domingo, 18 de setembro de 2011

A IRMANDADE SECRETA DE PEDÓFILOS

A INCRÍVEL HISTÓRIA DOS VELHINHOS PEDÓFILOS DE ÁGUA BRANCA (AL). A CIDADE ESTÁ BRANCA DE VERGONHA. A polícia prendeu doze acusados de estuprarem três meninas por mais de um ano. Um deles tem 90 anos de idade!

OS ACUSADOS DE ESTUPRAREM MENININHAS.
(Fotos divulgação)

Água Branca pegou fogo ontem quando a polícia começou a cumprir o mandado de prisão expedido pelo juiz Kleber Rocha contra oito cidadãos acusados de estarem estuprando três meninas há, pelo menos, um ano.

O juiz acatou o pedido de prisão feito pelo promotor José Antônio Malta, que aguardava informações de investigações policiais. De que água os velhotes beberam?

Água Branca é uma cidade antiga, nos confins do sertão alagoano, quase na divisa com Bahia e Pernambuco, na região de Paulo Afonso. Gente trabalhadora, a maioria na zona rural, trabalho duro, sofrido. A lavoura não é vida fácil. Cuidar do gado também não.

No entanto, sempre existem boatos, fofocas, rumores. Em Água Branca não podiam faltar. Há algum tempo teve gente que observou que havia algo estranho acontecendo. Mas é difícil descobrir. Certas coisa se desconfia mas não se comprova. Cidade pequena é um perigo. Todo mundo se conhece.

Rumores, boatos, fofocas.


Este anda com más intenções com a mulher daquele. Aquela sem-vergonha pula-cerca. O filho do vizinho, com aqueles modos afetados, sei não. E que diabos fazem aquelas meninas quem andam tanto perto da sorveteria e se enfiando em banheiro público de modo sorrateiro?

Quem já morou no interior, na zona rural, em pequenas vilas sabe como é fácil imaginar coisas e como é fácil essas coisas serem mesmo verdade. Assim foi que pessoas começaram a desconfiar de algo e acabaram as dúvidas chegando às autoridades.

Bem, o resto sabemos. A polícia prendeu doze marmanjos, oito deles idosos, cinco deles acima de 70 anos! Um com 90 anos! Valha-me Deus!


Por que eles não fizeram dois times de futebol de salão e gastaram as energias numa quadra? Porque não montaram um time de futebol e não foram procurar diversão contra outros times? Não, foram montando um grupo de pervertidos. É disso que se trata.

Primeiro poucos, receosos, ressabiados. Depois mais alguns. Depois mais outros, e o grupo vai crescendo, como uma irmandade secreta. A irmandade secreta da danação de crianças indefesas. Velhos safados. Uns ajudando os outros e todos ferrando as menininhas.

Em tantas cidades pequenas, ou não, o que fazem aposentados? Jogam em praças públicas, à sombra de grandes árvores. Dominó, tranca, porrinha, damas, qualquer coisa que ajude a passar o tempo lento das calorentas cidades como Água Branca.

Ficam em uma mesa de bar tomando uns tragos e contando “causos”, histórias de caças, de pescaria, aventuras romanceadas da juventude. Uns amendoins, umas iscas de carne seca. Mas pegar criancinhas!...


Mas o tempo não passa e os velhotes começam a falar asneiras e besteiras. Passam meninas para cá e para lá, brincando, em plena infância, e os tais marmanjos começam a ver a meninas, de seis, sete, oito anos de idade, como caça.

O que fazer? Como levá-las a um canto escuro qualquer? Um doce, uns trocados, um sorvete de vez em quando. É fácil. A pobreza larga as crianças nas ruas. As prefeituras não têm recursos. As crianças acreditam em velhinhos que mais parecem papais-noéis.

É aí que mora o perigo. Canalhas.

Um ano abusando das crianças, conforme os dados da polícia. No banheiro púbico, na sorveteria. Segundo se informou, uma das meninas chegou a contrair gonorréia. Imaginem uma criança com doença venérea. Nem sabe de quê se trata.

Enquanto isso, em Brasília, as autoridades do MEC às volta com vídeos para ensinar meninos e meninas em idade escolar a se beijarem. Meninas beijando e namorando meninas, meninos beijando e namorando meninos. Os tais vídeos para que as crianças aprendam sobre sexo e homossexualidade. É isso que está faltando para as crianças do Brasil.

