segunda-feira, 11 de março de 2013

A CARTA DE NAPOLEÃO BONAPARTE PARA JOSEFINA

Napoleão declarava em cartas o seu amor pela esposa. O problema é que Josefina não retribuía as correspondências e ainda o traia. Ao tomar conhecimento do chifre, Napoleão decidiu dar o troco: começou a se relacionar com uma mulher que se disfarçava de homem para lutar.Confira a carta que Napoleão escrevia, enquanto Josefina o traía…
 
“Já não te amo: ao contrário, detesto-te. És uma desgraçada, verdadeiramente perversa, verdadeiramente tola, uma verdadeira Cinderela. Nunca me escreves; não amas o teu marido; sabes quanto prazer tuas cartas dão a ele e ainda assim não podes sequer escrever-lhe meia dúzia de linhas, rabiscadas apressadamente. Que fazes o dia todo, Madame? Que negócio é assim tão importante que te rouba o tempo para escrever ao teu devotado amante? Que afeição abala e põe de lado o amor, o terno e constante amor que lhe prometeste? Quem será esse maravilhoso novo amante que te ocupa todos os momentos, tiraniza seus dias e te impede de dedicar qualquer atenção ao teu esposo? Cuidado, Josefina: alguma bela noite as portas se abrirão e eu surgirei. Na verdade, meu amor, estou preocupado por não receber notícias tuas; escreve-me neste instante quatro páginas plenas daquelas palavras agradáveis que me enchem o coração de emoção e alegria. Espero poder em breve segurar-te em meus braços e cobrir-te com um milhão de beijos, candentes como o sol do Equador. Bonaparte”
 
11 de março de 2013

sábado, 9 de março de 2013

TUDO O QUE VOCÊ GOSTARIA DE SABER SOBRE O 'PUM'

Você alguma vez já se perguntou por que é que alguns puns tem o cheiro pior do que os outros? Ou se realmente é possível produzir energia — e até explosões — com os seus gases? Ou, ainda, por que é que alguns são discretos, enquanto outros são escandalosos e... reverberantes? O pessoal do mundo estranho decidiu ir a fundo nessa história e esclarecer tudo o que sempre quisemos saber sobre o pum e nunca tivemos coragem de perguntar.

Como é que o pum é produzido?

Fonte da imagem: shutterstock

O flato é produzido a partir de uma variedade de gases presentes no ambiente que engolimos durante o dia, enquanto conversamos ou realizamos alguma refeição. Embora uma parte seja absorvida pelo nosso organismo, parte desses gases acaba passando pelo tubo digestivo e chegando ao intestino. O problema é que é no intestino que os alimentos que não são completamente digeridos no estômago vão parar, e é aí que a coisa começa a cheirar mal.
No nosso intestino existe um conjunto de bactérias — a famosa flora intestinal — responsável por ajudar a decompor os alimentos, provocando a sua fermentação. E é durante esse processo que são produzidos os gases malcheirosos que vão se acumulando até que finalmente são expelidos por causa da pressão.

Quais alimentos provocam mais gases?

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Segundo a publicação, os alimentos que normalmente produzem mais gases são aqueles ricos em carboidratos e que não são completamente decompostos no estômago. Entre eles, os mais notórios são os tubérculos, como o inhame e a batata-doce, alguns cereais, como o feijão e o grão-de-bico, os laticínios, como o leite e os queijos, e determinados legumes, como o repolho e a couve-flor. Outros alimentos famosos são os ovos, o milho e a cebola.

E o arroto?

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Na verdade, as eructações não são puns que saíram pela boca, já que os flatos são produzidos no intestino, enquanto que os arrotos são os gases que chegaram ao estômago mas não seguiram viagem. Assim, os gases que são engolidos durante a refeição e que não são absorvidos pelo organismo ou vão para o intestino acabam sendo expulsos pela boca.

Por que alguns são barulhentos e outros não?

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A questão do barulho depende de uma série de fatores e, para entender melhor essa questão, é importante conhecer um pouco melhor a nossa anatomia. O pum é expelido pelo ânus, e o que nos ajuda a controlar os gases são os esfíncteres, ou seja, duas espécies de válvulas — uma interna e a outra externa — que se contraem ou relaxam permitindo a sua passagem.
Contudo, somente conseguimos controlar voluntariamente — e isso dependendo da situação! — o funcionamento do esfíncter externo, e, dependendo da quantidade de gases acumulada no final do intestino e da pressão exercida nessa região, a velocidade de expulsão será maior ou menor. E, quanto maior for a velocidade com a qual os gases escapam, maior será a sua vibração provocada pela passagem do flato pelas membranas do ânus e o escândalo!

E se segurar, o que acontece?

