domingo, 15 de junho de 2014

A JUSTIÇA EM CHAMAS

 
 

A ministra Maria Elizabeth Rocha, prestes a assumir a presidência do Superior Tribunal Militar (STM) deu uma espantosa e absurda declaração, hoje no noticiário, de que “O papel do Poder Judiciário é justamente defender minorias que foram historicamente segregadas”, referindo-se às mulheres, negros e homossexuais. Espantosa, por falar em nome do Poder Judiciário, de que não é a Chefe. Absurda, por uma juíza estar colocando a ideologia à frente da lei.

E mais: quer reavaliar a Lei da Anistia, por recomendação da Corte Interamericana de Direitos Humanos, ou seja, sugere que uma recomendação alienígena tenha precedência sobre lei brasileira.

Saiba - e V.Exa. deveria bem saber - que o papel do Poder Judiciário é defender e aplicar a lei, independentemente de que os envolvidos sejam homens ou mulheres, brancos ou negros, hetero ou homossexuais,,,,,, índios ou não, dos movimentos sociais ou não, e que o STF já julgou constitucional a Lei da Anistia!!!

Rendeu-se aos holofotes, soltou as amarras ideológicas, e não resistiu à vaidade de ser a primeira mulher a assumir esse cargo, quando a normalidade é a mulher poder tudo, como qualquer cidadão, e desprezou as maiores características do seu  Poder, a litúrgica discrição e a cirúrgica aplicação da lei. Como disse, certa vez, Célio Borja, ex- ministro do STF: “O juiz é um ser solitário; o amigo de hoje pode ser o julgado de amanhã”. Ou como sempre se disse, “O juiz só se manifesta nos autos”.

Quando essa grave distorção chega ao Poder Judiciário, temos real razão em temer pela justa aplicação  das leis, e pelo futuro do estado democrático de direito neste país, recentemente arranhado quando um advogado, arrogante e destemperado, quiçá embriagado, se achou no direito de assomar a tribuna do plenário do STF, sem autorização, e arrostar a presidência do tribunal e, pasmem, ainda receber o apoio e beneplácito de suas corporativas, e nada republicanas, entidades de classe!!!

Como, ao comentar o lamentável episódio do advogado do Genoino, disse o presidente do STF, Joaquim Barbosa “É de temer o futuro da Justiça e do País, nas mãos dessa grei”.

15 de junho de 2014
Luiz Sérgio Silveira Costa é Almirante, reformado.

FALTA DE CONFIANÇA NA JUSTIÇA REFLETE MAZELAS QUE PRECISAM SER SANADAS

 

Recentes pesquisas indicam menor confiança da classe dos advogados na Justiça e o mesmo se passa em relação à sociedade civil. A impressão que temos é que, quanto mais trabalho se faz, menos credibilidade se alcança, mas o mote não é necessariamente verdadeiro.

A sociedade não mostrou capacidade ou interesse de transformar a sua justiça. Crescem, em todo o país, os justiceiros, e a mídia divulga cenas de pequenos delinquentes sendo sumariamente condenados pela população nas ruas do Brasil.

O que acontece no sentido de haver esse grande desencanto de boa parte da sociedade com a justiça brasileira?

A demora ou a lentidão são sentidas, a falta de eficácia igualmente, mas não são os exclusivos aspectos que causam os males de uma prestação jurisdicional dissociada do seu tempo ou refratária às expectativas.

As nossas ferramentas mostram instrumentos fortes para condenar delitos de bagatela, ao passo que os grandes delinquentes, quando punidos, recebem simbólicas penas.

A globalização implicou em poderes corporativos em multitentáculos e a submissão do Estado às vozes de grandes grupos econômicos. A obra de Thomas Piketi sobre o capitalismo atual demonstra a grande concentração de renda e a falta de capacidade do Estado de partilhá-la.

As instituições perderam as grandes lideranças políticas e apenas nosso Congresso apresenta mais de metade dos parlamentares com processos na justiça. O grande virtuosismo consiste na justiça ser a transformadora da sociedade e isso é uma etapa distante, pois necessita de objetivos, planejamentos e, sobretudo, organização plena entre as vozes das demais instâncias.

O gigantismo do judiciário brasileiro espanta, são quase 90 cortes, cada qual com o seu procedimento e suas resoluções internas, regimentos, mas as expectativas geradas não revelam empatia com o mecanismo de solução do impasse.

A chegada do processo eletrônico é um grande avanço, mas, por si só, não será capaz de atender ao seu objetivo. A quantidade de processos, quase cem milhões, revela uma enfermidade, patologia que as demais ciências não teriam como explicar a beligerância e o espírito de litigiosidade da sociedade brasileira.
Códigos, leis, decretos, resoluções, em profusão são editados, mas muito aquém das expectativas, o modelo está superado e ultrapassado, todos sabemos.

Na Alemanha, quando ocorre divergência em segundo grau, existe uma decisão coletiva de toda a Corte para a uniformização da matéria. Nos EUA, os delitos são rapidamente julgados e os casos de menor complexidade apresentados imediatamente aos juízes.

Em tempos de Copa do Mundo e Jogos Olímpicos, com a entrada de milhares de estrangeiros no país não podemos nos conformar com o estágio atual, falta-nos o mapa da solução, cujo impasse demonstra a nenhuma vocação política para o regramento dessa realidade.

Não há um estudo mais profundo, uma pesquisa mais direta ou um estudo pormenorizado das causas e consequências do non sense processual destrutivo brasileiro.

A esse propósito, pouco ou nada se investe nesse campo, o Banco Mundial, Banco Interamericano, o próprio BNDES deveriam unir esforços para estabilizar a Justiça Brasileira e eliminar suas mazelas.

O fim do quinto constitucional é desejável, a desconstitucionalização das decisões igualmente. Tudo termina no Supremo Tribunal Federal e os julgamentos levam mais de décadas.

O duplo grau necessário se torna, na atualidade, desnecessário rever a lei de custas, impor garantia do título executivo judicial, na hipótese de recurso extremo ao Superior Tribunal de Justiça e STF seria muito interessante mutirões que atacassem os serviços atrasados, dados estatísticos reais e não virtuais, e a melhoria da remuneração dos servidores, com uma infraestrutura condizente com a atividade jurisdicional.

