sábado, 1 de outubro de 2011

MACABRA NOSOGRAFIA OU TEOLOGIA NEGATIVA

Ciência e Humanidades - Outros Critérios

O que se pode sentir diante de um corpo que se vê sendo morto?

Existe uma misteriosa conexão entre as coisas do Universo – pensou o rapaz logo após ver um filme (não um rapaz, qualquer) – e de fato – julgou em sua louridade – o meu isqueiro tem algo de um nariz bojudo à francesa. E os dois juntos dançam com os ângulos das linhas da mesa. A ponta da colher cabe no bico do seio. Algum grego louco – pensou em suas lisas madeixas – pensou antes de mim que todas as coisas estão em todas as coisas.

(1) Dois são os movimentos do pensamento.

Três Urubus próprios, porém xarapins, impróprios, sorridentes, acham graça, pela Presidente Vargas, que o número um comece Um-Soberano número dois. Porque em qualquer operação que mereça esse nome “operado” há que ter alguma obsessividade com os números. E como em toda concentração repressiva – Deus assim queira – algo do dito espirituoso permita que um adorador de carniça possa rir. Eu sou aquele que é.

O primeiro se confunde com a propriedade e o segundo com a impropriedade. Na propriedade o pensamento se torna abstrato e alcança um estado em que as coisas estão em todas as coisas. No segundo o pensamento se torna específico – mas não concreto – e uma coisa passa a não se confundir com outra. No mais das vezes estamos entre a propriedade e a impropriedade. No mais das vezes algumas coisas estão em todas as coisas e algumas outras – mas não todas – não se confundem com outras.

Mas seria possível induzir o pensamento? – perguntou a ratazana ainda com um pedaço de carne nos dentes.

O pensamento não pode ser induzido, tal como se pode induzir um incêndio. Mas ele pode ser descrito em circunstâncias de pensamento. Elas se dão em graves quebras de pressão. Quando todas as coisas estão em todas as coisas – este pequeno objeto a passa a ser a única coisa que existe e com nada se confunde. Quando apenas este pequeno objeto a existe – algo o absorve e todas as coisas passam a estar em todas as coisas. A propriedade exclusiva é percebida numa espécie de grande delírio. Ou num delírio grande por detrás das coisas.

Seriam os gregos delirantes por detrás das coisas? – perguntou a ratazana agora palitando os dentes com um palito de restaurante do centro da cidade.

Mas a impropriedade exclusiva é a parteira dos engenheiros ou dos colecionadores de macabrices. Uma parteira de gêmeos. (Gêmeos, gêmeos – alguém falou em gêmeos, gêmeos: há que se chamar a parteira de gêmeos). Ao mesmo tempo em que dá a vida ao colecionador de parafusos para usos futuros. Dá a vida ao colecionar de parafusos sem uso. De um lado o exterminador de poetas. Do outro: o poema exterminado.

(2)

O rei Davi preparado para invadir Jerusalém – que antes era conhecida como Jebus – cidade dos urubus, talvez? – ouviu dos jebuseus que não seria capaz de entrar. Eles disseram a Davi que os cegos e os coxos seriam suficientes para repelir os seus exércitos. O rei Davi que apesar de seus belos cabelos ruivos não era nenhuma florzinha de laranjeira, tomou o desafio dos cegos e coxos como afronte.

Eu sempre gostei dos cegos e dos coxos – disse o Urubu xarapim. Ao que o narrador também foi remetido a sua simpatia por pernetas, não exatamente coxos. Muito embora fosse de uma família patriarcalmente coxa não conseguia deixar de demonstrar o assombro quanto a uma perna deixada para trás poder conter uma meia. Esse cuidado o comoveu o suficiente para um choro convulso de alguns minutos.

O rei Davi disse a seu exército que subisse o canal de água, dentro do qual poderia caminhar até mesmo um homem de um metro e setenta (quase dois, penso o Urubu prendendo o riso) sem abaixar a cabeça. E dentro da cidade dos urubus deveriam matar os oponentes com especial atenção e crueza aos cegos e coxos. Nem cego nem coxo entrará nessa casa – foi o que o rei Davi disse uma vez conquistada a cidade. Claro que o rei Davi pensou que uma vez que pudesse entrar e matar os coxos e cegos pelo duto d’água, por ele também se poderia fugir.

(3)

- três baratas grandes e cascudas interromperam o seu passeio matinal para ouvir a descrição do velho Zaratustra, ele dizia:

Há um tipo de homem que combate dentro de muros de casas pobres e que por vezes morre de tiro nas costas da cabeça. Um tipo de homem que combate dentro de muros de casas pobres. Nome de vegetação rasteira. Providência! Genérica plantinha! Um tipo que foge do modo pensado pelo rei Davi. Um tipo coxo e cego, até mesmo sem perna. Mas com o cuidado e carinho para deixar a meia. Este tipo de homem que anda de meia pela casa. Acaba por ser um tanto escravo de seus muros. Ele não pode sair quando quer. Lida com as armas que fazem fogo como se fossem brinquedos. Ou seria com brinquedos como armas que fazem fogo? Esse homem se faz lídio ao olhar para telas quadradas que emitem luzes e ao segurar um pequeno bastão nas mãos, move personas e animais e baratas como estas que me escutam e ratos. Não pode sair de seus muros, por perigo de ser abatido. É movido dentro de móbeis protegidos. Nas suas veias e narinas correm substâncias demoníacas. Nas suas camas dormem moças e moços e moças e moços. Escutem o que digo, baratas. Devo dizer o seu nome.

- Ele diz muito baixo e as baratas protestam: – diga logo Zaratustra.

Ao que limpa a garganta e levanta a voz:

- Menino de classe média – disse constrangido. As baratas também envergonhadas pela obviedade futura continuam seu passeio matinal. Uma delas persegue homologias. A outra mais objetiva procura um parafuso para fazer poema. Afinal, uma guerra é feita de partes de homens.

Cesar Kiraly

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

BRASILEIRO TEM 50 FILHOS: DE DUAS MULHERES, DA CUNHADA E ATÉ DA SOGRA!

“A coisa melhor que Deus colocou no mundo foi a mulher”, disse Luiz Costa Oliveira de 90 anos, agricultor reformado, brasileiro, residente no estado do Rio Grande do Norte no nordeste brasileiro.

Pudera, ele tem 50 filhos, de 4 mulheres diferentes, incluindo da própria sogra!

Luiz Costa de Oliveira, vive maritalmente com a mulher, com a cunhada e com a sogra no município de Campo Grande (270 km de Natal), e com as três teve nada menos que 33 filhos.
Outros 17 vieram do primeiro casamento. Além da meia centena oficial, existem ainda outros três, dos quais ele não tem certeza da paternidade. Mas também não nega.

A filha mais nova tem 13 anos, o mais velho, 54. A lista de membros da nova família Oliveira é extensa.
A primeira mulher do trio, Maria Francisca, é mãe de 17 filhos. Em seguida, no segundo casamento com a irmã da esposa, Ozelita, foram mais 15.
Para não perder a oportunidade, ainda fez um filho com a sogra Francisca Maria.
“Há algum tempo apareceram mais três a dizer que ‘eram’ meus filhos, mas não tenho certeza, mas também não vou negar”, disse Oliveira.

Apesar da grande quantidade de filhos, apenas 38 estão vivos, e a maioria mora em Campo Grande.
A lista de herdeiros aumenta com o número de netos. São 100 netos e 60 bisnetos.

O idoso conta que a relação com as três mulheres começou após ele ter ficado viúvo da primeira mulher e “juntou-se” com Maria Francisca da Silva, a “Francisca Velha”.
“Eu fiquei com 17 filhos para criar, e a ‘velha’ prontificou-se a ajudar-me. Logo depois começaram a vir os nossos filhos”, disse, explicando que a cunhada, Ozelita, vinha cuidar da irmã no período de resguardo e também lhe “dava assistência” a ele.

