Podem ser anotações casuais de um passante, porque quando começamos nossa jornada, não distinguimos bem a paisagem. Ela sempre nos surpreende. Desconhecemos aonde nos pode levar o caminho. Não o escolhemos... Perambular é o próprio caminho. Uma narrativa do destino que desenhamos inconscientemente. O que pretendo? Tecer algumas considerações fora da mesmice, e pinçar alguns textos curiosos que despertem a paixão...
quinta-feira, 12 de abril de 2018
NOVO ESTUDO SOBRE A QUALIDADE DO SUSHI COLOCA O MUNDO INTEIRO EM ESTADO DE ALERTA
Doença que ganha força no ocidente já é bastante popular no Japão.
Você também gosta de comida japonesa? Para quem é fanático por peixe cru, é bom estar atento à uma doença muito popular no oriente que viajou até o outro lado do globo.
Uma infecção grave no estômago provocada por um verme, conhecida como anisaquíase, proveniente do consumo de peixes e mariscos crus, está deixando pesquisadores bastante preocupados.
Ninja Sushi Roseville
Muito popular no Japão, não era comum ver casos da doença no ocidente, porém, de acordo com um estudo, publicado no site científico BMJ Case Reports, a popularização da comida japonesa tem aumentado os casos de forma significativa.
De acordo com entrevista à CNN da doutora Joana Carmo, médica no departamento de gastroenterologia do hospital português Egas Moniz – onde são consumidos muitos mariscos – também cresce consideravelmente (e assustadoramente) a quantidade de alimentos infectados.
“Nos países europeus, a infestação no peixe é provavelmente mais frequente do que pensamos. Um estudo mostrou que anisakis simplex (o tipo mais comum dessas infecções humanas) foi encontrada em 39,4% da cavala fresca examinada em diferentes mercados de peixe em Granada, Espanha. Outro estudo na Espanha descobriu que quase 56% dos peixes de baleia azul vendidos em cinco supermercados mostraram infestação”, disse Carmo à publicação.
A doença aguda no trato gastrointestinal manifesta-se por náusea, dores epigástricas, cólicas abdominais e vômitos, também pode ser responsável por ulceras na parede do estômago. As larvas podem migrar para a parte superior atacando a orofaringe e causando tosse. No intestino delgado, elas causam abscessos eosinofílicos. Com o tempo, pode haver perfuração da cavidade peritoneal. Raramente as larvas atingem o intestino grosso.
"PACOTE DO VENENO": NOVA PROPOSTA PODE AUMENTAR A QUANTIDADE DE AGROTÓXICOS NOS ALIMENTOS
8 DICAS SIMPLES PARA NUNCA COMER CARNE ESTRAGADA
O ARROZ NOSSO DE CADA DIA PODE SER UM VENENO, ALERTAM PESQUISADORES
O parasita que causa a anisaquíase pode infectar uma série de peixes como salmão, arenque, bacalhau, cavala, sardinha, anchovas, lulas, alabote e pargo vermelho, mas apenas o consumo cru desses alimentos oferecem risco à saúde, já que o verme morre se for congelado a menos 20ºC por 72 horas ou cozido a 63ºC.
CNN
– Imagem do parasita em exame de endoscopia.
Sintomas e tratamento
Conforme disse à CNN, Miguel Bao, doutorando em biologia de sistemas na Universidade de Aberdeen, os infectados podem apresentar uma reação alérgica, como inchaços, erupções cutâneas, dificuldade em respirar e até perda de consciência – as duas últimas podem até levar a óbito.
De acordo com o CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças), a infeção quando mais séria pode causar hemorragias digestivas, obstrução intestinal e peritonite, uma inflamação da parede interna do abdômen.
Porém, apesar de conseguir viver com a larva por semanas no estômago, o parasita não consegue se desenvolver e morre antes mesmo de se tornar adulto. Mas a inflamação que ele causa nesse tempo que está vivo, embora seja passageira, em alguns casos pode levar semanas ou meses para curar, resultando em uma piora na qualidade de vida.
Embora o tratamento cirúrgico nem sempre seja necessário, como ainda não há medicamentos específicos para tratar a doença, é possível que uma endoscopia seja realizada para retirar a larva do organismo do infectado e, assim, aliviar esses sintomas com mais rapidez.
Quem vai nos defender?