Nesse campo, o órgão regulador poderia dar um passo extremamente importante se construísse grupos de estudos no viés da reconstrução do judiciário nacional, que tocasse o dedo na ferida e restabelecesse a confiança de todos, dos advogados, dos promotores, dos defensores dativos, dos assistentes, procuradores e, principalmente, da sociedade civil, indefesa com a violência e defenestrada da solução das causas pela via do caminho normalidade, já que os juizados de pequenas causas abarrotados não suportam o represamento dos feitos que aguardam pronunciamentos.

Nenhum candidato apresenta, minimamente, na sua plataforma, uma visão difusa do judiciário, ou porque não interessa ou mantê-lo cambaleante é a diretriz de nossos governantes.

Tantos já disseram e sustentaram que o futuro do Brasil já começou com todos os contratempos, mas um judiciário sem futuro é a anomalia institucional mais grave de uma democracia jovem, mas envelhecida nas suas dinâmicas de governabilidade.

Cabe à sociedade a reconstrução da pedra fundamental dos seus direitos e das garantias de uma democracia civilizada e de primeiro mundo.

15 de junho de 2014
Carlos Henrique Abrão é Desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo.

ESPÍRITOS DA ESCURIDÃO

 

Quando assumiu a Presidência da República em 2003, o Partido dos Trabalhadores (PT) deu início a uma revolução no país. Não interessa aqui detalhar, minuciosamente, quais os aspectos desse processo. Interessa apontar qual sua “causa motora". Qual o seu “anima". Seu “princípio vital” ou se quiserem – seu espírito

Afirmo, pois, que aquilo que movia o PT em 2003 em nada difere dos princípios da esquerda do século XX e aponto em primeiro lugar a ideia de “começar do zero” de “passar o país a limpo” que fez com que o PT considerasse velho, corrupto e ultrapassado tudo aquilo que o antecedeu na história política da nação.

Tomado o poder, tudo precisava ser derrubado e reconstruído... tudo havia que ser pensando novamente ou simplesmente inventado para um novo Brasil. Para um “novo mundo sem medo de ser feliz". O resultado disso, todos sabemos: não sobrou “pedra sobre pedra” (a não ser de crack) da cultura e do pensamento brasileiros.

Nossa razão adoeceu, nosso capacidade crítica sumiu e iniciou-se uma verdadeira época da escuridão..um período de mau gosto estético e de relativismo moral que permitiram ao Partido-Religião acabar para sempre com a ideia de oposição. O PT nunca teve ou terá oposição; tem inimigos – o conceito é completamente diferente.
Ainda que dentro da sociedade brasileira nunca tenha desaparecido por completo a percepção daquilo que o PT fez com a política, o mesmo não se pode afirmar com tanta segurança a respeito daquilo que ele fez com a cultura. Daquilo que ele fez com a moral e com os mais simples conceitos de disciplina, hierarquia e decoro.

O dia 12 de junho de 2014, data da abertura da Copa do Mundo no Brasil, viverá – como diria Roosevelt – na história da infâmia, segundo os petistas. “Nunca antes na história desse país” 63.000 pessoas, ao vivo e numa transmissão para o mundo inteiro, disseram a um presidente da república aquilo que Dilma Rousseff teve que ouvir no Estádio do Itaquerão em São Paulo. Antes daquilo que ela escutou, ir ao estádio era “coisa do povo”. Era uma alegria de brasileiro pobre que, tomando sua cervejinha de domingo, poderia ir ao Maracanã na realização do sonho socialista. Depois do que aconteceu, Lula vem a público dizer que no Itaquerão só havia “burgueses” e que foi da diferença de classes e do preconceito que partiram as ofensas à presidente!

Por uma questão de respeito ao leitor, não vou descrever o que o público disse à Dilma naquela tarde. Não me interessa saber a que classe pertenciam as pessoas que estavam no Estádio nem se havia ou não pobres entre elas. Interessa afirmar que a primeira mandatária do país e representante de uma organização criminosa que tentou comprar todo Congresso Nacional, que destruiu toda universidade brasileira, que recebe traficantes com honras de chefes de estados, que matou prefeitos e ameaçou juízes...que bateu em professores e importou médicos cubanos. Merecia e continua merecendo escutar aquilo que escutou..

O dia 12 de junho, presidente Dilma-Lula, há de entrar para História do Brasil e deixa aos senhores a duríssima lição. A inquestionável prova de que os senhores podem nos obrigar a votar, os senhores podem ter o dinheiro dos nossos impostos, podem nos processar e até mesmo nos prender tirando a nossa liberdade, mas vocês, jamais vão ter nosso respeito! Não podem ter do povo brasileiro aquilo que vocês mesmo tiraram dele: a capacidade de respeitar qualquer coisa. A simples noção de mérito e o princípio básico de respeito a cargos e instituições. Calem-se pois e não venham à imprensa com declarações que recordam as falsas virgens e que remetem aos pudores desconhecidos por aqueles que arrancam crucifixos das paredes e se masturbam em público com a estátua de Nossa Senhora.

Mantenham-se, ordeno eu, todos os petistas. Todos aqueles que aparelharam, roubaram, fraudaram e corromperam a sociedade brasileira. Todos aqueles que atentaram contra a inocência da infância, que abusaram dos ideais da juventude e que exploraram a doença da velhice no seu mais absoluto silêncio. Calem-se todos os que diziam antes que “a voz do povo é a voz de Deus” e que agora o peito inflam para falar em decoro, respeito ao cargo e educação perante à televisão. Voltem todos vocês, seus malditos, ao lugar onde habitam os espíritos inferiores. Os Espíritos da Escuridão..

15 de junho de 2014
Milton Simon Pires é Médico.

DEMOCRACIA AGONIZANTE: O DECRETO 8243

 

 

1ª Parte – Pequeno Glossário Gramscista.

Sociedade Civil

É o conjunto de cidadãos de um povo distribuído por classes e profissões não públicas (operários, camponeses, empregados de empresas privadas, empresários, professores, estudantes etc).  Atualmente, acrescento também as ONG´s nesse conjunto.

Sociedade Política

É aquela estrutura que garante a estabilidade do país e que permite ao povo o livre exercício da democracia. Em última análise, é o próprio Estado. É constituída pelo conjunto de cidadãos que, de uma maneira ou de outra, trabalha para o governo, fazendo parte do aparato estatal (políticos, juízes de todas as instâncias, funcionários públicos, militares, policiais etc).