Numa altura em que, nenhumas das “suas mulheres” podia satisfazer os seus desejos sexuais, ele virou-se para a sogra de quem tem também um filho.

O EMPALHADOR DE CÃES


Dono de um fox paulistinha, Ubirajara já empalhou 18 mil animais no seu laboratório instalado em casa. Fotos de Ricardo Duarte

O ex-bombeiro Ubirajara Lopes, 60 anos, tem o dom de assegurar vida eterna aos animais. Ou quase isso.


– Meu trabalho dura cinco séculos, o equivalente à infância e à adolescência de um vampiro.


Ele já empalhou mais de 18 mil bichos em seu laboratório nos fundos de sua casa amarela em Carazinho, cidade de 58,2 mil moradores, distante 285 quilômetros da Capital. A maior parte das encomendas são cachorros a pedido de seus donos, inconformados com a perda recente e que buscam manter uma imagem carinhosa do parceiro de estimação.


– Homens surgem chorando em minha porta, ainda sem entender a tragédia. Faço terapia, velório, chá, um pouco de tudo para acalmá-los e depois explico como é feita a homenagem.

Para estar apto ao trabalho de conservação, o bichinho deve ter morrido dentro do prazo de 72 horas. Os casos que mais aparecem para o empalhador são atropelamentos e envenenamento, fins súbitos, que privaram a família do direito a uma despedida.

– Deixo o cão em uma posição bonita, é o dono que escolhe sua cena predileta, como pretende enxergar o animal para sempre: sentado ou deitado ou de pé.

Atuando com taxidermia desde 1980, Ubirajara atende 15 pedidos por mês. Colabora também com Ibama e Museu Regional Olívio Otto de Ciências Naturais. Cada animal tem seu valor (cavalo custa R$ 4 mil; cachorro, R$ 2 mil; peixe grande, R$ 1 mil; coelho e gato, R$ 200; hamster e passarinho, R$ 50).

Nenhum obstáculo complica sua arte funerária, nem o motivo da morte, muito menos o porte da vítima e a raça. Depende de 60 minutos cronometrados para completar o serviço (tira o couro, preserva crânio e os ossos das patas e reveste o pelo com uma armação de ferro).

– Não acho estranho. Sou um fabricante de recordações.

Interessou-se pelo ofício na infância, ao acompanhar o pai em pescarias e caçadas e ficar intrigado com cabeças de dourados e de cervos nas paredes das residências de seus colegas.

– Peças tão reais, verdadeiras, vibrantes, aquilo fisgou minha curiosidade.

Autodidata, com a escolaridade até 6ª série, tornou-se craque em anatomia ao devorar enciclopédias de bibliotecas públicas. Levou adiante seu passatempo e estudou técnicas de embalsamento do Antigo Egito e dos rituais milenares à base de pó de canela, sal e pedra úmida.

Ubirajara é um Francisco de Assis da resina. Tem compaixão por bicho morto na estrada. Recolhe o corpo, desamassa, cuida da aparência e reza pela sua alma. O porta-malas do Ka é um Instituto Médico-Legal improvisado.

– O último olhar é o olhar do perdão, tem um brilho diferente, mantenho aceso para o resto dos dias – diz.

Apaixonado por cães, ele não descarta empalhar Cuca, seu fox paulistinha, quando falecer.

– As lágrimas serão meu formol.

As brincadeiras de mau gosto dos vizinhos representam a única parte chata da história. Ao vê-lo passar pela rua, um deles grita:

– Quanto cobra para empalhar minha sogra?

ALÉM DA VIDA


A sala iluminada apenas pela luz da TV. Como todas as noites, Natalino Cordeiro dos Santos, 52 anos (acima), está acompanhado de seu melhor amigo, o poodle malhado Caco, para assistir à novela. Pela força do hábito, coloca a mão atrás da orelha do cãozinho, é o lugar das cócegas. Mas Caco não se mexe, não late, não geme; morreu em 2008.

– Após ser atropelado, Caco veio cambaleando me abraçar.

Natalino recorreu a Ubirajara para eternizá-lo. Projetista de Passo Fundo, pai de três filhos, carrega o animal empalhado pela residência, reprisando o clima de lealdade.

– Prometi nunca abandoná-lo. Ele comia comigo, passeava na janela do carro, andava em duas patas na hora do mimo e lambia meu rosto ao me descobrir abatido

fabrício carpinejar

O EMPALHADOR DE CÃES

Dono de um fox paulistinha, Ubirajara já empalhou 18 mil animais no seu laboratório instalado em casa. Fotos de Ricardo Duarte

O ex-bombeiro Ubirajara Lopes, 60 anos, tem o dom de assegurar vida eterna aos animais. Ou quase isso.


– Meu trabalho dura cinco séculos, o equivalente à infância e à adolescência de um vampiro.


Ele já empalhou mais de 18 mil bichos em seu laboratório nos fundos de sua casa amarela em Carazinho, cidade de 58,2 mil moradores, distante 285 quilômetros da Capital. A maior parte das encomendas são cachorros a pedido de seus donos, inconformados com a perda recente e que buscam manter uma imagem carinhosa do parceiro de estimação.


– Homens surgem chorando em minha porta, ainda sem entender a tragédia. Faço terapia, velório, chá, um pouco de tudo para acalmá-los e depois explico como é feita a homenagem.

Para estar apto ao trabalho de conservação, o bichinho deve ter morrido dentro do prazo de 72 horas. Os casos que mais aparecem para o empalhador são atropelamentos e envenenamento, fins súbitos, que privaram a família do direito a uma despedida.

– Deixo o cão em uma posição bonita, é o dono que escolhe sua cena predileta, como pretende enxergar o animal para sempre: sentado ou deitado ou de pé.

Atuando com taxidermia desde 1980, Ubirajara atende 15 pedidos por mês. Colabora também com Ibama e Museu Regional Olívio Otto de Ciências Naturais. Cada animal tem seu valor (cavalo custa R$ 4 mil; cachorro, R$ 2 mil; peixe grande, R$ 1 mil; coelho e gato, R$ 200; hamster e passarinho, R$ 50).

Nenhum obstáculo complica sua arte funerária, nem o motivo da morte, muito menos o porte da vítima e a raça. Depende de 60 minutos cronometrados para completar o serviço (tira o couro, preserva crânio e os ossos das patas e reveste o pelo com uma armação de ferro).

– Não acho estranho. Sou um fabricante de recordações.

Interessou-se pelo ofício na infância, ao acompanhar o pai em pescarias e caçadas e ficar intrigado com cabeças de dourados e de cervos nas paredes das residências de seus colegas.

– Peças tão reais, verdadeiras, vibrantes, aquilo fisgou minha curiosidade.

Autodidata, com a escolaridade até 6ª série, tornou-se craque em anatomia ao devorar enciclopédias de bibliotecas públicas. Levou adiante seu passatempo e estudou técnicas de embalsamento do Antigo Egito e dos rituais milenares à base de pó de canela, sal e pedra úmida.

Ubirajara é um Francisco de Assis da resina. Tem compaixão por bicho morto na estrada. Recolhe o corpo, desamassa, cuida da aparência e reza pela sua alma. O porta-malas do Ka é um Instituto Médico-Legal improvisado.

– O último olhar é o olhar do perdão, tem um brilho diferente, mantenho aceso para o resto dos dias – diz.

Apaixonado por cães, ele não descarta empalhar Cuca, seu fox paulistinha, quando falecer.

– As lágrimas serão meu formol.

As brincadeiras de mau gosto dos vizinhos representam a única parte chata da história. Ao vê-lo passar pela rua, um deles grita:

– Quanto cobra para empalhar minha sogra?