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Nem sempre é possível soltar pum quando temos vontade, e somos obrigados a segurar os gases até que possamos nos livrar deles. Quando seguramos o flato, ele volta ao intestino, ficando lá, acumulado, até que ele seja liberado. Embora segurar o pum não provoque o risco de que você exploda ou coisa parecida, prender os gases pode provocar dores e distensões abdominais, além daquela incômoda sinfonia dentro da barriga.

Quem solta mais pum, as damas ou os cavalheiros?

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Normalmente, produzimos entre 1 e 1,5 litro de gases ao dia, que são liberados em 15 ou 20 puns diários. Todo mundo solta gases — inclusive algumas pessoas depois de falecer — e, apesar de acharmos que os rapazes soltam mais peidos do que as moças, a verdade é que todo mundo solta igual, embora as mulheres sejam mais discretas do que os homens quando se trata de liberar seus flatos.

Dá para produzir energia com um pum?

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Os flatos produzidos no intestino, além de serem ricos em gás sulfídrico e enxofre, contêm cerca de 10% de metano em sua composição. Assim, se um dia alguém inventar uma espécie de reservatório de puns, capaz de coletar e armazenar os gases conforme são liberados, em teoria seria possível produzir energia com os peidos sim.

É possível fazer uma bomba de “gases”?

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Conforme explicamos acima, os puns contêm metano em sua composição, que é um gás inflamável. Portanto, na presença de fogo ele pode entrar em combustão e, se o “lança-chamas” não tiver cuidado, o pum explosivo pode provocar dolorosas queimaduras.

09 de março de 2013
Maria Luciana Rincon Y Tamanini
mundo estranho

É PERDA DE TEMPO, OU NÃO É?

Embora eu não tenha que achar nada em relação a vida dos outros, alfinetar o modo de viver alheio faz parte do filtro para escolhermos a nossa própria forma de viver.


E é por isso que acho que muita gente perde tempo na vida, embora o tempo não tenha como ser perdido, logo a própria noção que temos de “perda de tempo” é uma baita perda tempo.
 
E daqui, sentada no meu troninho de achismos, acredito que algumas coisas são muito tolas em relação ao tempo que “perdemos” com elas:
Coisas que achamos que deveríamos ter feito dessa ou daquela forma, perda de tempo.
Se, pudéssemos no momento do ato, fazê-lo de forma diferente, o teríamos feito. Então porquê essa vibe de rami-rami: ah devia ter feito diferente, ah eu devia ter feito de outra forma. Perda de tempo, só podemos fazer de forma diferente agora, exatamente, porque fizemos daquela forma. #experiência
 
Achar que outro tem que ter consciência, atitude ou o comportamento que VOCÊ teria, perda de tempo.
Se o outro pudesse, quisesse ou tivesse condições ele faria a coisa do jeito que achamos que deveria.
 
Eu acho esse pensamento uma grande merda, e é uma coisa que todo mundo tem com todo mundo: - Ah, mas ele não vê que isso é errado? Que é falta de ética? Que é sem noção? Que não se faz? Não vê tá sujo e tem que limpar? Que está errado e tem que acertar? Que tem que pagar? Que tem que falar? Ou blábláblá?
 
O fato é, que se o outro tivesse essa noção ou consciência, já o teria feito, não acha? Tal como você, exímio exemplo de ser humano na sociedade faria, né verdade? Porém, ele não é você, logo, irá fazer como ele(a) acha mais aprazível... ou não. E sempre tem o – ou não – porque temos que compreender que ainda tem muita gente degustando de um prazer profundo e único, em canalizar o espírito de porco que existe dentro dele. E ele tem esse direito? Tem! Isso te irrita, me dá no saco, mas Tem!
 
Sou a favor do “do it yourself” ou da explanação geral sem pentelhação posterior. Resumo: ou você pega, faz e resolve a pendenga, ou manda a direta na lata e se posiciona em relação ao fato e acaba ali a estória. Do contrário, é esse rami-rami pelo resto da vida: ele não faz, ele não vê, ele não dá.......... perda de tempo.
Preocupação, com a preocupação de quem se preocupa com a vida alheia, baita perda de tempo!
Tem uma galera que gasta muitas sinapses se preocupando com quem se preocupa e fofoca sobre a vida alheia. Repara como tá fazendo a mesma coisa?
 
Oras, se o cara curte babar e acompanhar a vida dos outros que nem novela, não é um problema pessoal e intransferível dele (a)?
 
Aí, tem gente que me fala: “Mas é a minha vida que ele tá acompanhando!”. Oras, continue concentrada e focando em como construir sua invejável e magnífica vida, que não lhe sobrará tempo para perder com tal pessoa.
 
Mais uma vez eu digo: só reclama disso quem tem necessidade de se sentir invejado (já escrevi sobre isso), logo: perda de tempo.
Lamentar porque se empenhou, amou, cuidou ou se “deu” de alguma forma, e “não valeu a pena”...Perda de tempo???
Na verdade, é o contrário. Em qualquer situação que dou o meu melhor, nunca, em momento algum, é perda de tempo. Dar nosso melhor, ser comprometido com algo ou alguém é uma qualidade que retorna com aumento de nossa auto estima de nós para nós mesmos.
 
