquecem de incluir todas as formas de vida que se nos apresentam. O papa, em sua encíclica, faz uma rigorosa crítica a esse antropocentrismo. O respeito que devemos à vida “engloba tudo o que significa amor, doação, compaixão, solidariedade e partilha”.
OUTRAS VIDAS
Como a nossa vida é vida com outras vidas, a ética do respeito à vida deverá ser sempre um conviver e um “consofrer” com os outros. Numa formulação sucinta, afirma: “Tu deves viver convivendo e conservando a vida, esse é o maior dos mandamentos na sua forma mais elementar”. Daí derivam comportamentos de grande compaixão e cuidado.
A ética do respeito e do cuidado de Albert Schweitzer une inteligências emocional, cordial e racional, num esforço de tornar a ética um caminho de salvaguarda de todas as coisas e de resgate do valor que elas possuem em si mesmas. O maior inimigo dessa ética é o embotamento da sensibilidade, a inconsciência e a ignorância, que fazem perder de vista o dom da existência e a excelência da vida em todas as suas formas.
O ser humano é chamado a ser o guardião de cada ser vivo. Ao realizar essa missão, ele alcançará o grau maior de sua humanidade e se sentirá pertencendo a um todo maior, superando a falta de enraizamento e a solidão dos filhos da modernidade.

02 de novembro de 2015
Leonardo Boff

domingo, 1 de novembro de 2015

SEGURANÇA PÚBLICA: CONSIDERAÇÕES

Flávio Bolsonaro e Felipe Moura Brasil falam de ... - YouTube

https://www.youtube.com/watch?v=rUUxh7n7XmA
4 dias atrás - Vídeo enviado por Felipe Moura Brasil
Flávio Bolsonaro e Felipe Moura Brasil falam de Segurança Pública (2) ... da Parte 1, disponível neste ..


01 de novembro de 2015
m.americo

MANOEL DE BARROS: POEMA

O fazedor de amanhecer
Sou leso em tratagens com máquina. 
Tenho desapetite para inventar coisas prestáveis. 
Em toda a minha vida só engenhei 
3 máquinas 
Como sejam: 
Uma pequena manivela para pegar no sono. 
Um fazedor de amanhecer 
para usamentos de poetas 
E um platinado de mandioca para o 
fordeco de meu irmão. 
Cheguei de ganhar um prêmio das indústrias 
automobilísticas pelo Platinado de Mandioca. 
Fui aclamado de idiota pela maioria 
das autoridades na entrega do prêmio. 
Pelo que fiquei um tanto soberbo. 
E a glória entronizou-se para sempre 
em minha existência.
01 de novembro de 2015

A VELHICE E AS MÁSCARAS



O Lula organizou, em seu escritório político, evento para louvar o número dois da política boliviana, señor Álvaro García Linera, vice-presidente do país vizinho.
O seminário realizou-se dia 5 out° e contou com presença de alguns dos figurões remanescentes do Foro de São Paulo. Compareceram aqueles que ainda estão livres para ir e vir. Embora os organizadores não tenham publicado a lista dos participantes, as fotos oficiais mostram o homenageado, Marco Aurélio «top-top» Garcia, o ex-senador Suplicy e o próprio Lula.
Lula e Evo 1O Estadão registrou momento significativo que, por sinal, não aparece no site do escritório político do antigo presidente. Foi a revelação de que, quando ainda era candidato à presidência da Bolívia, Evo Morales andou sondando o Lula, então presidente do Brasil, sobre a eventualidade de estatizar as instalações da Petrobrás em território boliviano.
A narrativa é do próprio Lula: «O Evo me perguntou: ‘como vocês ficarão se nós nacionalizarmos a Petrobrás’? Respondi: ‘O gás é de vocês’. E foi assim que nos comportamos, respeitando a soberania da Bolívia».
Pode ter acontecido exatamente assim. No entanto, dado que quase dez anos são passados desde a estonteante tomada das plantas da Petrobrás manu militari, acredito que se trate antes de «passado recomposto» – fatos antigos adaptados ao gosto atual, procedimento comum em política.
É razoável que o Lula de 2006, surpreso pela ideia atrevida do futuro colega boliviano, tenha preferido se aconselhar com o entourage antes de dar resposta. O ressentido assessor Garcia, preso a notória visão ideológica do mundo e incapaz de dar preferência aos interesses superiores do Estado brasileiro, é bem capaz de estar por detrás do mau aconselhamento. Pode bem ter partido dele a sugestão de entregar a Petrobrás – com dedos e anéis – à Bolívia.
Lula e Evo 2Seja como for, o Lula, cuja «esperteza» costumava ser reconhecida à unanimidade, tem escorregado com frequência cada vez maior. Com essa confidência, deixou claro que a surpresa estampada em seu semblante quando Evo tomou nossas instalações era tão falsa quanto nota de três reais.
O passar dos anos nos faz mais velhos. E a velhice tem o poder de fazer cair máscaras e revelar antigos segredos. Conclusão: desse fato, pelo menos, o Lula sabia. A confissão foi espontânea.
Petrobras 3Ao relembrar esse episódio, o demiurgo mostra que, aos 70 anos, ainda não entendeu que civilização se distingue de barbárie pela existência de regras e pelo cumprimento delas.
Contratos são feitos para ser cumpridos. Havia contratos assinados entre a Petrobrás e o governo da Bolívia. O presidente do Brasil, guardião da Constituição, é a última pessoa de quem se esperaria conivência com o desrespeito a tratos que prejudicam interesses do Estado brasileiro.
01 de novembro de 2015
José Horta Manzano