Carpinejar

COM 20 PERSONALIDADES, BRITÂNICA LEVA VIDA "NORMAL" COM A FILHA

Notícias, Psicologia

A história de Kim Noble é um caso raro de “personalidade múltipla”, e claro, extremo.
Guardadas as devidas proporções, todos somos “muitos” em um só corpo: possuímos vários “eus” (ou “máscaras”, ou “personas”) para várias situações, que apresentamos de acordo com o momento e a conveniência.
A grande diferença é que não vivemos esses eus como “identidades singulares” propriamente ditas – que possuem nomes próprios por exemplo -, os vivemos e encaramos apenas como “partes” diferentes de nós mesmos.

Mas continua sendo uma legião habitando um corpo… O que torna ainda mais interessante quando alguém, por algum motivo, vive esses eus como se fossem “pessoas únicas”, o que é o caso dos que possuem o (suposto) Transtorno Dissociativo de Identidade.

Kim encontrou um modo de lidar com sua condição ao se voltar para a pintura em tela. Inclusive, a maioria das “personalidades” que ela possui, gosta de pintar.
Segundo John Morton, um dos médicos que diagnosticou o transtorno em Kim, apenas uma das personalidades aceita o “distúrbio”. Nenhuma das outras parece reconhecer a existência real de outras personalidades no mesmo corpo.

Evidentemente, nem todos os cientistas reconhecem essa condição como um “Transtorno” psiquiátrico genuíno. Muitos acreditam que não passa de um “fingimento” de alguém que na verdade tem uma memória muito boa, mas que cria uma “personalidade diferente” para não se responsabilizar por atos que “normalmente” não teria coragem de cometer…

É algo que dá o que pensar…

+++


Aos 51 anos, uma mulher britânica precisa conciliar seu trabalho como pintora, o papel de mãe e suas múltiplas personalidades que podem se manifestar a qualquer momento.

Kim Noble geralmente acorda como Patricia, sua personalidade dominante, mas pode se transformar em Ken, um jovem deprimido, em Salome, uma católica fervorosa, em Abi, uma solteira em busca de amor, ou em qualquer das vinte personalidades que ela manifesta.
Kim foi diagnosticada com Transtorno Dissociativo de Identidade, de acordo com informações do jornal Daily Mail.

Há mais de seis anos, Patricia é a personalidade que mais aparece, mas pelo menos três outras se manifestam diariamente. Cada uma delas não sabe o que a outra faz, apesar de saberem da existência de todas, graças às constantes sessões de terapia que Kim atende com um psiquiatra.

As mudanças de personalidade são súbitas. Kim fecha os olhos, o rosto se contorce em algumas caretas, e ela “acorda” como outra pessoa. A transformação pode ocorrer no mercado, enquanto ela dirige, no meio de uma refeição, a qualquer momento. Sua filha, hoje com 14 anos, já está completamente acostumada com a condição da mãe.

Kim Noble e sua filha Aimee

Kim não se lembra da gravidez, nem de ter dado à luz. Por seu transtorno, a filha foi retirada de seus cuidados logo após o nascimento.
O trauma da separação fez Kim criar uma personalidade só para armazenar e bloquear a recordação do momento.
Após seis meses, entretanto, a criança foi devolvida à mãe já que nenhuma das personalidades de Kim era uma ameaça ao bebê.

Psiquiatras acreditam que a personalidade múltipla é justamente uma maneira de compartimentar más memórias no cérebro, para que a pessoa possa evitá-las. A britânica provavelmente sofreu graves traumas na infância, e desde os primeiros anos de vida apresentava comportamentos estranhos.

Na puberdade, ela começou as consultas com psiquiatras e, aos 20 anos, foi diagnosticada por engano como esquizofrênica. Apenas com mais de 30 anos, ela descobriu ter o Transtorno Dissociativo de Identidade.

Hoje, a personalidade Patricia tenta comandar a vida de todas as outras, chegando a deixar recados e enviar e-mails para as outras personalidades. Ela pinta quadros, escreveu um livro e tenta conciliar as diferentes pessoas que vivem dentro de si.

Fonte: Terra

AS INÚTEIS EXPLICAÇÕES SOBRE OS ACONTECIMENTOS NA VIDA

Viver não é difícil, difícil e compreender por que as coisas não acontecem do modo como desejamos. Não é muito inteligente pretender controlar os acontecimentos do cotidiano que nos cerca. Essa pretensão é que torna difícil viver.
Os fatos ocorrem aleatoriamente e geralmente na direção contrária ao nosso interesse ou desejo. Ou percebemos que há leis que presidem esses acontecimentos, ou sempre ficaremos frutrados por não coincidirem com o que esperamos.
A. Shopenhauer escreveu um livro muito interessante: Prolegômenos para a sabedoria na vida. Para ele a vida oscilava entre o prazer e a dor. Uma espécie de pêndulo, que muitos acreditam ser destino, ou coisa parecida. Sem pretender invocar os saberes pessimistas (ou realistas) de Shopenhauer, pois não precisamos exigir tanto para compreender que somos incapazes de controlar a vida, e muito menos a nossa, fica aqui algumas LEIS que se não explicam tudo, justificam muitas coisas. MURPHY já adiantara algumas explicações sobre o nosso fracasso em procurar explicações para os fenômenos mais simples. Algumas de suas Leis são impressionantemente verdadeiras, tão verdadeiras que não podemos conter o riso. Contudo um pouco mais de tentativas, para explicar o inexplicável não fará mal a ninguém...
m.americo


1- LEIS BÁSICAS DA CIÊNCIA MODERNA:

Se mexer, pertence à Biologia
Se feder, pertence à Química
Se não funciona, pertence à Física
Se ninguém entende, é Matemática
Se não faz sentido, é Economia ou Psicologia
Se mexer, feder, não funcionar, ninguém entender e não fizer sentido,
é informática

2- LEI DA PROCURA INDIRETA

O modo mais rápido de encontrar uma coisa é procurar outra.
Você sempre encontra aquilo que não está procurando.

3- LEIS DA TELEFONIA

Quando te ligam: se você tem caneta, não tem papel. Se tiver papel,
não tem caneta. Se tiver ambos, ninguém liga.
Quando você liga para números errados de telefone, eles nunca estão ocupados.
Parágrafo único: Todo corpo mergulhado numa banheira ou debaixo do
chuveiro faz tocar o telefone.

4- LEI DAS UNIDADES DE MEDIDA

Se estiver escrito 'Tamanho Único', é porque não serve em ninguém,
muito menos em você...

5- LEI DA GRAVIDADE

Se você consegue manter a cabeça enquanto à sua volta todos a estão
perdendo, provavelmente você não está entendendo a gravidade da
situação.

6- LEI DOS CURSOS, PROVAS E AFINS

80% da prova final serão baseados na única aula a que você não
compareceu e os outros 20% se basearão no único livro que você não
leu.

7- LEIS DA QUEDA LIVRE

Qualquer esforço para agarrar um objeto em queda provoca mais
destruição do que se o deixássemos cair naturalmente.
A probabilidade de o pão cair com o lado da manteiga virado para baixo
é proporcional ao valor do carpete.

8- LEI DAS FILAS E DOS ENGARRAFAMENTOS:


A fila do lado sempre anda mais rápido.
Parágrafo único: Não adianta mudar de fila. A outra é sempre mais rápida.



9- LEI DA RELATIVIDADE DOCUMENTADA

Nada é tão fácil quanto parece, nem tão difícil quanto à explicação do manual.

10- LEI DO ESPARADRAPO


Existem dois tipos de esparadrapo: o que não gruda e o que não sai.

11- LEI DA VIDA:

Uma pessoa saudável é aquela que não foi suficientemente examinada.

DITADOS IMPOPULARES

01- "É dando que se ... engravida".

02- "Quem ri por último... é retardado".

03- "Alegria de pobre... é impossível".