Agora, fazer desse comportamento uma moeda, onde você dá e tem que receber em troca, isso sim é, não só não só perda do tempo, mas como de toda a auto estima pessoal.
 
Porque passarmos para o outro a responsabilidade de reforçar positivamente o bom que há dentro de nós? Se não sabemos ou reconhecemos o quanto podemos ser bons, então meu amigo, estamos totalmente atolados na merda-estima.
 
Então, dar o seu melhor, independente de quem for ou para o que for, nunca é perda de tempo. Ser dependente da aprovação alheia para se sentir ou o exercitar o que se tem de bom, isso sim, é total perda de tempo.
Preocupar-se. Perda de tempo.
Pré-ocupação virou um vício e perdeu a função. Logo, se tornou uma das maiores perdas de tempo da humanidade.
 
É uma fonte de alimentação mental sem fim. Uma escrotização do nosso emocional e uma dependência sem noção da nossa necessidade de se mostrar responsável por qualquer coisa, de alguma forma.
 
Preocupação não tem nada a ver com resolução, mas as pessoas acham que rola um affair entre elas. Na verdade, é um caso daquele tipo “me bate, me xinga”, sabe qual é? E o fim desse tipo de coisa, é: ou perde a graça, ou vira um comportamento viciante que não leva a lugar algum. Voto na segunda opção como tendência e maior índice de perda de tempo da história da humanidade.
 
Achar que dormir, ficar parado, refletir, parar o frenesi é perda de tempo, é a maior das perdas de tempo e oportunidade.
 
Esse mundo que a gente vive está habitado por seres humanoides dependentes-compulsivos de movimento, logo, qualquer coisa que os faça parar para respirar, soa como improdutividade, que nos remete a tal “perda de um tempo”que não tem quantificação.
 
Quando dormimos, nosso corpo produz hormônios que só são estimulados nesse período. Sem tais hormônios, não conseguimos produzir nada durante o dia. É ao dormir também, que nosso cérebro concatena e armazena tudo que fizemos durante o dia, e além disso, por um sistema anti-insanidade, durante o sono nos libertamos temporariamente do corpo físico para experimentar nossa liberdade espiritual. É produtivo ou não é dormir?
 
As paradinhas, os momentos de baixa na vida, aquela respiração mais profunda criam vácuos que nos permitem ter acesso ao campo da criatividade e da inspiração, que não são de forma alguma criações mentais. Já a fazeção é totalmente mental e limitada, e dentro da sua limitação nos faz perder muito tempo correndo atrás do próprio rabo, quando que, numa parada estratégica, poderíamos dar grandes saltos de criatividade e produtividade.

Vale assistir essa passagem do filme "Caminho do Guerreiro Pacífico" para expandir a percepção sobre "coisas acontecendo", infelizmente não consegui incorporar o vídeo:
https://www.youtube.com/watch?v=68Kaa1y2gFQ
 
Tenho uma lista sem fim de coisas que são tipo “perda de tempo”, que dariam uns 15 posts:
 
Noticiário; Novelas; fofocas; Críticas; Reclamações compulsivas; Mentirinhas; Desculpinhas; Falta de Atitude; Medo de ser sincero;Medo da própria agressividade e muuuuuitos etcs.
 
E toda lista que a galera do facebook contribuiu, sabendo que cada uma delas tem seu ponto de vista e muitos poréns (aquelas que já escrevi sobre, coloquei o link nas palavras):
 
- Fazer tempestade em como d’água (vulgo: drama);
- Atitudes mesquinhas;
- Falta de objetividade, vitimismo;
- Insistir em algo que você não quer.
 
Não há como perdermos tempo, de forma alguma. Mas há como rever nossos conceitos em relação ao que entendemos como “perda”, porque vamos conversar, nada se perde no universo. O que sempre deixamos passar são oportunidades foda de perceber grandes fichas caindo.
 
E isso me lembra a primeira verborragia do meu livro, que é a: "Não Tenho Tempo" que você pode ler nos slides aí do lado.
 
09 de março de 2013
Monik Ornellas

domingo, 25 de novembro de 2012

VOSSAS EXCELÊNCIAS...

QUANDO O HUMOR DESENHA A REALIDADE



25 de novembro de 2012

NORMAIS

 
Normais levantam, reclamam, vestem, irritam-se, xingam e se cumprimentam sempre da mesma forma.
 
Dão as mesmas respostas para os mesmos problemas.
Têm o mesmo humor no serviço e em casa.
Petrificam sorrisos no rosto, dão presentes sempre nas mesmas datas.
Enfim, têm uma vida estafante e previsível. Fonte para vazios e enfados.
Normais não surpreendem, não encantam.
 