Como forma de evitar uma proliferação da doença, que não pode ser transmitida de pessoa pra pessoa, a Food and Drug Administration, orgão que regulamente e administra os alimentos e remédios dos Estados Unidos, criou uma série de procedimentos de segurança que os fornecedores desses alimentos devem seguir, como a temperatura de armazenamento e a temperatura ideal para o preparo.
No Brasil não existe uma regra específica para essa doença. Mas a própria ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) diz que “o consumo de pescados crus ou mal cozidos deve ser evitado”, em um documento sobre outra doença que já criou problemas no país em 2005, a difilobotríase.
“Os pratos preparados ou que contenham peixe cru ou mal cozido devem ser precedidos de congelamento do pescado em pelo menos -20ºC (menos vinte centígrados) por um período mínimo de 7 dias ou menos -35ºC (menos trinta e cinco centígrados) por um período de no mínimo 15 horas, condição suficiente para matar o transmissor”. – orienta a agência no documento.
A PROTESTE (Associação de Consumidores) testou nessa ano a qualidade de 10 amostras de sashimis à base de salmão comercializados nos restaurantes japonês mais populares, localizados nas capitais do Rio de Janeiro e de São Paulo, e para nossa infeliz surpresa somente um deles passou no teste. Veja o resultado da pesquisa aqui.
Nunca mais sushi?
Pois é, no caso do sushi, se congelarmos ou cozinharmos a carne do peixe, perde-se todo o sabor – e o sentido do prato, certo?
Se você ainda quer continuar degustando essa delicia crua amada por muitos, apostar em bons restaurantes pode ser uma saída. Outra alternativa é ficar de olho – de acordo com a CDC, o verme pode ser visto a olho nu e retirado do peixe antes do consumo.
AD
Por este motivo, é importante à sua saúde que você procure fornecedores e restaurantes de confiança, que possuam um especialista responsável pelos alimentos e que possam identificar qualquer coisa errada antes da comida chegar à sua mesa.
Fonte(s): CDC, Grub Street, CNN, News Medical, Info Escola, ANVISA, PROTESTE
Imagem de capa: AD
12 de abril de 2018
Você também gosta de comida japonesa? Para quem é fanático por peixe cru, é bom estar atento à uma doença muito popular no oriente que viajou até o outro lado do globo.
Uma infecção grave no estômago provocada por um verme, conhecida como anisaquíase, proveniente do consumo de peixes e mariscos crus, está deixando pesquisadores bastante preocupados.
Ninja Sushi Roseville
Muito popular no Japão, não era comum ver casos da doença no ocidente, porém, de acordo com um estudo, publicado no site científico BMJ Case Reports, a popularização da comida japonesa tem aumentado os casos de forma significativa.
De acordo com entrevista à CNN da doutora Joana Carmo, médica no departamento de gastroenterologia do hospital português Egas Moniz – onde são consumidos muitos mariscos – também cresce consideravelmente (e assustadoramente) a quantidade de alimentos infectados.
“Nos países europeus, a infestação no peixe é provavelmente mais frequente do que pensamos. Um estudo mostrou que anisakis simplex (o tipo mais comum dessas infecções humanas) foi encontrada em 39,4% da cavala fresca examinada em diferentes mercados de peixe em Granada, Espanha. Outro estudo na Espanha descobriu que quase 56% dos peixes de baleia azul vendidos em cinco supermercados mostraram infestação”, disse Carmo à publicação.
A doença aguda no trato gastrointestinal manifesta-se por náusea, dores epigástricas, cólicas abdominais e vômitos, também pode ser responsável por ulceras na parede do estômago. As larvas podem migrar para a parte superior atacando a orofaringe e causando tosse. No intestino delgado, elas causam abscessos eosinofílicos. Com o tempo, pode haver perfuração da cavidade peritoneal. Raramente as larvas atingem o intestino grosso.
"PACOTE DO VENENO": NOVA PROPOSTA PODE AUMENTAR A QUANTIDADE DE AGROTÓXICOS NOS ALIMENTOS
8 DICAS SIMPLES PARA NUNCA COMER CARNE ESTRAGADA
O ARROZ NOSSO DE CADA DIA PODE SER UM VENENO, ALERTAM PESQUISADORES
O parasita que causa a anisaquíase pode infectar uma série de peixes como salmão, arenque, bacalhau, cavala, sardinha, anchovas, lulas, alabote e pargo vermelho, mas apenas o consumo cru desses alimentos oferecem risco à saúde, já que o verme morre se for congelado a menos 20ºC por 72 horas ou cozido a 63ºC.