04- "Quem com ferro fere... não sabe como dói".

05- "Em casa de ferreiro... só tem ferro".

06- "Quem tem boca... fala. Quem tem grana é que vai a Roma!"

07- "Gato escaldado... morre, porra!"

08- "Quem espera... fica de saco cheio."

09- "Quando um não quer... o outro insiste."

10- "Os últimos serão ... os desclassificados."

11- "Há males que vêm para ... fuder com tudo mesmo!" (essa é ótima!!!)

12- "Se Maomé não vai à montanha... é porque ele se mandou pra praia."

13- "A esperança... e a sogra são as últimas que morrem."

14- "Quem dá aos pobres.... cria o filho sozinha." rsrsrsrsrsr....

15- "Depois da tempestade vem a ..... gripe."

16- "Devagar..... nunca se chega."

17- "Antes tarde do que ... mais tarde."

18- "Em terra de cego quem tem um olho é ... caolho."

19- "Quem cedo madruga... fica com sono o dia inteiro."

20- "Pau que nasce torto... urina no chão."

do blog do briguilho

terça-feira, 27 de setembro de 2011

EDUCAÇÃO É COMO MESA PARA A ESCADA

Alguma vez você já parou para pensar que valores motivam ações? Não estou falando da campanha do Betinho não: estou falando da vida rotineira de qualquer um de nós – homo erectus, homo tortus, homo agrárius, homo criminosus, homo lattes, homo lavamaisbrancus…

"olha o que você fez: mau designer, mau designer" "que cretino! Ô Bob, você nunca vai conseguir educar ele desse jeito. Você tem que pegar ele no ato!"

Vejamos um exemplo mais próximo de mim: o homo lattes. É uma tribo interessante de homo: pergunte o que ele faz e a resposta será “mestrado”, “doutorado”, “pós-doutorado” ou uma variação disso. No seu cérebro aquela pergunta se converte em algo como “Em qual degrau você está dA Escada?”. Quando a resposta vier do tipo “eu estudo os efeitos de x em…” ou “eu pesquiso as conexões entre y e…” com cenho franzido de quem tenta traduzir uma língua exótica, você pode ter certeza de que está em presença de um deslocado da comunidade dA Escada. O homo lattes é um homem de títulos.

O homo lattes olha com desdém os membros deslocados dA Escada. Alguns desses deslocados são dignos de pena: eles ficam por anos e aaaanos tentando subir os Degraus com uma manobra esquisita que só dificulta a subida – são um tipo demente de quem é melhor ficar longe. Mas alguns deslocados dA Escada alcançam os degraus mais altos muito rapidamente. Esses devem ser odiados, pois decerto vêm de uma família que está nA Escada por gerações, e com toda certeza, eles jogaram uma corda pra ele. Ou então esse deslocado vem de uma das poucas famílias com acesso a helicópteros: com certeza eles deram uma carona ao deslocado para o topo dA Escada.

O homo lattes não vê diferença entre títulos: são equivalentes gerais, como disse Marx sobre a moeda. Assim como uma mesa é uma mesa, igual a qualquer mesa por sua função, independente da arte que se use para fazê-la. Ele só vê função, e essa função é ao mesmo tempo seu valor de uso e seu valor de troca. De seu ponto de vista uma mesa cuja feitura usa tecnologias de materiais que demoraram séculos para serem desenvolvidas e conceitos de design que tem uma história bonita, ou uma mesa que é feita toda a partir de uma brilhante estratégia de engenharia desenvolvida por alguém brilhante que teve que esculpir demoradamente peça por peça é uma pura perda de tempo e recursos, pois não é diferente de uma mesa feita com uma tábua e 4 paus colados com pra quê prego: estando firme é funcional – é uma mesa como as outras.

Como dizia um outro motoqueiro (1), um indivíduo só pode compreender sua própria experiência (e avaliar as possibilidades de seu próprio destino) entendendo sua posição na história, em sua cultura e em sua classe. O espírito dA Escada não surgiu do nada: suspeito que surgiu da FAPESP, uma entidade de uma só vez terrível e magnífica, como o Deus de Abraão (2).

A ética lattes, é uma ética classe-média. Como qualquer outro homo classe média (mesmo os não lattes), o que ele quer na vida é continuar a ser classe média (diferente das várias tribos de homo miserabilis, que querem ser outra coisa). Educação é como a mesa – tem essa função: Por meio dela ele ganha as ferramentas para sua subsistência como membro da classe. Faz parte dessa ética a noção de self-made-man. Essas tribos de homo frequentemente não vêem que a sua posição financeira e familiar classe média constituem um chão pelo qual é possível chegar À Escada. Mas eles são capazes de enxergar – e com um ressentimento de classe já suspeitado por Nietzsche (3) – que os membros dA Escada oriundos da tribo homo abastadus abastadíssimus trazem consigo no mínimo um tênis ergonômico (daqueles feitos pra aumentar o seu impulso) quando chegam À Escada. Com que tecnologia eles construíram a sua mesa não importa: essas noções sucumbem frente ao ódio de classe.

Mas a minha preocupação é com o homo miserabilis. O espírito das discussões políticas de nossa época sai da tribo lattes, que é classe média. Há membros dessa tribo que ao invés de subirem A Escada, sobem A Folha (ou outra instituição dessa Árvore aos pés dA Escada: Veja, alguns dos pertencentes À Escada não deixam nunca de cuidar dela, Isto É, regá-la, colocar fertilizante e de jogar um pouco de sua luz nA Árvore, para alimentar aqueles homo que como lagartas crescem, e viram lindas borboletas, algumas vezes voando para o lindo Exterior).

E o homo miserabilis? O homo lattes realiza um supremo sacerdócio – sacrificado pra caramba – de tentar fazê-lo entender que ele é feio – feio mesmo, mas muitos miserabilis são cabeça-dura. Não se trata apenas de uma estética do visível (claro que muitos dos miserabilis não são zarcos, nem bem tratados, às vezes torcem pro Corinthians e faltam-lhes uns dentes (4) sua estética equivocada não é A Estética que aparece impressa nAs FolhaS).

Mas, para além disso, trata-se de uma questão mais profunda: muitos deles não são dotados da capacidade que lhes permite ler A Árvore, e isso é por culpa deles mesmos, da forma que se portam nA Vida. A Vida é dura, e pra eles subirem nA Vida eles precisam penar, como penaram os que subiram nA Escada, e a via destes sacros suplícios é a educação, ou seja, conseguir galgar pelo menos a escadinha que chega no chão que leva À Escada.

A Vida é dura. E os membros da classe que subiu A Escada entendem que tanto a escadinha como A Escada são suplícios que justificam que os que passaram por elas com sucesso são uma espécie de santos e devem ganhar salários no mínimo umas vinte vezes maiores que aqueles que nem a escadinha conseguiram galgar (5), como compensação justa por seus esforços nA Vida.

Mas o homo miserabilis, em especial o brasiliensis, apesar de muitas vezes concordar com o homo lattes, é um Macunaíma preguiçoso que tem que aprender uma lição dura: é nada mais nada menos que o justo que o homo classe- média brasiliensis pague ao miserabilis por semana menos do que a metade do que o homo classe-média gasta no supermercado comprando fandango e barrinha de cereal por semana, para que ele limpe o chão da habitação do homo classe-média brasiliensis (e lave sua privada).
Valores motivam ações e ele age assim todo dia.
O homo médiaclasse brasiliensis sabe da existência do homo trabalhatoris europeu e canadensis, por exemplo, e que é diferente do miserabilis: é uma coisa briguenta, dada a passeatas, coisa que ele não compreende nem gosta.
O homo classe-média brasiliensis é um pacifista de ocasião: ele sabe que na sua tradição de pensamento brasiliensis, que é herdeira tanto de Aristóteles quanto de Miranda de Azevedo (ver a partir de pag 89), o mundo é muito mais claro do que querem esses membros deslocados dA Escada, e que A Vida é pão pão, queijo queijo (apesar de que o queijo não é considerado essencial por ele, pelo menos não como ingrediente necessário na mesa do miserabilis).