Deus, livra-me dos normais!
 
25 de novembro de 2012
Augusto Cury.

sábado, 24 de novembro de 2012

ENQUANTO ISSO, NA BAHIA DE TODOS OS SANTOS...

NA BAHIA, JUIZA E PROMOTORA SÃO SEQUESTRADAS, UMA DELAS É ESTUPRADA


A notícia é de tirar o fôlego de qualquer um. Na Bahia, governada pelo petista Jaques Wagner, na última quinta-feira, uma juíza de Direito e uma promotora foram sequestradas, no bairro da Pituba, E uma delas, a promotora, foi estuprada pelos bandidos.

O governador petista fala sobre crime nesta segunda-feira, e admitiu a ocorrência do fato. O governador petista afirmou que acompanhou as informações do crime e que a polícia trabalha no intuito de localizar o mais rápido possível os responsáveis pelo sequestro das vítimas.

"Conversei no feriado com o chefe do Ministério Público, Wellington César Lima Silva, e evidentemente com o secretario da Segurança Pública, Maurício Barbosa. Acompanhamos todas as informações e estamos com várias operações na rua para prender os responsáveis por esse crime, por esse absurdo.
Aconteceu, elas estavam saindo de um bar por volta de 21h30 e foram assaltadas primeiro por dois, depois se incorporou mais um, e ficaram 12 horas, fizeram compras com os cartões delas, roubaram coisas. Eu só tenho a me solidarizar com as pessoas que sofreram isso e dizer que a gente não vai esmorecer nesse combate e nessa banalização da vida", disse o governador petista.

Segundo as informações da polícia, a promotora, que trabalha em uma cidade do interior da Bahia, e a juíza, que é de outro Estado do país, estacionavam um veículo para se deslocar a um bar no bairro da Pituba, quando foram abordadas pelos suspeitos, que entraram no carro, e iniciaram o sequestro.

De acordo com a polícia, em seguida, os sequestradores liberaram a juíza e levaram a promotora no carro. A polícia informou que ela foi estuprada na madrugada de sexta-feira. As vítimas foram ouvidas na 16° Delegacia Territorial, da Pituba. Se nem juízas e promotoras estão seguras, quem está seguro para ir à Bahia?

24 de novembro de 2012
ponche verde

HOMENS MENTEM, MULHERES ILUDEM

No varejo ou no atacado, quase todos nós já fomos ou continuamos corruptos. Independentemente de gênero e de classe. Não carecemos nem citar aqui a sociologia mais picareta ou os grandes cronistas de usos e costumes, como o nosso venerado Padre Carapuceiro, para chegar a estas pobres conclusões. Quando à mentira, que tem pernas curtas mas bem torneadas como as de Lurdinha, também não há dúvidas: todos somos mentirosos.

A diferença, porém, ai porém, é que as fêmeas não mentem simplesmente, elas têm o dom de iludir, coisa mais sofisticada, como na canção. Os machos, coitados, simplórios, abusam amadoristicamente deste recurso tão natural quanto a água e o óleo de peroba.

É isso mesmo, até os melhores exemplares da raça masculina cometem as suas trapaças, dissimulações, subterfúgios, maquiagens na face da quase sempre insuportável realidade. Do presidente da corte superior ao trombadinha. A diferença é que uns ainda coram, enquanto outros nem se incomodam com as faces infestadas por cupins.

Todo esse nariz de cera, esse lero-lero da cumeeira dessa crônica, para dizer que folheei dia desses, na espera do dentista, “101 mentiras que os homens contam _e por que elas acreditam” (ed. Ediouro), da norte-americana Dory Hollander, um clássico da psicologia barata. Aliás, nem no dentista foi, o fato deu-se no consultório do homeopata, quer dizer, no analista...

Minto. Comprei mesmo o livro no sebo, por dever de ofício, e o devorei, olhos de traça. Que mentira que lorota boa, seu escriba de meia tigela, seu Zelig, que fica inventando desculpas para as leituras mais vagabundas.

Dane-se, comprei, li e gostei, pronto.

Melhor assim. E quer saber, é um clássico da psicologia popular universal. Está para a fofoca de salão como “A Interpretação dos Sonhos” [by Freud] está para a psicanálise. São frases que podem ser ditas tanto em Manhattan como no sertão do Cariri. Dona Hollander fez uma pesquisa séria, ouvindo muita gente, sobre nossas mentiras, nem sempre sinceras, e nossas piores promessas.

Vai de um inocente "estou cansado demais" a um irresponsável "eu te amo" _dito na hora errada à mulher errada, no lugar errado”. Começo, meio e fim e a nossa cuca ruim, como na canção do príncipe Ronnie Von.

Por que elas acreditam, então? A psicóloga arrisca várias respostas. Uma delas: as mulheres acham que ceticismo e romantismo não podem andar juntos, sob pena de estragar as coisas.