CNN
– Imagem do parasita em exame de endoscopia.
Sintomas e tratamento
Conforme disse à CNN, Miguel Bao, doutorando em biologia de sistemas na Universidade de Aberdeen, os infectados podem apresentar uma reação alérgica, como inchaços, erupções cutâneas, dificuldade em respirar e até perda de consciência – as duas últimas podem até levar a óbito.
De acordo com o CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças), a infeção quando mais séria pode causar hemorragias digestivas, obstrução intestinal e peritonite, uma inflamação da parede interna do abdômen.
Porém, apesar de conseguir viver com a larva por semanas no estômago, o parasita não consegue se desenvolver e morre antes mesmo de se tornar adulto. Mas a inflamação que ele causa nesse tempo que está vivo, embora seja passageira, em alguns casos pode levar semanas ou meses para curar, resultando em uma piora na qualidade de vida.
Embora o tratamento cirúrgico nem sempre seja necessário, como ainda não há medicamentos específicos para tratar a doença, é possível que uma endoscopia seja realizada para retirar a larva do organismo do infectado e, assim, aliviar esses sintomas com mais rapidez.
Quem vai nos defender?
Como forma de evitar uma proliferação da doença, que não pode ser transmitida de pessoa pra pessoa, a Food and Drug Administration, orgão que regulamente e administra os alimentos e remédios dos Estados Unidos, criou uma série de procedimentos de segurança que os fornecedores desses alimentos devem seguir, como a temperatura de armazenamento e a temperatura ideal para o preparo.
No Brasil não existe uma regra específica para essa doença. Mas a própria ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) diz que “o consumo de pescados crus ou mal cozidos deve ser evitado”, em um documento sobre outra doença que já criou problemas no país em 2005, a difilobotríase.
“Os pratos preparados ou que contenham peixe cru ou mal cozido devem ser precedidos de congelamento do pescado em pelo menos -20ºC (menos vinte centígrados) por um período mínimo de 7 dias ou menos -35ºC (menos trinta e cinco centígrados) por um período de no mínimo 15 horas, condição suficiente para matar o transmissor”. – orienta a agência no documento.
A PROTESTE (Associação de Consumidores) testou nessa ano a qualidade de 10 amostras de sashimis à base de salmão comercializados nos restaurantes japonês mais populares, localizados nas capitais do Rio de Janeiro e de São Paulo, e para nossa infeliz surpresa somente um deles passou no teste. Veja o resultado da pesquisa aqui.
Nunca mais sushi?
Pois é, no caso do sushi, se congelarmos ou cozinharmos a carne do peixe, perde-se todo o sabor – e o sentido do prato, certo?
Se você ainda quer continuar degustando essa delicia crua amada por muitos, apostar em bons restaurantes pode ser uma saída. Outra alternativa é ficar de olho – de acordo com a CDC, o verme pode ser visto a olho nu e retirado do peixe antes do consumo.
AD
Por este motivo, é importante à sua saúde que você procure fornecedores e restaurantes de confiança, que possuam um especialista responsável pelos alimentos e que possam identificar qualquer coisa errada antes da comida chegar à sua mesa.
Fonte(s): CDC, Grub Street, CNN, News Medical, Info Escola, ANVISA, PROTESTE
Imagem de capa: AD
12 de abril de 2018
almanaque sos
https://umaraposanaestrada.blogspot.com/2018/04/novo-estudo-sobre-qualidade-do-sushi_12.html
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quarta-feira, 11 de abril de 2018
ALEIJADINHO, UM MITO?
Livro mostra como a história adotou uma falsa imagem do escultor, ícone da brasilidade
Polegares na mesma posição dos outros dedos, olhos amendoados, furo no queixo, nariz afilado, maçãs salientes, bigodes bem delineados e barba partida no queixo.
Polegares na mesma posição dos outros dedos, olhos amendoados, furo no queixo, nariz afilado, maçãs salientes, bigodes bem delineados e barba partida no queixo.
Para o historiador francês Germain Bazin (1901- 1990), essas seriam as características que identificariam o estilo de Aleijadinho entre tantos mestres esquecidos do barroco mineiro.
O próprio Bazin atribuiu a ele a autoria do Cristo Flagelado, hoje pertencente ao acervo do Museu da Inconfidência, em Ouro Preto. Errou feio, justo quando se fixava o padrão estilístico do "Michelangelo mineiro".