Notas:

(1) Wright Mills, sociólogo deslocado. Em sua produção militante imaginava ser a Imaginação Sociológica a capacidade que traria ao homem forças e ferramentas para modificar suas condições de existência, um dos últimos e mais valiosos frutos do iluminismo, portanto, junto com os teóricos da escola de Frankfurt. Diz-se dele que era uma figura, andava de jaqueta de couro na sua Harley Davison, e foi impedido pelas estruturas da universidade de ter seguidores (orientandos). Seus livros, no entanto, (assim como sua audácia), foram um grande sucesso de público e inspiraram várias gerações de sociólogos. “Outro” motoqueiro, por que como motoqueira e socióloga, quando penso nele me sinto em boníssima companhia. Um dos meus amigos imaginários mais queridos.

(2) O Deus de Abraão pediu-lhe que oferecesse seu único filho em holocausto como prova de amor (ao Deus, não ao filho). Mais sobre os desenvolvimentos disso, sugiro “Temor e Tremor” de Kierkegaard, que é leitura apaixonante. Nada me tira da cabeça que, impedido pelo anjo de sacrificar seu filho, Abraão não deixa de ser um assassino.

(3) Pela idéia da transvaloração dos valores, Nietzsche procura desvendar o alicerce do interesse material e de classe, poderia-se dizer, que está na base dos valores passados às verdades da filosofia. É o primeiro filósofo anti-filósofo a inaugurar em sua própria disciplina estudos críticos sobre a mesma. Segundo ele, a transformação de conceitos políticos da prominência (e, portanto, podemos ler, de dominação) num conceito psicológico é regra. É assim que ele analisa o surgimento, desde sua etmologia, dos conceitos de bem e mal. Assim como ocorre com sua análise da moral de raiz judaica – que contém elementos de uma vingança simbólica de um povo vencido – creio que é possível olhar da mesma forma para a noção da classe média acerca de educação como um bem (tanto como justificadora de seu status, e como remédio para a pobreza brasileira, que parece querer dizer que quando todos os pobres tiverem estudado deixarão de ser o que são para se tornarem como eles – classe média – não levando em conta e mesmo sendo contrários às políticas distributivas que visam atingir o que poderíamos chamar de estruturas sociais da pobreza). A noção de educação que vem da classe média é vingativa tanto contra as classes mais baixas quanto contra as classes mais altas, onde é possível perceber o seu ressentimento contra aqueles mais poderosos que triunfam justo em seu bosque, que é a academia.

(4) Circulava nos anos 90 um questionário que um povo achava muito muito engraçado pra ver se você é mesmo corintiano. Uma das questões era se lhe faltavam dentes. Fui vítima do mesmo questionário, aplicado por alguém de quem deixei de ser amiga na mesma data, para saber se eu era mesmo petista. A mesma pergunta constava, Mas não consigo recordar, tanta a emoção, se me perguntava também se algum dedo me faltava.

(5) A educação pela dureza, na análise de Adorno em “Educação após Auschwitz”, aponta para a tendência de os duros consigo mesmos se acharem no direito de serem duros contra os outros e de se vingar dos outros pelos sacrifícios pelo qual passou. A análise de Adorno acerca do totalitarismo também não caberia ao caso brasileiro? Para muitos membros da classe média educação é vista como sacrifício necessário (e raramente como gozo), capaz de justificar a diferença entre aqueles que foram capazes de se submeter a ela (e duros consigo mesmos, perseveraram) dos macunaímas que “fugiram” a ela (não o bastante duros consigo mesmos, são seres humanos menos merecedores dos louros).


Postado por Flavia em Ideologia no dia 18 de April de 2009

A GRIPE SUÍNA, O PÂNICO E O TERROR COMO INSTRUMENTOS DE CRESCIMENTO DE UM NOVO LEVIATÃ DA SAÚDE

Por que eu não escrevo sobre a gripe suína:

Muita gente (a classe médica em especial) fica falando por ai que a internet não é fonte confiável, e que os pacientes não tem o nível necessário para separar o joio do trigo. Sugiro a leitura desta página em que a classe médica dá asas ao seu imenso preconceito contra pacientes que tentam ser mais informados do que eles e uma olhada neste texto para contrabalancear.

Puro preconceito e charlatanice:

1. quantas vezes você foi ao médico e ele puxou aquela tabelinha colorida (isso é fornecido pela indústria farmacêutica) pra te receitar algo?
Comigo foram muitas. Após não olharem o meu fichário onde eu trazia o histórico dos receituários de outros médicos todo organizado cronologicamente, não ouvirem o que eu dizia, receitavam aquilo mesmo que não tinha funcionado, por que a única coisa que esses, com o perdão da palavra, filhos-da-puta levam em consideração é que O PACIENTE está mentindo (ou seja, que ele não usou o medicamento).

Com base nessa única hipótese (muito científica, não? até Francis Bacon dizia que não se pode resolver um problema com uma única hipótese, o que diria Popper disso…) e a tabelinha eles me mandavam passar o medicamento que eu dizia que não ia mais passar, pois sabia que o uso prolongado iria me causar glaucoma (ah, sim, isso estava na BULA do medicamento, não era preciso ir à internet para ter acesso à essa informação, e com base num risco registrado, medido, e calculado de que o uso prolongado do medicamento traria e o desconhecimento evidente do mal verdadeiro por conta do médico, eu preferia, muito defensavelmente, o risco calculado).

O que eu quero dizer com isso? Que o médico médio que te atende é sim um Zé Mané, um Bronco (há, sim, excessões honrosas), que não entende de porra nenhuma e baseia seu diagnostico em uma tabelinha cuja intenção nunca foi sarar doenças (a tabelinha visa vender medicamentos e transforma o médico mané no seu vendedor). O medico médio não passa de um vendedor, com diploma, tanto de medicamentos, quanto de seguros médicos – mais sobre isto a seguir.

Portanto, eu retorno à questão: o problema é o paciente que tenta se informar, ou o médico que é mané, e cuja autoridade está baseada num diploma que ele pendura na parede, e ele acha que isso basta, tanto que usa a tabelinha na maior? (na verdade ele, se fosse cientista ao invés de vendedor, deveria usar de métodos de investigação – mais sobre este fenômeno aqui).
Por isso que as pessoas tentam se informar como podem – pois sentem exatamente isso na sua relação com o medico médio: que não estão sendo tratados por alguém que leva o seu problema a sério, e têm toda a razão em achar isso.

2. Então vamos ao problema das fontes: onde conseguimos nossa informação. Existe, de modo geral, umas quatro fontes “primarias” para o cidadão em geral:
1. a publicação cientifica,
2. a Wikipédia,
3. a bula,
4. o jornal.
Vamos examinar isto mais de perto.

A publicação cientifica normalmente vem de pesquisas que receberam um monte de dinheiro público, mas seus resultados não são acessíveis, a não ser que você pague em dólar, com seu cartão de credito internacional. Está começando a achar que há um grande absurdo na coisa? Então se segure, pois maiores absurdos ainda estão por vir.

As mesmas questões que podem ser levantadas na questão do diploma para jornalista se encontram aqui. Obviamente que para medicar é necessário uma formação especializada, mas a insistência da classe médica em tratar todo e qualquer paciente como um BURRO tem antes razões de corporativismo que razões de capacidade de leitura. Em outras palavras, apenas os sacerdotes podem ler as escrituras sagradas, e isso a classe médica quer manter assim. O fato de que as fontes mais apropriadas de leitura não sejam lidas pelo publico em geral nada tem a ver com a capacidade que esse público tenha de lê-las, mas com uma reserva de mercado profissional e com restrições a esta leitura (pois estes documentos se encontram fechados, inacessíveis ao publico).

