sábado, 28 de janeiro de 2017

QUESTÃO DE GÊNERO - MUNDO MAIOR REPÓRTER - PARTE 4

Questão de Gênero | Mundo Maior Repórter | Parte 4 (10/12/2016 ...

https://www.youtube.com/watch?v=SXD_l8PzyLo
13 de dez de 2016 - Vídeo enviado por tvmundomaior
O Mundo Maior Repórter esclarece dúvidas sobre a questão de gênero. ...Questão de Gênero | Mundo ...

28 de janeiro de 2017
postado por m.americo

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

NIBIRU,O PLANETA SANEADOR - PROFECIAS

FIQUE DE OLHO NO CÉU EM 27 DE SETEMBRO...


Resultado de imagem para ASTEROIDE RUMO À TERRA
Vem aí o planeta X, mais uma ameaça celeste contra a Terra
O Laboratório Astronômico do Vaticano acaba de confirmar: aproxima-se o planeta X, denominado de Nibiro, que de dois mil em dois mil anos visita o nosso sistema solar. Já pode ser visto atrás do sol pelos principais observatórios da terra. Chegará o mais perto da Terra a 27 de setembro deste ano. Não se encontra em rota de colisão conosco, mas vai passar perto. Sua proximidade causará profundas alterações na estabilidade do planeta, a começar pela alteração nos polos. Vamos virar de cabeça para baixo, com mudanças no campo magnético, no clima, no nível dos mares e das montanhas, além de ampla temporada de terremotos.
A recepção pelo sistema solar  do X, que aliás não é um, mas são oito, sete bem menores, já está causando alterações: os terremotos aumentaram de número e de intensidade; movimentam-se as camadas tectônicas; a seca e as enchentes se sucedem; o calor se multiplica nos trópicos, o frio nos polos.
Essas conclusões não são exclusivas para o Papa Francisco. Corre que Wladimir Putin e Donald Trump conversaram a respeito. Angela Merkel não ficou de fora. Nem aquele Fu-Manchu lá de Pequim.
FAZER O QUÊ? – Pior é que nada há para fazer. Construir bunkers e subterrâneos para acomodar a humanidade não dá. Nem uns poucos privilegiados poderiam beneficiar-se. Estocar água potável e comida seria missão impossível, em especial quando há séculos já fazem falta. Rezar é duvidoso.
A ausência de informações detalhadas sobre o cataclismo iminente faz parte da estratégia das nações. Para que levar o pânico a bilhões de seres humanos, se o resultado poderá ser o caos?  Melhor informar o mínimo possível e aguardar um milagre. Só não dá para imaginar que essas previsões façam parte de uma jogada de marketing ou de um golpe das multinacionais para enriquecer um pouco mais. Resta olhar para o céu, de preferência a partir de 27 de setembro…

25 de janeiro de 2017
Carlos Chagas

http://umaraposanaestrada.blogspot.com/2017/01/fique-de-olho-no-ceu-em-27-de-setembro.html


PAULO COELHO: DEFENDEU O ALCORÃO, TEVE LIVRO CONFISCADO POR SUPOSTAMENTE CONTRARIAR O ISLÃ




Pode acontecer

Em agosto de 2015, Paulo Coelho foi notícia no Oriente Médio por defender o Alcorão. O caso foi registrado em um dos blogs da Folha. O escritor havia homenageado o livro sagrado do islamismo como um trabalho que havia “mudado o mundo”. 
Uma fã não se aguentou e achou aquilo um absurdo, reclamando que tais textos estavam na origem de muita violência e assassinatos.

O autor de O Alquimista respondeu nestes termos:

“Não é verdade. Sou cristão, e por séculos nós tentamos impôr nossa religião pela força da espada – confira ‘cruzadas’ no dicionário. Matamos mulheres – chamando elas de bruxas, e tentamos parar a ciência – como no caso de Galileu Galilei. Então não é culpa da religião, mas de como as pessoas manipularam ela.”

Um ano e meio depois, Paulo Coelho usou as redes sociais para reclamar que seus livros estavam sendo confiscados. 
O caso ocorreu na Líbia. Motivo: as autoridades locais consideraram que os trabalhos do “mago”, e de mais alguns autores, eram eróticos ou iam de encontro ao Islã.

Fica ao menos o aprendizado.