Esse Cristo não tem furinho no queixo e os fios de sua barba não são tão certinhos quanto gostaria Bazin, que depois reconheceu a falha. Ele, contudo, não foi o primeiro nem será o último a errar. Guiomar de Grammont, a autora do livro O Aleijadinho e o Aeroplano (Editora Civilização Brasileira, 322 págs., R$ 45), defende que não só os métodos de análise atributiva são equivocados como as provas documentais a respeito do escultor são insuficientes para atestar a autenticidade de qualquer uma de suas obras.
Todo esse esforço para sobrevalorizar Aleijadinho é inútil, diz ela. Aleijadinho não foi um. Foram vários. A tese da escritora caiu como uma bomba em território mineiro. Ela passou o último mês enfrentando olhares oblíquos de críticos e colecionadores que, de uma hora para outra, viram cair por terra seu herói colonial disforme.
A imprensa mineira viu com antipatia o estudo da acadêmica, professora de Filosofia da Universidade Federal de Ouro Preto, sobre esse ícone da brasilidade, a ponto de um jornal de Belo Horizonte estampar na manchete "Ela quer matar Aleijadinho".
Exagero, claro. Orientada pelo francês Roger Chartier, do Collège de France, e pelo professor João Adolfo Hansen, da USP, Guiomar de Grammont só queria estudar a construção de Aleijadinho como mito brasileiro. Acabou comprando uma briga dos diabos ao dizer que Antônio Francisco Lisboa (1730-1814), o herói cultural barroco, pode não ter sido o artífice que o Brasil conhece, mas um mito inventado pela astúcia do Império, instrumentalizado pela ditadura do Estado Novo e saudado pelos primeiros modernistas, sobretudo por Mário de Andrade, como o herói miscigenado, o gênio da raça, o mulato genial que desafiou os padrões europeus e transgrediu as normas para criar uma arte autenticamente brasileira.
O protótipo do brasileiro mestiço, doente, que supera suas limitações para mostrar ao mundo sua genialidade sempre serviu aos governos e à construção da chamada identidade nacional, especialmente depois do golpe de Estado de 1937. Não se deve esquecer que o Serviço de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Sphan) foi criado duas semanas depois e investiu com tudo na busca de documentos relacionados à figura de Aleijadinho, que teve sua primeira biografia oficial assinada em 1858, 44 anos após sua morte, por Rodrigo José Ferreira Bretas.
É a mesma biografia que a professora mineira dissecou para provar que seu autor "incorporou" dados da vida de Michelangelo contada por Vasari em sua fantasiosa obra. A professora questiona desde a paternidade do artista - atribuída ao arquiteto português Manuel Francisco Lisboa para que ele fosse aceito pelo Segundo Reinado -, até a doença contagiosa (sífilis, lepra?) do "Quasímodo brasileiro", por falta de provas documentais. "O que se pode concluir é que a biografia de Bretas foi feita para receber o prêmio do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, outorgado pelo próprio imperador Pedro 2º, e que os documentos posteriormente reunidos pelo Sphan são apêndices da biografia", diz a autora. "Não dá para afirmar que Aleijadinho era filho de Lisboa ou que ele tenha sido arquiteto."
O escultor é uma invenção romântica e nacionalista de Bretas, defende a autora. Como um Victor Hugo dos trópicos, o biógrafo forjou a imagem desse Quasímodo tropical, que supera sua deformação física para atingir a dimensão espiritual do gênio, uma imagem construída para servir aos interesses políticos de distintas épocas, de Pedro 2º a Vargas. O próprio título do livro brinca com o anacronismo ao associar o Aleijadinho à figura do aeroplano, a exemplo do que fez há um século o conde Affonso Celso, definindo o artista como um visionário capaz de saltar no espaço, à maneira de Santos Dumont, em busca do novo, um Da Vinci pronto para realizar o sonho renascentista em Vila Rica, ao construir igrejas, esculpir profetas em pedra sabão, santos em madeira e miniaturas (com as mãos deformadas?) de madonas.
O Aleijadinho que todos conhecem seria, portanto, um personagem de ficção criado por Bretas na biografia adotada por outros historiadores. Se os modernistas viram nele o signo da diversidade, o herói étnico fundador da nacionalidade e que canibalizou a arte européia para criar uma cultura híbrida, o Estado Novo Novo fez dele o protótipo do brasileiro que superou as diferenças raciais e culturais. Para Guiomar, no entanto, ele não foi um, mas vários brasileiros.