Dona Hollander nos separa em dois blocos: os perigosos e, digamos, aéticos, que abusam da mentira, que enganam por "esporte e lucro", de forma inescrupulosa; os mentirosos ocasionais, que se mostram dissimulados sob pressão e desviam a realidade com pequenas lorotas, artifícios para se livrar da "fúria feminina".

Nessa categoria estão também aqueles que poderíamos chamar de canalhas líricos, inocentes galanteadores como o personagem Bertrand Morane, no filme "O homem que amava as mulheres", do velho Truffaut, padrinho sentimental deste cronista.

Dublês de d. Juans, os Bertrands apenas enfeitam, douram a realidade nas suas peregrinações em busca das mulheres.

Seja qual for a sua classificação, a leitura do livro pode ser feita de forma séria e compenetrada, na linha auto-análise, ou apenas como um delicioso chiclete para a mente, ora.

À guisa de tira-gosto, ficam ai algumas casquinhas e caldinhos de fraseado:

"As únicas fantasias sexuais que tenho são com você".

"Você é maravilhosa, merece alguém melhor do que eu".

"Relaxe, é apenas uma amiga".

"Vou deixar minha mulher".

"O que me atrai em você é a sua mente".

"Não, não acho você gorda".
 
24 de novembro de 2012
xico sá

CARTA DO ZÉ COCHILO


Essa é velha mas não se pode esquecer .
 
CARTA DO ZÉ COCHILO (da roça) PARA SEU COLEGA LUIZ (da cidade)


É interessante e verdadeiro.

 
A carta a seguir - tão somente adaptada por Barbosa Melo -, foi escrita por Luciano Pizzatto que é engenheiro florestal, especialista em direito sócio ambiental e empresário, diretor de Parque Nacionais e Reservas do IBDF-IBAMA 88-89, detentor do primeiro Prêmio Nacional de Ecologia.