Intelectual Orgânico: José Gobbo Ferreira

É aquele cidadão, qualquer que seja seu grau de instrução, que tenha talento e habilidade para orientar, influenciar, conscientizar pessoas e grupos.

Hegemonia:

1. Preponderância de uma cidade ou de um povo sobre outras cidades ou outros povos:
2. Fig. Preponderância, supremacia, superioridade.
(Aurélio Buarque de Holanda – 4ª Edição)

Sovietes

Os sovietes, ou Conselhos Operários eram grupos constituídos por membros da classe trabalhadora que, originalmente sob a forma de comitês grevistas, tentavam, por bem ou pela violência, impor suas reivindicações. Na Rússia, seu poder evoluiu gradativamente e, ainda que violentamente combatidos pelo governo czarista, acabaram por assumir o controle da produção nas cidades e no campo por meio dos sovietes de operários e camponeses.

Essa estrutura se infiltrou em todas as demais classes de trabalhadores, assumiu o controle e a fiscalização de toda a atividade industrial, agrária, intelectual etc  e constituiu a base civil da revolução russa de 1917. A palavra de ordem de Lênin era: “todo o poder aos sovietes”.

Na Rússia comunista, o Congresso de sovietes de operários, soldados e camponeses etc. era o órgão supremo e soberano, que elegia um Comitê Executivo que, por sua vez, designava um Conselho dos Comissários do Povo (CCP), o governo efetivo da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas.

Nada, absolutamente nada, podia ser realizado sem a aprovação dos sovietes por meio de seus comissários e tudo, absolutamente tudo, era orientado e fiscalizado por eles.

2ª Parte – O Decreto nº 8.243.

A base de toda a atividade gramscista consiste na luta pela hegemonia e no aproveitamento do êxito dessa luta.

O movimento se inicia com a disputa pela hegemonia dentro dos vários segmentos da sociedade civil, liderada pelos intelectuais orgânicos. Começa nas diversas categorias das classes (na classe operária, por exemplo, seriam os metalúrgicos, o setor têxtil,  a construção civil etc), evolui para a formação de grupos dentro de cada uma dessas subclasses, que se impõem sobre elas, e que nada mais são do que os núcleos dos antigos sovietes.

O processo avança, pela fusão deles e vai se impondo progressivamente sobre o conjunto da classe e sobre todas as classes, até que a maioria da sociedade civil esteja disposta a seguir a orientação do grupo que conseguiu impor suas opiniões e sua influência sobre ela, tornando-se hegemônico.

Modernamente, essa fase gramscista pode contar com sindicatos,  ONG´s ou com partidos políticos em comportamento de transversalidade[1], todos trabalhando sob o disfarce de instituições democráticas e se valendo das liberdades da democracia para solapá-la.

Um exemplo simples dessa disputa é a greve. Raramente a decisão de deflagrá-la é unânime. Sua ocorrência ou não depende da posição tomada pelo grupo hegemônico dentro da categoria.

Uma vez alcançada a hegemonia sobre a sociedade civil, o alvo se torna a sociedade política (o Estado). Trata-se agora de dominar seus mecanismos, considerados de predominância burguesa, e seus órgãos de defesa e repressão, expurgando-os de seus ocupantes “burgueses”, em grande número eliminados fisicamente, e substituindo-os por sovietes a serviço do socialismo.

Não acredito que exista em todo o campo da Ciência Política um movimento mais claro e evidente de tentativa de hegemonia da sociedade civil gramscista sobre a sociedade política e de conquista definitiva do poder pelos comunistas do que o decreto nº 8.243.

Ele coloca toda a atividade do Estado sob o controle e a fiscalização de sovietes nomeados pelo governo socialista bolivariano, comandados pelo Comissário-Mor, o Ministro Chefe da Casa Civil. Em resumo: todo o poder aos sovietes!

Sua proposição, no apagar das luzes do mais infeliz, corrupto e incompetente mandato presidencial de toda a história deste país, visa a garantir que o esforço de comunização da nação brasileira, por ele exaustivamente empreendido, não se perderá de todo, caso o atual partido seja defenestrado do poder após as próximas eleições, feliz perspectiva que começa a se delinear no horizonte político nacional.

É absolutamente indispensável que toda a parcela patriota e consciente da população brasileira se levante como uma só massa, poderosa e invencível, contra essa medida de destruição definitiva da democracia em nosso país, apresentada em nome de seu aperfeiçoamento, mas que não passa de mero constitucionalismo bolivariano, de tristes resultados em países vizinhos.

15 de junho de 2014
José Gobbo Ferreira é Coronel na Reserva.  




[1] Transversalidade política: comportamento de entidades, partidos ou grupos políticos que, embora tenham suas divergências, superficiais ou profundas, se unem ocasionalmente na defesa de um objetivo comum a todas.

O TSUNAMI "PERFEITO" CHEGOU



 
Não quero que pensem que sou terrorista, mas o que estamos presenciando é o “tsunami perfeito”, devastando sem compaixão e nem piedade a economia brasileira.

Aquele ambiente de tranquilidade e prosperidade econômica que tivemos há tempos atrás dissipou-se, levando-nos para um  abismo sem precedentes em função dos sucessivos erros praticados na gestão da política econômica nos últimos quatro anos. Enquanto isso, as justificativas governamentais continuam sempre recaindo no macro ambiente externo desfavorável.

Acontece que, mais uma vez, estamos caminhando contra os ventos globais. A economia mundial já está se harmonizando, os governos moderam os gastos, comprimem o endividamento, domam a inflação, que se mostra declinante e muitos países parecem estar assustados com o fantasma da deflação, embora ela também apresente inegáveis indícios de que as economias estão começando a se restabelecer.

No Brasil petista, os gastos públicos continuam em crescimento incessante, o endividamento se aproximando dos 60% do PIB (Produto Interno Bruto), limite suportável de referência internacional, a inflação elevada e excitada, mesmo que se pratique um dos juros mais altos do mundo; todas as sinalizações que se propagam em nossa economia doméstica denotam uma concreta possibilidade de convivermos com uma nociva estagnação da economia, conjuntamente com a ampliação da deterioração das suas contas públicas internas e externas.