Além disso, o fato (ou a tendência) de que os médicos sejam o único público autorizado a ler estas escrituras sagradas não garante (pesquisa citada acima) que eles as leiam. Como eu disse, o médico médio é (mil desculpas pela linguagem chula) um Zé Mané, um pobre coitado comparável ao professor primário que está no sistema de escolas públicas e não tem melhor formação por que não tem nem tempo nem dinheiro e nem uma melhor formação revertera em melhores salários.

A partir da década de 80, a entrada das companhias de seguro no ramo médico no Brasil (as assistências médicas privadas) realizou o seguinte: primeiramente, o pagamento dos seguros-saúde (Golden Cross, Blue Life, etc) era tão melhor que o pagamento particular e do governo (que já estava sob um processo de sucateamento muito mais antigo) que todos os médicos (e também os pacientes) correram para fazer parte das carteiras (de investimento) dessas empresas.

Quando, por volta do fim dos anos 80, início dos 90, não havia mais médico nem paciente fora das assistências particulares, essas empresas tiveram na mão tanto o oligopólio (o grupo de empresas era o único vendedor do serviço médico para o público de pacientes) quanto o oligopsônio dos serviços de saúde (as mesmas empresas eram os únicos compradores do serviço dos médicos). Quando isso ocorreu, essas empresas puderam fazer o que empresas nesta condições fazem: super-explorar as duas pontas – médicos e pacientes.

Para os médicos de hoje, isso significa trabalhar sem parar, correndo da clínica para o hospital e cronometrando seu tempo de consulta (isso te lembra professor de rede pública?). Esses pobres coitados nem lêem a bibliografia especializada, nem realizam bem seu trabalho cronometrado, e são esses Zé Manés, coitados, que são entrevistados pela segunda fonte de informação disponível ao público em geral: os jornais.

Fica claro que a questão da proteção destes profissionais tem a ver com as condições necessárias para a boa realização de suas tarefas mais do que com a proteção de diplomas (o mesmo vale para o jornalismo, como bem sabemos).

Estes médicos, jogados nessa condição, neste contexto, são sim, uns pobres coitados que dependem das tabelinhas fornecidas pela indústria farmacêuticas e não tem a mínima autoridade em assuntos de saúde pública e pandemias como é o caso da gripe suína. São eles (suspeito) os entrevistados pelos jornalistas, que recortam suas falas de uma maneira que tem a ver mais com o jornal como mercadoria que com o interesse publico.

Então entramos no problema dos jornais. Não é preciso muito para explicar que eles entrevistam o medico médio (este ser humilhado pelas grandes empresas que age para com o conjunto de pacientes como a Alemanha humilhada após a primeira guerra agiu para com o grupo de cidadãos em seu território identificado-os como um outro indesejado – judeus, negros, deficientes, homossexuais, comunistas, idosos, and the like – neste caso identificando o paciente que tenta se informar como uma ameaça ao seu pouco tempo, como um ignorante imbecil que não usa os medicamentos que ele receita e como algo que deveria ser desinfectado do sistema, pois ele lhe toma muito do seu tempo cronometrado).

Então vejamos um pouco do que um site especializado em disponibilizar informações de graça para profissionais das áreas médicas tem a dizer sobre a gripe suína.

•Grupos de risco: crianças, mulheres grávidas e amamentando, idosos e adolescentes.

•A gripe comum mata 92 crianças por ano nos EU.

•Crianças: este é o grupo de risco mais afetado

tudo isso aqui (você vai precisar se inscrever no site para ter acesso, que é gratuito)

Comentário: A gripe suína parece ter uma taxa de mortalidade muito menor que a gripe comum, analisando-se a faixa infantil, que é a mais afetada pelas gripes em geral.

Antes de continuar, eu gostaria primeiramente de esclarecer o significado do palavrão “pandemia”, que vem gerando todo tipo de pânico, através do sensacionalismo midiático.

Pandemia

Chama-se pandemia um fenômeno que contenha estas 3 características juntas: 1. uma doença que ataca seres humanos e 2. nova e 3. que se espalha com facilidade e se mantém sustentável (o que quer dizer que ela não some sozinha).

Vamos analisar estes parâmetros: pandemia não quer dizer que um monstro, sinal do apocalipse, chegou para exterminar a raça humana da face da terra em mais ou menos dois minutos contando de agora.

É uma doença que se espalha rapidamente. Isso quer dizer que se uma criança morreu de complicações com gripe suína, esse vírus está espalhada por uma população (para ser classificado como pandemia tem que ser uma doença que se espalha facilmente, digo doença e não vírus, pois a obesidade pode caber em pandemia e se espalha de forma diversa, não por contaminação, como os vírus).

Como poucos casos (em termos populacionais), tanto aqui, como no México, nos EU, no Canadá, etc, foram diagnosticados, podemos entender que uma pequena minoria daqueles que se contaminam com o vírus realmente desenvolve sintomas fortes o bastante para procurarem os médicos que registram estes dados junto aos órgãos de saúde mundialmente interconectados (que é a forma como são gerados os dados das organizações mundiais).

As complicações em geral vêm de um sistema imunológico que não está no seu grau ótimo – decorrente de idade, nutrição, etc – e, em geral, do desenvolvimento de bactérias oportunistas – bactérias presentes em todos os lugares e que normalmente não levam à morte. Assim como o HIV não leva sozinho à morte, o H1N1 tão pouco.

Para concluir, inventemos o vírus-qualquer-hipotético, que tem o efeito de fazer com que as pessoas sorriam mais, e digamos que ele se espalha facilmente. Se ele se espalhar pela população humana mundial ele pode ser classificado como pandemia. O que é muito diferente de dizer que o vírus tem virulência alta.

Virulência

Diz-se que um patógeno (causador de doença) é virulento, pelo grau de facilidade com que o patogeno causa doença (sintomas ruins no seu corpo). Segundo o grau de severidade destes sintomas – podendo, ou não, levar à morte – tem-se o grau de virulência do patógeno. Ou seja, você pode ser infectado por um patógeno (seja ele vírus, bactéria, príon – como a vaca-louca – um fungo ou mesmo um organismo multicelular como a solitária caberia na definição) e jamais ter sintomas (febre, dores, irritações, etc, e morte em decorrência disto).

Então o problema não é somente se o H1N1 (gripe suína) é pandêmico, mas se é pandêmico e de alto grau de virulência. (ao contrário, uma doença pode ter um alto grau de virulência e não se espalhar pela população, constituindo, assim, um problema médico, mas não um problema de saúde pública).

Concluindo esta primeira parte: a palavra pandemia precisaria vir acompanhada de alta virulência para justificar qualquer pânico. E creio que as pessoas estão confundindo estas duas coisas, e os jornais não ajudam, os médicos e também os pesquisadores tão pouco. Mais sobre isto a seguir.

Desde que este mundo existe, as grandes organizações se tornam grandes sob um pretexto de utilidade falacioso (não digo falso, apenas falacioso). Qual seja: O pretexto do terror. Um exemplo: Que a corrida espacial é útil para o conhecimento em geral e para o desenvolvimento de tecnologias em específico nunca foi um argumento falso. Que se adicione a isso o argumento do terror – a saber, que os vermelhos vão chegar lá antes e que isto constitui uma ameaça à segurança pública é não só o tipo de argumento que realmente angaria recursos para que a NASA cresça, mas também parcialmente verdadeiro, parcialmente falso, portanto, falacioso.