27 de janeiro de 2017
implicante

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

GRANDEZA E IDIOTICE HUMANAS, NA VISÃO DO FUTEBOL


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Ilustração reproduzida de O Tempo
O grande poeta Fernando Pessoa viveu 47 anos, de 1888 a 1935, um tempo habitual para a época. Ele escreveu: “Se, depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia, não há nada mais simples. Tem só duas datas – a da minha nascença e a da minha morte. Entre uma e outra coisa, todos os dias são meus”.
Neste mês, vou completar 70 anos. Quando era adolescente, não imagina viver tanto. Hoje, acho que é pouco. A expectativa de vida da população brasileira é por volta de 74 anos. Pretendo ainda viver bem por um bom tempo.
Vi, durante minha vida, times e jogadores espetaculares. O período entre 1954 e 1974 foi esplendoroso, em todo o mundo e em muitas áreas. Vi, de perto, craques como Pelé, Garrincha, Nilton Santos, Didi, Euzébio, Bob Charlton, Bob Moore, Gérson, Rivelino, Riva, Rivera, Beckenbauer, Cruyff e tantos outros. Vi também, nesse período, Santos, Botafogo, Real Madrid, Benfica, as seleções inglesa de 1966, brasileiras de 1958, 1962 e 1970 e holandesa de 1974.
REVOLUÇÕES – Essas seleções foram revolucionárias. A inglesa, de 1966, por ter sido o início do 4-4-2 e pelo jogo organizado, disciplinado. A brasileira, de 1970, por ter sido precursora do uso da ciência esportiva no Brasil e pelo jogo de aproximações, triangulações e troca de passes. A holandesa, de 1974, por ter utilizado, pela primeira vez, a marcação por pressão, uma característica atual do futebol mundial.
Tenho muito orgulho de ter sido um bom coadjuvante da inesquecível seleção de 1970. Muitos pais e avós, quando querem me elogiar, dizem a seus filhos e netos que atuei ao lado de Pelé. Quando não me coloco entre os maiores jogadores da história do futebol, não é por falsa modéstia. Consigo sair de dentro de mim e me ver. Fui um grande jogador, mas nem tanto.
A partir de 1974 até mais ou menos 2002, houve um confronto entre o estilo anterior, chamado futebol arte, e o desenvolvimento da preparação tática e física e da busca obsessiva pela vitória, chamado futebol de resultado. O jogo piorou. Houve uma perda de identidade. Como nada na vida é linear, surgiram também, nessa época, algumas grandes seleções, como a brasileira de 1982, e muitos craques, como Maradona, Zico, Falcão e outros, seguidos, anos depois, pelos fenomenais Ronaldo, Ronaldinho, Rivaldo, Zidane e outros.
CONCILIAÇÃO – A partir de 2002, aconteceu, progressivamente, uma conciliação entre as visões romântica e pragmática, entre o futebol arte e o de resultado. O jogo voltou a ser bonito e eficiente, com muito talento coletivo, sem perder a habilidade e a fantasia. Todos nós, especialmente os jovens, somos privilegiados por poderem assistir, toda semana, a tantos craques, como Messi, Cristiano Ronaldo, Neymar, além de grandes equipes.
Anos atrás, o Barcelona, dirigido por Guardiola, e a seleção espanhola, bicampeã da Europa e campeã do mundo em 2010, deram uma grande contribuição para a evolução do futebol atual.
Espero ainda ver outros craques e outros times revolucionários. O desenvolvimento e o conhecimento não param, embora haja tantos graves problemas no futebol e no mundo. A vida e o ser humano são contraditórios. A grandeza, a inteligência, a beleza, os avanços tecnológicos e a extraordinária aventura humana convivem com a miséria social, os preconceitos, a violência, a ignorância e a idiotice.

17 de janeiro de 2017
Tostão
O Tempo

'VENCI' - DIZ EX-CATADORA DE LATINHAS DO DF QUE PASSOU EM CONCURSO DO TJ E GANHARÁ R$ 7 MIL

Imagem: Marilene Lopes / Arquivo Pessoal 

Uma catadora de latinhas do DF conseguiu passar em um concurso de nível médio do Tribunal de Justiça estudando apenas 25 dias. Com isso, ela trocou uma renda mensal de R$ 50 por um salário de R$ 7 mil. “Foi muito difícil. Hoje, contar parece que foi fácil, mas eu venci”, afirma. Agora, ela diz que pensa em estudar Direito.

Sem dinheiro nem para comprar gás e obrigada a cozinhar com gravetos, Marilene Lopes viu a vida dela e a da família mudar em 2001, depois de ler na capa de um jornal a abertura das inscrições para o concurso do Tribunal de Justiça do Distrito Federal.

Ela, que até então ganhava R$ 50 por mês catando latinhas em Brazlândia, a cerca de 30 quilômetros de Brasília, decidiu usar os 25 dias de repouso da cirurgia de correção do lábio leporino para estudar com as irmãs, que tinham a apostila da seleção. Apenas Marilene foi aprovada.

"Minha mãe disse que, se eu fosse operar, ela cuidava dos meninos, então fui para a casa dela. Minha mãe comprou uma apostila para as minhas irmãs, aí dei a ideia de formarmos um grupo de estudo. Íamos de 8h às 12h, 14h às 18h e de 19h às 23h30. Depois eu seguia sozinha até as 2h", explica.