A equipe econômica persiste em adiar as decisões inevitáveis que há muito já deveriam ter sido tomadas, alardeando que a situação já está melhorando. Entretanto, o tempo passa e as mazelas econômicas se consolidam.

O “tsunami perfeito” chegou trazendo em maio um saldo da balança comercial com um déficit acumulado de US$ 4,85 bilhões, na forma de déficit em conta corrente que soma US$ 33,5 bilhões, o que representa 4,65% do PIB, com investimentos estrangeiros diretos (IED) em abril de US$ 5,233  bilhões, menores do que os US$ 5,719 bilhões realizados em abril do ano passado.
Como informei acima, o nível de endividamento está consolidado bem próximo a 60% do PIB e grande parte das reservas internacionais foram formadas através desse comprometimento, pagando-se juros mais elevados que os recebidos e não pela utilização dos excedentes cambiais.

Uma “inovação” estratégica foi criada em 2008 – o Fundo Soberano do Brasil, com reservas estimadas em R$ 14 bilhões, administrado pelo Sr. Arno Augustim (Secretário do Tesouro Nacional), o único que consegue ser ainda pior do que o ministro Mantega na equipe econômica. O resultado é um colossal prejuízo aos cofres públicos, em função das aplicações exclusivamente em ações de empresas estatais e também com a finalidade de ser um excelente provedor para mascarar as contas públicas.

Em função das pesquisas realizadas mostrarem, desde o ano passado, que existe uma  grande preocupação com a expansão da inflação, o Banco Central subiu a taxa de juros de 7,25% a.a. de abril de 2013, permanecendo em 11% a.a. até julho do corrente, mas os efeitos causados são insignificantes até o presente momento e suas causas continuam evidentes sem que o governo procure atacar os pontos cruciais.

Sentimos um indiscutível descompasso na relação oferta e demanda após os excessos de estímulos direcionados ao consumo e a inflação está superando os 6% ao ano, com possibilidade de terminar 2014 no teto ou ultrapassando seu limite estabelecido de 6,5%.

Como vimos há dias atrás, foi divulgado o PIB do primeiro trimestre, que mostrou uma expansão ridícula (0,2%) em relação ao último trimestre e, também preocupantes, foram os resultados apresentados para a formação do capital fixo (FBCF), com uma queda de 2,1%.


A taxa de investimentos de 17,7%  e a taxa de poupança de 12,7%, ambas confrontadas com o PIB, são estarrecedoras.. Essas variáveis influenciam no desempenho futuro da economia e, diante deses resultados, fica claro que existem grandes chances de ainda convivermos com esses dados  por um tempo razoável.

Voltando à problemática do PIB, que me parece importantíssima sobre vários aspectos, sua divulgação referente ao segundo trimestre deverá acontecer a partir dos meados de agosto vindouro, quando estaremos muito próximos ao primeiro turno das eleições majoritárias. A presidente Dilma corre um grande perigo de ter que engolir, possivelmente, uma taxa negativa no crescimento da nossa economia ou até mesmo, um PIB paralisado, o que, sem dúvida, seria extremamente negativo para sua obsessiva campanha de reeleição.

A situação poderá ser turbinada por uma inflação obstinada, medida pelo IPCA e acumulada em 12 meses, que deverá permanecer acima do teto da meta de 6,5%, durante aproximadamente quatro meses, devendo começar possivelmente em agosto e se estender até novembro, segundo previsões do mercado financeiro. Isso deverá marcar um período de desconforto para o governo, que já não tem mais muita margem de manobra na política monetária para conter a inflação. Seria tudo de bom para os 74% de eleitores brasileiros que desejam mudanças no sofrido Brasil.


Diante do que presenciamos, desejo me dirigir ao neopetista, economista e ex-ministro consagrado pelos governos militares, Prof. Delfim Netto, que, em outubro de 2013, criou a frase “tempestade perfeita” (metáfora para grandes distúrbios internos e externos que desestabilizam a economia de um país) e, com imenso respeito, peço-lhe licença para parodiá-lo, alterando parcialmente a sua expressão para “tsunami perfeito” (poderosa onda ou uma série delas que ocorrem em turbulências econômicas, desestabilizando os fundamentos macroeconômicos de uma nação) que, a meu ver, encaixa-se melhor na presente situação, em função da gravidade que enfrenta atualmente a economia brasileira, dificultando-lhe inclusive, pegar o vácuo na recuperação econômica global.

15 de junho de 2014
Arthur Jorge Costa Pinto é Administrador com MBA em Finanças pela UNIFACS (Universidade Salvador)

NOTAS POLÍTICAS DO JORNALISTA JORGE SERRÃO

               APÓS DERROTAR O PT, FAREMOS O QUÊ?


 

Tirar o PT do governo federal é a prioridade máxima dos brasileiros de bem. No entanto, este movimento de limpeza política não basta. O Brasil precisa resolver alguns problemas prioritários: acabar com a reeleição; tornar o voto facultativo (e não obrigatório); permitir a auditoria e recontagem do voto, impresso, no sistema eletrônico; aceitar candidaturas avulsas para cargos majoritários, independentemente dos partidos; abolir o imposto sindical, tornando livre a contribuição associativa; acabar com a “profissão” de político, reduzindo ao mínimo a remuneração do representante legislativo.

Essas medidas urgentes e de impacto promoveriam uma revolução no sistema político brasileiro. Ajudariam a atacar a hegemonia da governança do crime organizado. Junto com elas, o Brasil também precisa definir se vai aderir ao Capitalismo, de verdade e para valer – ou se continuará sob o regime Capimunista, na parceria corrupta entre políticos, corporações e sindicatos. Esgotou-se o modelo implantado na década de 30, que quase fez uma revolução comunista na década de 60 e que tomou de assalto o Estado, pela via do voto direto, com a chegada do PT ao poder. O Brasil opera no pretérito sem futuro – um tempo verbal que não deveria existir.

Uma ressalva é fundamental: os problemas estruturais do Brasil não começaram com o PT... No topo da pirâmide social, a oligarquia política daqui nunca focou em soluções para o País. Na maioria das situações, sempre jogou a favor dela mesma. Operou com conceitos imprecisos, geralmente importados de outras conjunturas e inadequados à nossa realidade. Corrompeu e se deixou corromper. O mesmo que faz a base da pirâmide, o tal “povo” ou “massa”, as tais “classes populares”, ignorantes, que vendem o voto, em troca de favores e falsas promessas. 