Os sistemas interligados de saúde mundial que se desenvolveram a partir do argumento de que as pandemias tem que ser diagnosticadas contém esta perversão. Que as pandemias tem que ser conhecidas é argumento razoável do ponto de vista do conhecimento das doenças e de como elas se desenvolvem no tempo na população. Para isso é necessário que se desenvolva um sistema mundial interligado que seja capaz de receber dados do médico médio (como sintomas de gripe um pouco diferentes, fora do período – season – normal da gripe comum, por exemplo, que poderiam apontar para uma nova mutação do vírus comum e ajudar nas pesquisas sobre como a mutação do vírus ocorre – o que ainda é desconhecido. A este conhecimento só é possível se chegar com dados massivos na população e no tempo, que apontem para as causas reais das mutações).

Mas não é este o tipo de argumento que angaria recursos (os recursos massivos necessários para que se estabeleça uma vigilância tolerância-zero em toda a população mundial, interligando cada profissionaleco de cada rincão do planeta ao sistema integrado, capaz de, assim, gerar os dados necessários para se conhecer sobre mutações e porque e como elas ocorrem e dar o prêmio nóbel a algum gênio de plantão). Então, o argumento que se segue é que apesar do vírus ser de baixa virulência ele poderia mutar, gerando um problema sério de saúde pública, que tem que ser prevenido, se não o apocalipse estará no horizonte.

Agora, voltemos ao problema dos jornais e como eles usam o terror que é ferramenta (para angariar recursos mundiais) desta área medico-científica de ponta de forma a angariar recursos (vender jornais) amplificando as partes mais aterrorizantes do terror. Os jornais usam o instrumento de terror científico em proveito próprio e, ao mesmo tempo, são um instrumento usado pela área de ponta científica para amplificar a grita da ameaça de que se eles não recebem recursos, o apocalipse está por vir. Não acredito que se aplique bem aqui o dito popular que ladrão que rouba ladrão tem 100 anos de perdão. Eles são mais uma máfia ou um tipo de matilha.

Quando o sensacionalismo jornalístico começou – sobre a gripe suína, especificamente, pois vimos isso antes com o ebola, a vaca-louca, o antrax (que piada) e gripe aviária, para lembrar alguns casos de sucesso de vendas de jornais e revistas – em que pé estava o sistema integrado de pesquisas de pandemia? Foi por volta de março deste ano.


“A multidisciplinary expert panel on the Human Swine Flu (H1N1) and Novel Influenza Pandemics — held at the New York Academy of Sciences, New York, NY, on May 28, 2009 — drew attention to worldwide, national, and local surveillance and preparedness efforts under way for a possible pandemic.” ver inteiro aqui

Ou seja, o pretendente-a-novo-leviatã-científico (o sistema integrado de controle de pandemias que pretende angariar recursos para crescer mundialmente) estava no seguinte pé: ameaçando nossa insanidade com a ficção-científica de que o novo vírus que pelo que eu sei (por outras leituras) nem havia sido identificado com toda a certeza como um novo vírus (naquela época ainda precisava muita coisa para que se certificasse que se tratava de vírus diferente de uma mutação da gripe comum e diferente da gripe aviária e diferente da pneumonia), pudesse estar nos ameaçando com a possibilidade aventada de que ele pudesse se tornar pandêmico. Ou seja, nem o vírus era fato, nem muito menos a pandemia, e muito menos a mutação apenas ficcional (não que seja cientificamente inválida em termos de hipótese), mas meramente ficcional de que este suposto vírus poderia não só se tornar pandêmico como também ter uma mutação e se tornar altamente virulento!

Veja bem, não estou dizendo que nada disso possa acontecer: pode acontecer, assim como pode-se inventar o teletransporte em alguns anos – e parcialmente ciência e muita especulação, que pode ou não se tornar fato, mas que tem baixa probabilidade de se tornar fato, pelo menos por enquanto. Só isso. Note-se o uso, no artigo, das palavras possible e could.

E porque eu acho tudo isto muito grave? O que eu acho realmente grave não é o fenômeno biológico, mas o fenômeno social. Fora o pânico causado na população (não vou nem citar fontes, uma pesquisa na internet revela o número de blogs que demandam que o presidente feche os aeroportos para nos proteger do apocalipse), mas fora isso, há a questão de que o terror determine para onde vão os recursos públicos da área de saúde e pesquisa e de forma irracional.

Quando as mega-agências de pesquisa se baseiam no terror para demandar recursos públicos, elas conseguem dar a volta por cima de toda uma metodologia (que, aliás, nunca foi empregada na saúde pública de forma honesta) que fosse capaz de evidenciar quais as formas de aplicação de dinheiro público trariam um bem maior para a população, ou, dito de outra forma, em que ações o dinheiro pode ser aplicado para gerar saúde mais eficientemente na população. É possível que, se tal estudo fosse feito, ficaria evidente que – hipoteticamente falando – a aplicação dos recursos mais concentrada em saúde básica e alimentação fossem capazes de evitar tanto os casos letais de gripe comum, quanto da gripe suína, além de sanar muitas outras doenças, mesmo sem a destruição do vírus (aliás, a destruição de um vírus em escala mundial é uma impossibilidade ecológica por definição).

O terror determina para onde vão os recursos no centro do sistema científico e a periferia (nóis) só seguimos a onda, devido aos parâmetros FAPESP e de outros órgãos reguladores que determinam por meio da publicação em revistas internacionais o que é ciência (e portanto, o que deve receber recursos) e o que não é, ou é improdutivo (posto que não publica nas publicações internacionais de ponta que não estão interessadas em doenças terceiro-mundistas).

Postado por Flávia

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

NOSSOS TRÊS CÉREBROS

“A mente pode sonhar que não está mais sonhando e você não saberá que esse é mais um sonho. Só saberá que estava sonhando quando acordar.”
Osho


Um casal de namorados estava viajando com outros em um ônibus, através de uma pitoresca região montanhosa. Quando observam um hotel num local adorável, os dois decidem parar o ônibus e descer. Na estrada, alguns minutos depois, uma rocha enorme despenca e destroi o ônibus, matando instantaneamente todos que estavam nele. Ao ver isso, o casal exclamou “Quisera nós ainda estarmos nesse ônibus!”

Porque eles desejaram isso?

O processo do Conhecer

O Homo Sapiens possui três cérebros, que evoluíram mais ou menos independentemente: cada desenvolvimento biológico foi também um maior avanço tecnológico.
O primeiro cérebro, o cérebro reptiliano, é o local da inteligência comportamental.
O segundo, o cérebro mamífero, é o local da inteligência emocional.
O terceiro, o neocórtex, é o cérebro racional.

Eles operam dois sistemas neurofisiológicos em contraponto: um sistema de autopreservação e um sistema de preservação da espécie. Porque a rede de comunicações entre estes três cérebros é altamente sofisticada, nós experimentamos a nós mesmos como uma única identidade.

O filósofo e físico americano Thomas Kuhn propôs que um paradigma interno interpreta toda a informação que chega ao cérebro através dos sentidos, enquadrando a nossa percepção, pensamento e comportamento.
Joseph LeDoux, um neurocientista do Center for Neural Science (Centro para Ciência Neural) da Universidade de Nova York mostrou como a arquitetura do cérebro dá ao cérebro emocional, ou cérebro mamífero, o poder de assaltar o nosso cérebro racional, ou neocórtex, através da amígdala. Consequentemente, nós não podemos pensar um pensamento ou considerar uma nova informação no neocórtex se esta é estranha à programação do cérebro mamífero, que é determinado pelo nosso paradigma interno.

Em minha análise, um paradigma interno consiste de três mitos arquetípicos:

1. O Mito da Criação – enquadramento da realidade, que aborda a questão, Onde Estou?

2. O Mito da Origem – enquadramento do pertencer, que aborda a questão, O que Sou Eu?

3. Os Mitos do herói – de identidade e individualidade, que aborda a questão, Quem Sou Eu?

Nós vemos o mundo através desses mitos. Coletivamente, eles formam o núcleo de uma identidade cultural.