Prezado Luis, quanto tempo.
Eu sou o Zé, teu colega de ginásio noturno, que chegava atrasado, porque o transporte escolar do sítio sempre atrasava, lembra né? O Zé do sapato sujo? Tinha professor e colega que nunca entenderam que eu tinha de andar a pé mais de meia légua para pegar o caminhão e que por isso o sapato sujava.
Se não lembrou ainda, eu te ajudo. Lembra do Zé Cochilo... hehehe, era eu. Quando eu descia do caminhão de volta pra casa, já era onze e meia da noite, e com a caminhada até em casa, quando eu ia dormi já era mais de meia-noite. De madrugada o pai precisava de ajuda pra tirar leite das vacas. Por isso eu só vivia com sono. Do Zé Cochilo você lembra, né Luis?
Pois é. Estou pensando em mudar para viver aí na cidade que nem vocês. Não que seja ruím o sítio, aqui é bom. Muito mato, passarinho, ar puro... Só que acho que estou estragando muito a tua vida e a de teus amigos aí da cidade. To vendo todo mundo falar que nós da agricultura familiar estamos destruindo o meio ambiente.
Veja só. O sítio de pai, que agora é meu (não te contei, ele morreu e tive que parar de estudar) fica só a uma hora de distância da cidade. Todos os matutos daqui já têm luz em casa, mas eu continuo sem ter porque não se pode fincar os postes por dentro de uma tal de APPA que criaram aqui na vizinhança.
Minha água é de um poço que meu avô cavou há muitos anos, uma maravilha, mas um homem do governo veio aqui e falou que tenho que fazer uma outorga da água e pagar uma taxa de uso, porque a água vai se acabar. Se ele falou, deve ser verdade, né Luís?
Pra ajudar com as vacas de leite (o pai se foi, né ), contratei Juca, filho de um vizinho muito pobre aqui do lado. Carteira assinada, salário mínimo, tudo direitinho como o contador mandou.
Ele morava aqui com nós num quarto dos fundos de casa. Comia com a gente, que nem da família. Mas vieram umas pessoas aqui, do sindicato e da Delegacia do Trabalho, elas falaram que se o Juca fosse tirar leite das vacas às 5 horas tinha que receber hora extra noturna, e que não podia trabalhar nem sábado nem domingo, mas as vacas daqui não sabem os dias da semana, aí não param de fazer leite. Ô, os bichos aí da cidade sabem se guiar pelo calendário?
Essas pessoas ainda foram ver o quarto de Juca e disseram que o beliche tava 2 cm menor do que devia. Nossa! Eu não sei como encompridar uma cama, só comprando outra, né Luis? O candeeiro eles disseram que não podia acender no quarto, que tem que ser luz elétrica, que eu tenho que ter um gerador pra ter luz boa no quarto do Juca.
Disseram ainda que a comida que a gente fazia e comia juntos tinha que fazer parte do salário dele. Bom Luís, tive que pedir ao Juca pra voltar pra casa, desempregado, mas muito bem protegido pelos sindicatos, pelos fiscais e pelas leis. Mas eu acho que não deu muito certo. Semana passada me disseram que ele foi preso na cidade porque botou um chocolate no bolso no supermercado. Levaram ele pra delegacia, bateram nele e não apareceu nem sindicato nem fiscal do trabalho para acudi-lo.
Depois que o Juca saiu, eu e Marina (lembra dela, né? Casei) tiramos o leite às 5 e meia, aí eu levo o leite de carroça até a beira da estrada, onde o carro da cooperativa pega todo dia, isso se não chover. Se chover, perco o leite e dou aos porcos, ou melhor, eu dava, hoje eu jogo fora.
Os porcos eu não tenho mais, pois veio outro homem e disse que a distância do chiqueiro para o riacho não podia ser só 20 metros. Disse que eu tinha que derrubar tudo e só fazer chiqueiro depois dos 30 metros de distância do rio, e ainda tinha que fazer umas coisas pra proteger o rio, um tal de digestor. Achei que ele tava certo e disse que ia fazer, mas só que eu sozinho ia demorar uns trinta dia pra fazer, mesmo assim ele ainda me multou, e pra poder pagar eu tive que vender os porcos, as madeiras e as telhas do chiqueiro, fiquei só com as vacas. O promotor disse que desta vez, por esse crime, ele não vai mandar me prender, mas me obrigou a dar 6 cestas básicas pro orfanato da cidade. Ô Luís, aí quando vocês sujam o rio também pagam multa grande, né?
Agora pela água do meu poço eu até posso pagar, mas tô preocupado com a água do rio. Aqui agora o rio todo deve ser como o rio da capital, todo protegido, com mata ciliar dos dois lados. As vacas agora não podem chegar no rio pra não sujar, nem fazer erosão. Tudo vai ficar limpinho como os rios aí da cidade.
Mas não é o povo da cidade que suja o rio, né Luís? Quem será? Aqui no mato agora quem sujar tem multa grande, e dá até prisão. Cortar árvore então, Nossa Senhora! Tinha uma árvore grande ao lado de casa que murchou e tava morrendo, então resolvi derrubá-la para aproveitar a madeira antes dela cair por cima da casa.
Fui no escritório daqui pedir autorização, como não tinha ninguém, fui no Ibama da capital, preenchi uns papéis e voltei para esperar o fiscal vir fazer um laudo, para ver se depois podia autorizar. Passaram 8 meses e ninguém apareceu pra fazer o tal laudo, aí eu vi que o pau ia cair em cima da casa e derrubei. Pronto! No outro dia chegou o fiscal e me multou. Já recebi uma intimação do Promotor porque virei criminoso reincidente. Primeiro foram os porcos, e agora foi o pau. Acho que desta vez vou ficar preso.
Tô preocupado, Luís, pois no rádio deu que a nova lei vai dá multa de 500 a 20 mil reais por hectare e por dia. Calculei que se eu for multado eu perco o sítio numa semana. Então é melhor vender e ir morar onde todo mundo cuida da ecologia. Vou para a cidade, aí tem luz, carro, comida, rio limpo. Olha, não quero fazer nada errado, só falei dessas coisas porque tenho certeza que a lei é pra todos.
Eu vou morar aí com vocês, Luís. Mas fique tranquilo, vou usar o dinheiro da venda do sítio primeiro pra comprar essa tal de geladeira. Aqui no sitio eu tenho que pegar tudo na roça. Primeiro a gente planta, cultiva, limpa e só depois colhe pra levar pra casa. Aí é bom que vocês é só abrir a geladeira que tem tudo. Nem dá trabalho, nem plantar, nem cuidar de galinha, nem porco, nem vaca, é só abrir a geladeira que a comida tá lá, prontinha, fresquinha, sem precisá de nós, os criminosos aqui da roça.
Até mais Luis.
Ah, desculpe, Luís, não pude mandar a carta com papel reciclado, pois não existe por aqui, mas me aguarde até eu vender o sítio.
 
 
(Todos os fatos e situações de multas e exigências são baseados em dados verdadeiros. A sátira não visa atenuar responsabilidades, mas alertar o quanto o tratamento ambiental é desigual e discricionário entre o meio rural e o meio urbano.)
 
Divulgue!
 
24 de novembro de 2012

MANO MENEZES CAIU!!!


Parem o mundo dos alienoboleiros de plantão!!!
Caraaaaaleo!!!
Como isso foi acontecer?
O treinador da çeleçinha brasuca de bola foi demitido depois da derrota para o pujante timaço da seleção ARGHentina.
Poxa, minha vida mudou após essa notícia....