O problema presente é que a união perversa do topo safado com a base ignorante, formando a tal “Zelite”, ferram o País inteiro. Ninguém em sã consciência consegue mais aguentar o modelo de Estado interventor e perdulário que só suga a riqueza produzida pela sociedade e desvaloriza quem trabalha e empreende. Por isso é urgente rever o sistema tributário. A ideia do “Imposto Justo”, cobrado de uma única vez, de forma transparente, visível na nota fiscal, é a mais viável. A maioria dos demais impostos pode ser abolida se a máquina pública gastar, desperdiçar e roubar menos.

A nova política de tributos precisa vir acompanhada de um sistema que torne pública e transparente, via internet, a execução do orçamento e da contabilidade pública. Atualmente, o setor público brasileiro é uma caixa preta. Escancará-la é fundamental. Sem isso, fica impossível destinar mais recursos para Educação, Saúde, Segurança, Infraestrutura e etc. O dinheiro aplicado vai para o lixo! Ou melhor, para as contas dos ladrões tupiniquins, que o lavam, no exterior, e mandam de volta, na forma de pretensos “investimentos estrangeiros diretos” que aplicam na bolsa, na fusão e aquisição de empresas e na compra de imóveis.

Na revisão do modelo estatal, será necessário rever, também, o modelo de funcionamento das chamadas estatais (empresas de economia mista). O BNDES, por exemplo, não pode ser sócio e nem “enfermaria” dos “amigos do rei”, sem que tal processo obedeça a uma total transparência – o que conflita com os “segredos empresariais”. Também precisa ser revisto o papel das agências reguladoras, criadas na Era FHC, que hoje funcionam mais como cartórios que atrapalham a livre iniciativa, sem regular o mercado. Aliás, o Brasil tem de se desburocratizar. Romper com os “cartorialismos” é fundamental. Nesta área somos a eterna vanguarda do atraso.

Mexer nos cartéis é urgente. O Conselho Administrativo de Defesa Econômica precisa ser um órgão com representantes escolhidos pela sociedade (cidadãos e empresários). Mesma regra vale para a Comissão de Valores Mobiliários – que fiscaliza o mercado de capitais. Por que não fazer o mesmo com o Banco Central do Brasil? Se a Nação tiver soberania, o BC do B deveria ser o guardião da política monetária e o fiscalizador dos bancos, que precisam passar por uma revolução no Brasil. Em vez de sócios que lucram com a rolagem da impagável dívida pública, os bancos deveriam se preparar para funcionar como bancos de verdade: instituições que emprestam seu próprio dinheiro, obedecendo a taxas de juros compatíveis com a realidade, e não a usura praticada no Brasil.


O PT precisa ser tirado do poder, junto com seus partidos comparsas, porque não concorda com nenhuma dessas ideias básicas para melhorar e resolver muitos problemas do Brasil. Os petistas e petralhas querem se perpetuar no governo da União, também dominando as máquinas federal, estaduais e municipais. O projeto deles é de locupletação imediatista. Alguns tolos ainda fingem ser ideológicos defensores de um socialismo ou comunismo. Tudo não passa de conversa fiada (ou até, na maioria das vezes, afiada). A essência deles é a “boquinha”, o dinheiro facilitado (mesmo que a juros absurdos) ou bancado pela viúva do Tesouro Nacional para socializar o consumismo que ajuda a eleger e reeleger seus dirigentes, intelectuais cinicamente pragmáticos ou sindicalistas de resultado.

O problema concreto é: qual a alternativa que se apresenta ao PT? Eleitoralmente, o “adversário” é Aécio Neves – que agora é candidato oficial a Presidente da República escolhido pela Convenção Nacional do PSDB. O neto de Tancredo Neves vai centrar sua campanha no mote do “reencontro da decência com o País”. Ou seja, o tucano vai atacar, diretamente, a corrupção promovida pelos petistas em seus 12 anos de poder. Seu slogan-força será: “Aécio o melhor para a gente” ou “Aécio a gente quer você”.

Aí a porca torce o rabo. Como os marketeiros tucanos conseguirão ir além do mero slogan, para provar para a maioria do eleitorado ignorante que “Aécio é o melhor para a gente”? Quem vencerá a eleição: o candidato da oposição? Ou será o PT quem perderá o pleito, pelo desgaste provocado pelos “mensalões” e “lava jatos” da vida? Ou será que o PT vai perder porque seu modelo de governança não mais interessa à Oligarquia Financeira Transnacional – que vai apostar tudo no social-democrata Aécio Neves?

Aécio também terá de responder se aceita mudar de verdade o Brasil. O candidato tucano tem o dever de explicitar promessas concretas, bem menos simplistas que a de um “Reclamador de Ladrões”. Será que os tucanos, sempre em cima do muro da história, conseguirão fazer um discurso ofensivo, sem cair na armadilha do ódio, para derrotar seus primos petistas? Ou o discurso simplista, sem emoção, apenas moralista, de Aécio não convencerá a maioria tão facilmente? Ele cresce nas pesquisas, enquanto a “candidata-presidenta” cai, é vaiada e xingada nas esquinas da classe média. No andar de baixo, o PT ainda tem força...

É preciso ficar claro para quem se candidata à Presidência da República que um País como o Brasil – com tanto potencial e potencialidade – não merece ser condenado a ficar na vanguarda do atraso em relação ao resto do mundo que se desenvolve e cresce a taxas consistentes. Por isso, não basta discursozinho de “caçador de ladrões” para vencer o time concentrado na Penitenciária da Papuda e que há muito toma de assalto o Palácio do Planalto.

Quem quer que esteja na oposição de verdade precisa firmar compromissos concretos com a mudança para melhor no Brasil. O que tem de ser feito já foi dito e qualquer bebê de colo sabe. O negócio agora é ter compromisso e, quando chegar ao poder, ter comprometimento (cumprir efetivamente o prometido). Fazer Política de verdade – sem a costumeira demagogia, meramente para vencer eleições – é tarefa urgente dos sujeitos esclarecidos da sociedade brasileira.