A professora rejeita o conceito de autoria - típico do século 19. O escultor simplesmente teria de viver dez vidas para esculpir todas as obras a ele atribuídas. Ou dividir com outros artífices a tarefa, hipótese mais provável. Aleijadinhos há muitos, diz ela. E não apenas nos museus e nas casas dos colecionadores. Ela só "desconstruiu" sua história.
11 de abril de 2018
Antonio Gonçalves Filho, O Estadao de S.Paulo
O MISTÉRIO DE ALEIJADINHO
O mistério de aleijadinho - ISTOÉ Independente
5 de nov de 2008 - Aleijadinho, o genial artista mineiro dono de uma biografia marcada por sofrimentos e gestos heróicos, não existiu. Assim pensa a historiadora mineira ... São histórias que o escritor teria ouvido da nora do escultor, Joana, e de moradores de Vila Rica, antiga Ouro Preto. Segundo Guiomar, já naquela ...
m.americo
ALEIJADINHO, MITO OU REALIDADE?
Aleijadinho, mito ou relidade? | ESTÉTICA E HISTÓRIA DAS ARTES ...
5 de set de 2011 - Augusto de Lima Júnior negou a existência do Aleijadinho, ao afirmar que Rodrigo Bretas, seu biógrafo, teria criado uma personagem. Neto de Lima Júnior , ... Nunca existiu? Tanto melhor. Shakespeare também, e é infinito. Homero é o tal. Fica maior. E PARA VOCÊ? ALEIJADINHO EXISTIU OU NÃO?
m.americo
A FARSA POR TRÁS DA HISTÓRIA DE ALEIJADINHO
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Quem não se emociona ao ouvir a história de Manuel Francisco Lisboa, o Aleijadinho, que teria vivido entre 1730 e 1814, em Minas Gerais, e que, já deformado pela lepra, esculpia suas obras com o martelo e a talhadeira amarrados ao toco dos braços.
Pois é, mas tem um enorme buraco nessa biografia e o gênio do barroco mineiro pode sequer ter existido.
Em primeiro lugar, a história de Aleijadinho só veio a tona 44 anos depois de sua morte com a publicação de uma biografia que, suspeitam os historiadores, não passa dum livro de ficção.
Segundo, o tal escultor, mesmo se desconsiderando suas limitações físicas para jornadas longas em cima de andaimes, simplesmente teria de ter vivido umas dez vidas para esculpir todas as obras que lhe são atribuídas.
Já em 1996, falando à Folha de São Paulo pesquisador paulista Dalton Sala afirmou que Aleijadinho foi uma invenção do governo Getúlio Vargas. Para ele o mestre é um mito criado para a construção da identidade nacional, um protótipo do brasileiro típico: "mestiço, torturado, doente, angustiado, capaz de superar as deficiências por meio da criatividade".
E disse também que nunca ficou provado textualmente que uma pessoa chamada Antônio Francisco Lisboa, conhecida como Aleijadinho, tivesse feito todas as obras que lhe foram atribuídas. Sala atribui a construção do mito Aleijadinho a uma necessidade política e ideológica da ditadura Vargas.
Guiomar Grammont, autora do livro O Aleijadinho e o Aeroplano, vai no mesmo caminho.
Afirma a hitoriadora que o artífice pode ter sido um mito inventado pela astúcia do Império, instrumentalizado pela ditadura do Estado Novo e saudado pelos primeiros modernistas, sobretudo por Mário de Andrade, que o descreveu como um herói miscigenado, gênio da raça, mulato genial que desafiou os padrões europeus e transgrediu as normas para criar uma arte autenticamente brasileira.
Eis aquí um abacaxi e tanto pros mineiros descascarem. Como continuar cultuando um herói das artes plásticas se Alejadinho tem tudo pra nunca ter existido.
Parece que temos aqui um Roque Santeiro das Gerais, o personagem de Dias Gomes que foi mesmo sem nunca ter sido.
11 de abril de 2018
in blog do laque
35 MENTIRAS QUE VOCÊ ACHAVA SER VERDADE
35 Mentiras que você achava ser verdade. Até agora. | Almanaque SOS
9 de abr de 2014 - science-19. Flickr / tburnes. 20.) Durante a Idade Média, a maioria dos estudiosos aceitavam que sim, a Terra era redonda. O mito de que as pessoas ... Acreditando ou não, agora vocêé oficialmente uma pessoa interessante, ou pelo menos está no caminho, armado até os dentes com quebra-gelo, ..
11 de abril de 2018
m.americo
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