Pela reaação na internet e da imprensa amestrada, parece até que quem foi "defenestrada" foi a PresidANTA Dilmarionett Ducheff.
A queda do treinador da çeleçinha é mais importante para o povão circense da pocilga do que a corrupção e a onda de violência que atormenta parte do país.

E na minha vida após eu saber da "derrubada" do treinador o que mudou?
Fui ao banco e meu saldo estava menor do que ontem.
As contas que tenho que pagar semana que vem continuam lá...ninguém pagou-as para mim...
Minha hérnia de disco continua doendo.
Trabalhei o dia inteiro.
Minha vizinha continua uma baranga.
O calor aqui na cidade é quente.
O céu continua azul..
A língua do Sebento continua presa...só a lingua...
A PresidANTA continua uma bruaca.
O PT é um partido de vagabundos.
A corrupção está no DNA do brasileiro.
O Palmeiras continua rebaixado.
E a luisa não está mais no Canadá.

Porra, o Mano Menezes foi derrubado e a minha vida continua a mesma? Mas que merda!!!
Ahhhh, então phodam-se ele e a CBF!!!
 
24 de novembro de 2012
omascate

A INSANIDADE DA BLACK FRIDAY

 

Eu juro que achei que essa insanidade da Black Friday nunca aportaria em terras tupiniquins. Talvez pela impossibilidade da tradução direta do termo gerar algo que faça sentido por aqui.

Ou pelo fato de que, ao contrário do que acontece no Grande Irmão do Norte, não comemoramos um Dia de Ação de Graças – feriado conectado com a sexta-feira de grandes descontos – e só mandamos perus para a guilhotina no Natal. No que pese eu preferir lombo e tender.
 
Informática, turismo, academias, seguros, ração para au-au, cosméticos, eletro-eletrônicos, com mais de 75% de desconto, reunindo cerca de 300 varejistas e suas lojas virtuais. Loucura, loucura, loucura. Desconto é bom e deveria ocorrer em boa parte do ano. Limar estoque? Melhor ainda.

Mas o fato é que tenho ouvido de pessoas queridas de que PRECISAM comprar algo nesta sexta.

- Mas você está precisando de algo?

- Não. Mas você viu os preços?!

É o capitalismo, estúpido! Não é demanda que gera oferta. Mas a publicidade ostensiva sobre a oferta que cria a demanda.

Comprar é importante, gira a economia, gera empregos, realiza desejos, supre necessidades, compensa frustrações. Não estou defendendo que vocês plantem capeba e pariparoba para fazer remédio, cultivem a própria juta para confeccionar a roupa e entoem mantras em torno da fogueira a fim de acordar o pequeno leprechau da floresta que reside dentro de cada um ao invés de atirar nos miolos de algum zumbi doido no seu PlayStation 3. Mas, antes de saírem à caça nesta sexta (alguns, aliás, protagonizando cenas como as que ocorrem nos Estados Unidos: de desespero, correndo atrás dos produtos, e de emoção, abraçando TVs), reflitam.

Se está com aquele vazio difícil de preencher ou ficando “transparente” para seus amigos e colegas, a solução é adquirir um produto e, através dele, o pacote simbólico de cura e inserção que traz consigo? Como já escrevi aqui antes, quem acha que a Coca-Cola, Apple ou Fiat vendem refrigerantes, tecnologia e carros, respectivamente, está enganado. Vendem estilos de vida.
Do que somos. Do que gostaríamos de ser. Do que deveríamos ser – não em nossa opinião, necessariamente, mas de uma construção do que é bom e do que é ruim. Daí o problema. Porque essa construção não é nossa, mas – não raras vezes – vem de cima para baixo.

A busca pela felicidade passa cada vez mais pelo ato de comprar. E a satisfação está disponível nas lojas a uma passada de cartão de distância. Muitos de nós ficam tanto tempo trabalhando que tornam-se compradores compulsivos de símbolos daquilo que não conseguirão obter por vivência direta.
Em promoções como esta, em que a porteira está aberta e o convite está feito, nem se fala. Através desses objetos, enlatamos a felicidade – pronta para consumo, mas que dura pouco. Porque, como os produtos que a representam, possui sua obsolescência programada para dar, daqui a pouco, mais dinheiro a alguém.

O que é de fato “necessário”? A definição disso pode ser bastante subjetiva, ainda mais que tornamos o excesso parte do dia a dia. É como não saber mais o que é real e o que é fantasia ou, pior, não ter ideia de como escolher entre o caminho irreal da felicidade e a via dura da abstinência.

“Wall.e” é uma animação produzida pela Disney e a Pixar que conta a história de um robozinho cuja missão é organizar o lixo em que se transformou o planeta devido ao consumismo desenfreado dos habitantes e à ganância de grandes corporações.
No futuro, a Terra terá se transformado em um lixão impossível de sustentar vida e os seres humanos terão se mudado para uma nave espacial à espera de que os robôs limpassem as coisas.