O Alerta Total reescreve o que publicou no artigo de ontem. O partido-seita está no inferno astral. Mas a petralhada não vai largar o osso do poder pacificamente. O próximo governante, se não for do time deles, terá sua gestão sabotada pelos que aparelham e infestam a máquina pública. A partir da campanha eleitoral deste ano, o Brasil caminha para uma radicalização, uma intolerância ideológica que pode redundar em violência política e risco de separatismo. A ruptura se desenha no horizonte perdido do País. Em tempos de confusão revolucionária, todo mundo grita e ninguém tem razão. Vigora o salve-se quem puder.

O único temor dos petralhas e comparsas é que seja atingido, perigosamente, o grau de “guerra civil” - sonhado pela esquerda na luta armada da década de 70, mas agora rejeitado pelos gramscistas que ficaram ricos com o aparelhamento do poder estatal obtido pela via demagógica do voto obrigatório. A cúpula petralha se borra de medo que, em uma conjuntura caótica, de ruptura institucional, aconteça uma intervenção militar para restabelecer a ordem (de uma democracia que talvez nunca tenha existido, de fato, no Brasil).

O barril está preparado. Uns apostam que é de chopp. Outros juram que é de pólvora. Qual dos dois vai estourar primeiro? Ou nenhum deles vai explodir? Eis a dúvida cruel a ser tirada no curto prazo. A previsão mais otimista para 2015 é de crise econômica. Se a crise também for política, a coisa fica mais feia ainda. Embora estejam no silêncio obsequioso da prestação de serviço de segurança pública para a Copa do Mundo, os militares têm um papel altamente relevante nos próximos acontecimentos.

Um 1964, com um Ato 5 de 1968, não tende a se repetir – mesmo que a mal contada História brasileira insista em se repetir como farsa, para delírio dos fantasmas de Karl Marx. No entanto, é seguro afirmar que os generais de quatro estrelas, na ativa ou na reserva, só não vão intervir, caso o pirão institucional desande em violência e caos, se forem neutralizados por um poder externo maior que o deles. As “Legiões” continuam igual ao papagaio verde da piada de português. Não falam nada, mas prestam uma atenção...

De qualquer forma, fardados ou não, cada um tem obrigação de pensar, seriamente: após derrotar o PT, faremos o quê? Respostas para a consciência cívica e democrática de cada um. Só não dá mais é para continuar errando...

O único consenso é que a maioria não aguenta mais impostos elevados, juros altíssimos, custo de vida subindo, violência saindo do controle, governo ineficiente, perdulário e comandado por uma classe política corrupta, mentirosa e humanamente nojenta. Basta de tanta Bosta!

Os brasileiros conscientes estão PTs da vida com o partido-seita e seu capimunismo corrupto. Por isso, mandarão Lula, Dilma e demais petralhas para Cuba que os pariu... O PT vai tomar na urna... Depois, vai ter petralha sentando na vara - da Justiça... Aliás, se ela não funcionar, também será tragada pelo Tsunami Perfeito que vem chegando por aqui...

Vingança do Jegue



US$ 10 milhões perdidos



Um ilustríssimo político brasileiro ficou inteiramente PT da vida com os suíços que resolveram cooperar com a Operação Lava Jato.

O cabra perdeu nada menos que US$ 10 milhões que estavam confiados ao doleiro Alberto Youssef, em uma das contas confiscadas na Suíça.

O mais triste é que o malandro nem vai reclamar das verdinhas perdidas, já que seu patrimônio familiar, conquistado na boa e corrupta vida pública do Brasil, supera a marca de US$ 4 bilhões...

O escroque só precisa tomar cuidado porque tem uma turma do Judiciário, do Ministério Público e das inteligências da Receita e da Polícia Federal de olho nele e nos seus pupilos...

Black-Blatter



Nada menos que 52 seguranças da velha Blackwater tomam conta do economista suíço Josef Blatter, “presidente” paralelo do Brazil, durante a Copa do Jegue.

Os caras são tão bons que parecem assessores comuns da Fifa, pois não são fáceis de identificar no cenário.

Presidida por Ted Wright, a empresa, que desde 2011 mudou de nome para Academi, é controlada pelo fundo de investimentos USTC Holdings.

Gozando a Presidenta?

https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=gE1hBXM2Dj8 

Está no YouTube... Gozação estrangeira com a nossa Presidenta? Pela legenda, sim. Se a tradução for real, mais ainda... É o alto preço que ele paga pela reeleição. Quem vive em campanha permanente, confundindo marketing político com eleitoreiro, leva pancada sem parar na media...

Caravana prejudicada



15 de junho de 2014

Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor.

LULA, EXEMPLO DE MORALIDADE



https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=YVqx-ukCvwI

Lembrai-vos das vaias no dia 31 de maio, no show do Rappa, em Ribeirão Preto (SP)...

Existe clara tentativa de politização das vaias dirigidas à presidente Dilma durante o jogo da seleção brasileira no Itaquerão, Arena Corinthians ou seja lá qual for o nome que se lhe pretenda dar. O PT, que montou a maior quadrilha já observada em qualquer administração de um país (especializada em assaltar os cofres públicos), tornou-se mestre em distorcer declarações e apontar defeitos alheios que costuma usar com frequência e exibir como exemplos.

O ex-presidente Lula da Silva (PT-SP), um dos maiores farsantes já produzidos por esta desmoralizada República, é professor na arte de atribuir a terceiros a origem de todos os males por ele próprio produzidos. Quem buscar no Google irá encontrá-lo na condenação de fatos que hoje defende ou, de forma contrária, na defesa de atos que no presente abomina. Especializou-se em patifaria, empulhação e seus desdobramentos.

É bom lembrar que no assassinato do então prefeito de Santo André, Celso Daniel (PT), o principal acusado, Sérgio Gomes da Silva (o Sombra), foi assessor do então deputado federal Lula da Silva (1987-91). Lula é considerado pessoa sem escrúpulos, capaz de jurar e afirmar qualquer disparate ou desatino sem pestanejar. Durante muito tempo, garantiu-se que nada lhe conseguiria derrubar. A maré vai virar.