Onde? O que? Quem? As nossas respostas a essas três questões arquetípicas criam caminhos neurais únicos no cérebro que enquadram as construções da realidade através das quais nós interpretamos informações.
Nós selecionamos do mundo constantemente as informações que melhor se encaixam nas nossas respostas e apagamos as informações estranhas aos nossos mitos, não importando quão válida seja a informação. Como resultado, o que pode ser perfeitamente óbvio para uma pessoa será totalmente imperceptível para alguém com um conjunto diferente de mitos.
Com efeito, esses mitos programam o cérebro, moldando caminhos neurais únicos que agem como filtros nas experiências.
Os cérebros humanos são fisiologicamente incapazes de processar informações estranhas aos mitos que os programaram.

Isto possui implicações para o desenvolvimento científico. A menos que haja garantias para combater este fenômeno, os dados que são válidos dentro de um novo conjunto de mitos, mas que são anomalias em pelo menos um dos mitos atuais, serão descartados. Daí, a observação lacônica de Max Planck, “A ciência avança funeral por funeral.“

Os seguintes pontos sobre esses três mitos também devem ser observados:

•Eles não estão abertos à avaliação racional, porque estão fora do alcance do nosso intelecto.

•Eles atuam no cérebro mamífero como um programa de computador sequestrando qualquer informação que não se encaixe. De fato, para o nosso neocórtex, informações estranhas não existem.

•Tal sequestro pode tomar a forma de negros sob o apartheid, os direitos de LGBT para a direita religiosa, ou medicina alternativa para pesquisadores biomédicos fundamentalistas.

•Eles formam o fundamento subjetivo de qualquer sistema de conhecimento, incluindo a Ciência Ocidental.

Eu chamo esses três mitos de imperativo noético. Por que “noético”? Porque o que estou falando envolve todos os nossos três cérebros, assim como o nosso acesso ao que Teilhard de Chardin descreveu como noosfera – a esfera de cognição acima e além da geosfera e da biosfera.
A palavra “noético” (noetic) deriva do grego noos ou nous, que significa conhecimento interior ou consciência.


E porque “imperativo”? Primeiramente porque estes três mitos enquadram o nosso comportamento, eles são a fonte suprema de toda ação.
Em segundo lugar porque o resultado de sua influência faz paralelo ao “imperativo territorial” que Robert Ardrey mostrou governar o mundo animal.

O estudo do comportamento animal mostrou que através do contraponto das necessidades de estimulação (acessadas através de desafio), segurança (conseguida através do pertencer a um grupo) e identidade (alcançada através da posição naquele grupo), o imperativo territorial integra o bem de um e o bem de todos para manifestar uma moralidade natural.

No nível humano, essa integração é alcançada através de um equilíbrio dinâmico entre as necessidades de verdade, justiça, e amor.
A moralidade real em que vivemos é o produto do enquadramento dado a essas três necessidades pelos três mitos em que acreditamos.

Artigo de Mr. Ranjan
tradução de Karina

HOMO-IGNORANTIS: O HOMEM E AS FERRAMENTAS


Era uma vez um homem-macaco que inventou uma parada para cortar madeira, daí ele descobriu que também podia cortar e mutilar os outros macacos para obter liderança;

Homo Ignorantis usa o meio para justificar sua ignorância.

O tempo passou, o tal do homem perdeu os pêlos (alguns começaram a raspá-los, depois evoluíram para a depilação), ficou mais sinuoso, começou a morar um lugares altos e metálicos, se tornou pseudo-inteligente, começou a achar que é a unica raça do universo, se deu o status de "evoluído" e...

Inventou o avião que nos leva de um ponto ao outro do mundo e também bombardeia milhões de pessoas de uma só vez;

Desenvolveu a medicina para a cura e por trás dela uma indústria que ganha com a doença;

Criou o carro, mas dependendo de quem senta ao volante o transforma numa arma potencial;


Inventou a televisão que pode esclarecer e informar, mas a usa para lobotomia e programações de medo e culpa;

Inventou a multa de trânsito para disciplinar e evitar acidentes e a transformou numa forma de acharcar o povo;

Cria músicas que nos levam à dimensões transce
ndentes e também "thuthucaaaaaaaaaa vem aqui pro seu tigrão";

Pode usar o sexo como forma de encontro ao divino, mas muitos ainda o usam como meio de escravizar o desejo do outro;


Criou a internet que pode tanto espalhar mensagens de paz, como fomentar comunidades terroristas entre milhões de outras usabilidades positivo-negativas.

Enfim!

Segurança, conforto, liberdade ou uma arma? Depende de quem o conduz.

Um garfo, o computador, uma caneta, uma planta, a mesa, o fósforo, a vela ou uma cadeira! Não importa a ferramenta usada, mas sim quem, como e para quê ela é utilizada.

As ferramentas e invenções sempre estão de acordo com nosso nível de evolução-consciência e nunca o contrário. Quando acontece de termos uma invenção ou informação além daquilo que podemos entender, simplesmente não as absorvemos ou as distorcemos (o que é mais comum).

Eu vejo pessoas falando mal da internet e da evolução das coisas, mas a evolução das “coisas” está diretamente atrelada à evolução humana.

E eu vejo humanos falando mal de humanos o tempo todo, como se eles fossem chimpanzés engomados de calça e gravata ou de vestido e salto alto. Eles também fazem uso dessas mesmas ferramentas, mas se isentam da responsabilidade de uso sobre elas, talvez porque se achem chimpazés-alpha e isso os deixe fora do mundano! Coisa de Homo-Ignorantis.

Esse é um mundo polarizado (bom/ruim, certo/errado), onde sempre podemos escolher como usar o universo à nossa volta.

O problema e a solução do lixo, da sustentabilidade, do dinheiro ou do amor, além de todas as coisas e fatos que nos cercam, estão na nossa forma de conduzir esse universo à nossa volta.

O martelo não pode escolher se bate um prego ou estoura um cérebro, o teclado e o mouse não auto clicam-digitam em sites de fofoca ou imagens maravilhosas, a não ser que "alguém" os tenha programado anteriormente para isso, a nota de R$100,00 não escolhe se compra um bilhete de show ou uma fileira de cocaína.

O problema e a solução estão sempre entre a cadeira e o teclado.

É isso... Pense aí como você anda usando as ferramentas que te servem.

Monik Ornellas, 26/09/2011

ANTI-HISTAMÍNICOS CHINESES FEITOS COM PÓ DE BEBÊ ABORTADO


O monstruoso remédio chinês exibido pela TV

Documentário da cadeia de TV SBS, da Coréia do Sul, desvendou o esquema de empresas farmacêuticas chinesas para vender pílulas feitas com cinzas de bebês abortados como sendo anti-histamínicos.

A equipe da TV, segundo informa o jornal “International Business Times”, de San Francisco, mostrou que a verdade por trás da “pílula de bebê morto” é horrorosa e perturbadora.

Os hospitais e as clínicas abortistas estatais chinesas participam diretamente do macabro negócio, informando as empresas da morte de um bebê em decorrência de parto ou de aborto.

As empresas então compram os corpos das crianças e os guardam no freezer de alguma família para não causar suspeita.

O passo seguinte consiste num processo realizado secretamente. Nele os corpos são colocados num secador hospitalar de microondas até serem reduzidos a um pó básico, o qual a seguir é colocado em cápsulas para serem vendidas como anti-histamínico, explicou a equipe da SBS.


A mesma equipe comprou cápsulas de bebê morto e mandou fazer testes de DNA em seu conteúdo. Os resultados dos testes revelaram que o material encapsulado era humano numa proporção de 99,7%.

Os testes também encontraram restos de cabelo e unhas, e até o sexo do bebê pôde ser identificado.

Luis Dufaur
26/09/2011