Na cadeira do cinema (sim, fui ver na época na tela grande – hehehe), fiquei matutando que Wall.e seria um bom instrumento para discutir com os mais novos a diferença entre consumir para viver e viver para consumir.
Mas, na saída, conversando com alguns amigos, veio uma preocupação: será que os produtores teriam a pachorra de vender quinquilharias sobre os personagens do filme? Da mesma forma que fazem em outros casos, indo na contramão da história contada na tela?

Vale ressaltar que os brinquedos inspirados em filmes têm vida curta – duram o suficiente até o próximo sucesso de bilheteria trazer novos bonecos. Ou seja, dentro de pouco tempo viram lixo de plástico e ferro.

Tempos depois, passando por uma loja, vi meu pesadelo tornar-se realidade quando me deparei com uma prateleira inteira de produtos do filme. A vendedora me mostrou um Wall.e que funciona à corda e canta e dança, um outro Wall.e para bebês (na verdade, para os pais dos bebês…) Explicou que a versão de controle remoto havia acabado, tamanha a procura. Afe.

Disso, abstraí que: a) Há pessoas que viram o filme e não entenderam a mensagem; b) Há pessoas que viram o filme e não se importaram com a mensagem; c) Sabendo, de antemão, que há milhões de pessoas nos grupos “a” e “b”, as empresas produtoras do filme se aproveitam e lucram em cima.
Afinal de contas, campanhas contra o consumismo desenfreado e pela proteção ao meio ambiente podem ser, quando superficiais, bons pacotes fechados para o consumo imediato e o alívio rápido da consciência. Já que a contradição é inerente ao capitalismo e à sociedade de consumo, por que ter pudores ao explorar isso?

Dessa forma, o futuro desenhado pelo filme deixa de ser fantasia e vai se tornando uma perigosa profecia autocumprida. Sextas-feiras como esta só ajudam a catalisar o processo.

Diante disso, desejo a todos “boas compras”. E que nossos netos nos perdoem.

24 de novembro de 2012
Leonardo Sakamoto

ELA É O QUE É. E ISSO É RUIM...

    
Parem tudo. Preta Gil tem clipe novo da praça e eu não sabia:“Sou o que sou”. Como tudo que Preta Gil faz me interessa, eu fui logo conferir. Parem o que estiverem fazendo e assistam:



Digamos que cada país um tem a imitação de Beyoncé que merece. Por aqui temos uma versão “Beyoncé depois da dieta de carboidratos”. Deviam avisar a "cantora": não basta ligar o ventilador para balançar as madeixas. Para ser a Beyoncé dos trópicos é preciso saber cantar. Preta não sabe. Não sabe dançar, também. Não tem suingue. Não tem nada.
O que Preta Gil tem? Um pai famoso. Eu gostaria de saber quem foi o imbecil que convenceu Preta Gil a cantar. Espero que não tenha sido Gilberto Gil, pois isso o deixaria mais perto do inferno (isso e "Punk da periferia").
Preta pode até ter um público cativo. Grande merda: até bandidos têm fãs. O que eu gostaria mesmo era que as pessoas dessem mais atenção às músicas do que aos seus discursos. Ouçam um trecho do vídeo. 10 segundos e vocês vão notar: é ruim. De doer. É sem sal. É como ouvir um coroinha contando piada pornô. Ou Cid Moreira cantando James Brown. Não “orna”.
E neste clipe Preta mostra uma característica curiosa. Geralmente, as cantoras buscam imitar quem tem mais talento. Preta conseguiu achar alguém pior do que ela (foi difícil, imagino) para se espelhar: Stefhany (lembram dela?). Toda essa estética erótico-sadomaô de baile gay de 5 ª categoria parece ter sido copiada deste vídeo. Preta ainda imita direitinho as caras e bocas estilo “atriz de peça do grêmio infantil” da Stefhany, com o mesmo resultado bisonho. É isso aí: as barangas estão descontroladas!
Mas o pior é o clima de “lição de moral”. A música pretende ser um manifesto a favor da "tolerância", algo assim. Lindo: Preta, que já é um desastre como cantora, agora quer bancar a socióloga. E parece que o truque funciona. Nos comentários do vídeo, tem um monte de paspalho elogiando a "defesa das minorias" que a cantora faz. Crianças, ela está tão preocupada com as minorias quanto eu com as formigas do Tibet.
Muita gente também elogia Preta por ela ser gordinha e não ter vergonha disso. Perfeito. Como manifestação comportamental eu acho corretíssimo. Mas isso não a transforma em artista, vamos combinar? Eu gostava da Dercy Gonçalves, que assumia que era uma velha desbocada. Mas nem por isso eu iria comprar um disco dela.
Por isso, Preta, nem pense em emagrecer. Ou falar menos bobagens. Você perderia a única coisa que chama atenção em sua carreira.
 
24 de novembro de 2012
walter carrilho