Em 2011, o jornalista José Nêumanne Pinto publicou um livro, “O que sei de Lula”, que em qualquer país onde a maioria fosse capaz de ler (e não dependesse de esmolas ofertadas pelo poder público), baniria para sempre o ex-presidente da vida política. Em 2013, um livro do ex-delegado Romeu Tuma Jr., “Assassinato de Reputações”, seria suficiente para acionar Ministério Público e Poder Judiciário para retirá-lo de circulação com penas prisionais devidamente fundamentadas.

Pois bem: com relação às vaias dirigidas a atual presidente, eis o que declarou Lula da Silva: “-Eu vi uma parte da manifestação contra a presidenta Dilma e eu fiquei pensando que não é nem dinheiro nem escola nem títulos de doutor que dão educação para as pessoas. Educação se recebe dentro de casa. Eu nunca tive coragem de faltar com respeito a um presidente da República”.

Quando candidato à Presidência da República, Lula só chamava Sarney de ladrão. Com relação ao presidente Collor, ele dizia ser um louco, débil mental, larápio desequilibrado. Sem contar as anotações constantes no livro “Viagens com o Presidente”, escrito pelos jornalistas Leonencio Nossa e Eduardo Scolese que o acompanharam mundo afora. A educação recebida por Lula em casa o levou a dizer:

“-Marina, essa coisa de meio ambiente é igual a um exame de próstata, não dá pra ficar virgem toda a vida. Uma hora eles vão ter que enfiar o dedo no cu da gente. Então, companheira, se é para enfiar, é melhor que enfiem logo.”

A didática colocação foi feita durante audiência em que o então presidente foi discutir com a sua ministra do Meio Ambiente a questão da transposição “de parte das águas do rio São Francisco” (páginas 70 e 71). Isso mostra que sua ex-excelência é pessoa das mais qualificadas para falar de agressões verbais e questões similares.

Com relação à presidente, o que ela ouviu no Itaquerão os seus assessores e assessoras costumam ouvir quase todos os dias, em especial quando sua excelência está irritada com algum problema. Ela joga celulares na parede e já tomou inclusive notebook das mãos de interlocutor para espatifá-lo no chão. Todos a temem.

A presidente diz agora que não irá se abater e que não é esse o caráter do povo brasileiro. Sua excelência entende de ofensas como ninguém. A oposição quer levar ao ar depoimento de pessoas profundamente humilhadas por ela no trabalho diário. O que Dilma e Lula “saboreiam” agora não é nada diferente do veneno que destilam.

15 de junho de 2014
Márcio Accioly é Jornalista.

A VOLTA DO QUE NÃO FOI...


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15 de junho de 2014

QUANDO O HUMOR DESENHA A REALIDADE

               Lula chega montado num jegue e irrita a 'Presidenta'
 
15 de junho de 2014
 

FOLHA DE SÃO PAULO REVELA QUE DILMA JÁ PROMETEU AO LULA QUE SE FOR ELEITA DECRETARÁ A "REGULAÇÃO DA MÍDIA"

        EUFEMISMO DO PT PARA CENSURAR A IMPRENSA.

Dilma mantém estreita ligação com Raúl Castro, o tirano assassino cubano, irmão de Fidel. Estaria a 'Presidenta', em busca da expertise cubana para amordaçar a imprensa brasileira? 
O PT e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva aumentarão sua influência sobre o governo se a presidente Dilma Rousseff for reeleita.
A avaliação vem sendo feita em reuniões e conversas de petistas nos últimos meses e contraria a expectativa de um mandato mais independente da petista, caso ocorra.
 
Segundo a Folha apurou em conversas com uma dezena de interlocutores presidenciais nas últimas duas semanas, Lula adotará postura menos discreta e apitará na formação de um novo ministério se as urnas concederem vitória à sua sucessora.
 
O petista, portanto, sairá mais do instituto que leva seu nome --bunker paulista onde mantém encontros reservados com aliados, empresários, investidores e banqueiros-- para fazer enfrentamentos públicos, mesmo que o Executivo federal não o faça.
Entre os exemplos está a bandeira que pretende levantar em defesa do projeto de regulação da mídia.
 
Um amigo do ex-presidente assim resumiu a sua atuação: Lula pactuará tudo com Dilma, contudo poderá assumir embates públicos caso ela decida se distanciar de alguns temas.
 
Nas palavras de um auxiliar, outubro marcará o surgimento de um pré-candidato. A presença mais constante de Lula na política pretende servir como elemento unificador do PT e de seu eleitorado, hoje em parte distante de Dilma.
O petista já confidenciou que pretende resgatar as chamadas Caravanas da Cidadania, périplo por 359 cidades de 26 Estados realizado na década de 90, com o objetivo de pavimentar uma possível candidatura presidencial.
A decisão de se lançar à corrida nacional em 2018 depende, porém, de outros fatores. Seu estado de saúde é uma dessas variáveis.
 
A disponibilidade de nomes novos e competitivos para evitar que o ciclo de poder do PT seja encerrado é outro fator a ser ponderado.
Apesar da disposição de fazer mais política e da pressão de aliados para que apite mais no dia a dia do governo, o ex-presidente procurará não deixar transparecer essa influência para não criar constrangimentos a Dilma. Aliados garantem que ele manterá a postura de combinar o jogo com sua pupila.
"Se Dilma não fizer, que o enfrentamento impopular seja feito por ele", afirmou um auxiliar do ex-presidente.
 
DEVEDORA
 
Interlocutores afirmam que, se vitoriosa, Dilma sairá da disputa devedora tanto do partido quanto de seu antecessor, e já dá sinais de aproximação maior com o PT.
Um dos sinais de maior sintonia é o seguinte: ela concordou em encaminhar, caso reeleita, o projeto de regulação da mídia, desde que não seja uma legislação ampla, que mexa em conteúdo.
Até pouco tempo atrás, Dilma rechaçava entrar na polêmica. Agora, admite atender, ainda que em parte, a uma demanda do PT.
 
 
15 de junho de 2014
in aluizio amorim

OPOSIÇÃO UNIDA CONTRA O PT NO MAIOR ESTADO DO NORDESTE

Paulo Souto (DEM) lidera pesquisas com folga; 'escudeiro' de Jaques Wagner será o candidato petista
 
Na Bahia, Estado onde a presidente Dilma Rousseff obteve sua maior vantagem de votos em 2010 (2,8 milhões), caberá a um neófito em disputas majoritárias tentar manter o domínio do PT no maior colégio eleitoral do Nordeste - com 10,1 milhões de eleitores - diante de uma oposição reforçada.