O esforço de quase 12 anos atrás ainda tem lugar especial na memória da família. Na época, eles moravam em uma invasão em Brazlândia.

Marilene já havia sido agente de saúde e doméstica, mas perdeu o emprego por causa das vezes em que faltou para cuidar das crianças. Como os meninos eram impedidos de entrar na creche se estivessem com os pés sujos, ela comprou um carrinho de mão para levá-los e aproveitou para unir o útil ao agradável: na volta, catava as latinhas de alumínio.

Segundo ela, a situação durou um ano e meio, e na época a família passava muita fome. "Nunca tinha nem fruta para comer. Eu me lembro que passei um ano com uma só calcinha. Tomava banho, lavava e dormia sem, até secar, para vestir no outro dia. Roupas, sapato, bicicleta [os filhos puderam ter depois da aprovação no concurso]. Nunca tive uma bicicleta", conta.

Mesmo para se inscrever na prova Marilene, que é técnica em enfermagem e em administração, encontrou dificuldades. Ela lembra ter pedido R$ 5 a cada amigo e ter chegado à agência bancária dez minutos antes do fechamento, no último dia do pagamento. E o resultado foi informado por uma das irmãs, que leu o nome dela no jornal.

"Tinha medo [de não passar] e ao mesmo tempo ficava confiante. Sabia que se me dedicasse bem eu passaria, só precisava de uma vaga", diz. "Dei uma flutuada ao ver o resultado. Pedi até para minha irmã me beliscar."

Ganhando atualmente R$ 7 mil, a técnica judiciária garante que não tem vergonha do passado e que depois de formar os cinco filhos pretende ingressar na faculdade de Direito. "Mesmo quando minhas colegas passavam por mim com seus carros e riam ao me ver catando latinhas com o meu carrinho de mão eu não sentia vergonha. E meus filhos têm muito orgulho de mim, da nossa luta. Eles querem seguir meu exemplo."

Marilene já passou pelo Juizado Especial de Competência Geral, 2ª Vara Cível, Órfãos e Sucessões de Sobradinho, 2ª Vara Criminal de Ceilândia, 12ª Vara Cível de Brasília e Contadoria. A trajetória dela inspira os colegas. Por e-mail, o primeiro chefe, o analista Josias D'Olival Junior, é só elogios. "A sua história de vida, a sua garra e o seu caráter nos tocavam e nos inspiravam profundamente."

A técnica afirma ainda que não se arrepende de nada do que passou, nem mesmo de ter tido cinco filhos – como diz terem comentado amigos. "Ainda hoje choro quando me lembro de tudo. Eu não tinha gás e nem comida e não ia falar pra minha mãe. Se falasse, ela me ajudaria, mas achava um abuso. Além de ficar 25 dias na casa dela, comendo e bebendo sem ajudar nas despesas, ainda ia pedir compras ou o dinheiro para o gás? Ah, não. Então assim, quando passei, foi como se Deus me falasse 'calma, o deserto acabou'."

Da época de catar latinhas, Marilene diz que mantém ainda a qualidade de ser supereconômica. Ela afirma que não junta mais alumínio por não encontrá-los mais na rua. "As pessoas descobriram o valor, descobriram que dá para vender e juntar dinheiro". Já as irmãs com quem estudou, uma se formou em jornalismo em 2011 e outra passou quatro anos depois no concurso do TJ de Minas Gerais, e foi lotada em Paracatu.

O primeiro problema enfrentado por Marilene veio na posse do concurso. A cerimônia ocorreu três dias após o nascimento do quinto filho, em um parto complicado. A médica não queria liberá-la para a prova, mas só consentiu com a garantia de que ela voltaria até 18h30. Por causa do trânsito, a catadora se atrasou em uma hora.

"A médica chamou a polícia dizendo que eu tinha abandonado meu filho. É que eu estava de alta, mas o bebê não, e ele precisava tomar leite no berçário enquanto eu estivesse fora", lembra. "A enfermeira ligou para a polícia do hospital e explicou a situação e aí pararam de me procurar. A médica me deixou com o problema e foi embora, no término do plantão dela."

Resolvida a situação, Marilene e a família viveram bem até 2003, quando o marido resolveu sair de casa. O homem, que já havia sido preso por porte ilegal de arma, havia "se deslumbrado" com a situação econômica da mulher. A casa e o carro comprados a partir do salário do tribunal precisaram ser divididos.

Atualmente, ela mora com os filhos na casa de um amigo, na Estrutural, enquanto aguarda a entrega de um apartamento de três quartos em Águas Claras. Marilene tem uma moto e, junto com uma das irmãs, está pagando um consórcio para comprar um carro zero.


17 de janeiro de 2017
Raquel Morais