Após a celebrada vitória nas eleições municipais de 2012, nas quais conquistou o comando das duas maiores cidades do Estado, Salvador (com Antônio Carlos Magalhães Neto, o ACM Neto) e Feira de Santana (com José Ronaldo), o DEM aposta na experiência e no amplo conhecimento do eleitorado sobre o ex-governador Paulo Souto, que parte para a quarta eleição consecutiva ao governo - ele venceu em 2002 e perdeu em 2006 e 2010.

Escolhido pelo governador Jaques Wagner (PT), o pré-candidato petista, Rui Costa, tem o desafio de se fazer conhecido e ainda patina nas pesquisas eleitorais, lideradas com folga por Souto.

O PSB terá como candidata a ex-prefeita de Salvador Lídice da Mata (PSB). Influenciada pela direção nacional de seu partido, a senadora deixou a base do governo baiano, apesar de ser aliada histórica do PT no Estado, para garantir palanque na Bahia ao presidenciável do partido Eduardo Campos.

'União das oposições'.
O bloco de apoio ao pré-candidato do DEM terá o reforço do PMDB. Rompido com o governo Wagner desde 2008, o partido lançou candidatura própria em 2010, com o ex-ministro da Integração Nacional Geddel Vieira Lima. O líder local da legenda, porém, abriu mão de disputar o cargo novamente em prol da chamada "união das oposições".

Geddel será o candidato ao Senado pela coligação, que dará palanque no Estado ao presidenciável tucano Aécio Neves. O PSDB vai ocupar a vice na chapa com Joaci Góes. A aliança ainda conta com o Solidariedade, PV, PPS, PRP, PSDC, PT do B, PPL, PTC, PMN, PEN e PHS. ACM Neto segue negociando, pessoalmente, os apoios de PRB e PSC à candidatura de Souto. "Existe um desejo de mudança na população e as condições desta campanha são melhores que as que tive, em 2010", disse o prefeito de Salvador.

A principal diferença, de acordo com ele, está na divisão do tempo da propaganda eleitoral em rádio e TV. Na eleição de 2010, ACM Neto contava com cinco minutos para as inserções, enquanto seu principal adversário, o deputado Nelson Pellegrino (PT), tinha aproximadamente 14 minutos. As projeções indicam que, este ano, Souto terá em torno de seis minutos e Rui Costa, dez minutos.

O PSB tenta articular apoios no Estado - a vaga de vice segue aberta -, mas tende a ser um voo solo. A candidata ao Senado pelo partido é a ex-corregedora nacional de Justiça Eliana Calmon.

A Bahia garantiu a Dilma uma vantagem de cerca de 2,8 milhões de votos sobre o tucano José Serra em 2010, a maior entre todos os Estados. Mas causou desconforto em parte do PT e em partidos aliados no Estado a escolha de Jaques Wagner. O governador, que completa seu segundo mandato, fez valer sua ascendência local sobre a legenda para impor o nome de Rui Costa, seu ex-secretário da Casa Civil.

Também disputavam a indicação o ex-presidente da Petrobrás José Sergio Gabrielli, o preferido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e o senador Walter Pinheiro. O Solidariedade deixou a coligação após a definição pelo nome de Rui Costa.

Escudeiro de Wagner desde os tempos em que o governador liderava o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Petroquímica da Bahia (Sindipetro), na década de 1980, Rui Costa, de 51 anos, goza de sua total confiança. O jeito introvertido e os problemas de dicção não o auxiliam na missão de cativar a população. Para tentar driblá-los, o pré-candidato petista está recorrendo a sessões de fonoaudiologia e treinos de oratória - além disso, os até então inseparáveis óculos de grau foram tirados de seu figurino.

'Pai do PAC na Bahia'.
Deputado federal pelo PT que mais recebeu votos na última eleição (212 mil), Rui Costa tem assegurado o apoio de sete partidos (PSD, PP, PDT, PTB, PC do B, PRB e PSL) e está presente em praticamente todos os eventos oficiais do Estado desde meados do ano passado. Para vitaminar a candidatura petista, o governo tenta atribuir a Costa algumas das grandes obras realizadas na Bahia nos últimos anos, como a tão esperada inauguração do primeiro trecho do metrô de Salvador, realizada na quarta-feira passada, após 14 anos de construção. "Foi ele o principal responsável por destravar a obra", garante Wagner. Durante o evento, Dilma reforçou o coro, e chamou Costa de "pai do PAC na Bahia".

Na mais recente pesquisa sobre a eleição estadual, realizada pelo Ibope, a pedido do jornal baiano Correio, e divulgada em 27 de maio, Souto lidera com 42% das intenções de voto. Lídice tem 11%, em empate técnico com Costa, que tem 9% das intenções de voto.

A mesma pesquisa, porém, dá ampla vantagem à candidatura de Dilma no Estado. A presidente, de acordo com o estudo, tem 50% das intenções de voto na Bahia, enquanto o tucano Aécio Neves tem 12% e Eduardo Campos, 7%. "Queremos aumentar a diferença de votos a favor da Dilma nesta eleição, para 4 milhões", afirma Rui Costa.

"Metade da população ainda não conhece o Rui e essa taxa de desconhecimento é positiva em qualquer campanha", argumenta o governador Jaques Wagner, que enfrentou um segundo governo conturbado - com direito a duas rumorosas greves da Polícia Militar, em 2012 e neste ano -, e fez malabarismos para tentar manter a base praticamente inalterada para a eleição. Entre outras articulações, ele abriu mão da disputa por uma vaga no Senado para acomodar o ex-vice-governador Otto Alencar (PSD). Quem ficou com a indicação para vice na chapa foi o PP, com o deputado João Leão.

Também apresentaram pré-candidaturas ao governo baiano Rogério da Luz (PRTB) e Marcos Mendes (PSOL). Segundo o Ibope, eles têm, respectivamente, 2% e 1% de intenções de voto. A pesquisa foi registrada sob o número 00130/2014 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

15 de junho de 2014
TIAGO DÉCIMO / SALVADOR - O Estado de S.Paulo