É nesse Brasil de velhotes tarados “comedores” de crianças que o MEC quer ensinar sobre lesbianismo para crianças. E distribuição de camisinhas em máquinas, nas escolas, como se fosse chiclete. Esse é o Brasil moderno e progressista. Nem sei quem é mais tarado.

Pois é, e Água Branca, nos confins do sertão de Alagoas poderia ter entrado para o noticiário por outras coisas mais nobres, mas foi por essas infelizes crianças e seus estupradores.


A PRISÃO (PCA)

Ainda bem que foram levados para Maceió, porque poderiam ter encontrado problemas ficando na cidade. Já havia gente falando em espremer seus testículos com pedras quentes até os “bagos saltarem” e ficar só a pele. Conforme li em comentários de blogs do Nordeste.

Claro, as pessoas ficam indignadas com essas coisa, com essa falta de vergonha na cara de um senhor de 90 anos de idade. Não tem netos e bisnetos? O que faria um matusalém desses se fosse a sua bisneta a estuprada pelos seus amigos de sacanagens?

Perdoem-me o vocabulário, mas essa história me enojou bastante. Espero que a Justiça, agora não lhes conceda liberdade tão cedo, que fiquem em prisão preventiva. Se voltarem para Água Branca a situação poderá ficar complicada.

Foram presos:

Alvino Sandes Lima, de 90 anos;
Francisco Xavier Neto (conhecido como Chico de Izadias), de 73 anos;
José Euclides de Souza, o Pernambuco, de 82 anos;
Jovileu Ferreira Batista, o Leu, 65 anos;
Marevaldo Manoel da Silva, o Mareval, 50 anos;
Manoel Messias Vieira da Silva, o Mané Macedo, 70 anos;
Luiz Francisco dos Santos, o Luquinha, 50 anos;
José Cardeal, o Zé do Piolho, 76 anos;
Cícero Luiz da Silva, 31 anos;
José Cláudio Lima da Silva, o Cacau, idade não divulgada;
Severino João dos Santos, o Major, idade não divulgada;
Manoel Francisco dos Santos, conhecido como Lila, 61 anos.


Com Cícero Luiz da Silva, os policiais civis apreenderam um revólver calibre 38.

Informações coletadas na Imprensa.

"VIDA LOKA"



A "VIDA LOKA” E CURTA DE KELLY CYCLONE.


No Brasil parece não haver mais diferença entre o certo e o errado. A cultura bandida da transgressão, do crime, do tráfico ocupa parte do imaginário dos jovens
A cultura bandida da transgressão, do crime, do tráfico ocupa parte do imaginário dos jovens. A mídia dá imensos espaços às “vítimas do sistema”. Certa música mais parece propaganda da criminalidade que “fotografia” da romantizada vida no gueto.


A Bahia enterrou uma famosa. Milhares de pessoas lamentaram a morte de jovem Kelly Sales Silva, 22 anos, conhecida desde ao ano passado por Kelly Cyclone, segundo muitos a “rainha do pó”.

Ficou conhecida popularmente por haver namorado dois ou três chefe do tráfico, segundo a imprensa baiana. Para a polícia era ligada a traficantes e ao comércio de cocaína.

No ano passado foi presa, em fevereiro, numa festa que ficou conhecida como “a festa do pó da Boca do Rio”. Foi apontada por policiais como uma dos seis traficantes que foram detidos no local com grande quantidade de drogas.

Os parentes dela negam que tivesse uma vida ligada a roubos ou ao tráfico, segundo a imprensa. Mas tudo que fazia indicava uma forte ligação com a marginalidade. Certas tatuagens, o medalhão de prata no pescoço pendurado em grossa corrente, indícios da Vida Loka.

Até aí tudo bem. As pessoas, de um modo ou de outro, fazem suas escolhas. Aos 22 anos de idade Kelly já havia percorrido um bom pedaço de mau caminho. Agitação, baladas, bailinhos, namoros com aqueles do gueto que têm poder.

Alguns outros mais pobres, do gueto, muitas vezes cortam pelo caminho mais curto, namorando os rapazes do pó. Eles têm poder, ganham bastante dinheiroe gastam fácil. Vivem com uma certa intensidade porque sabem que podem encontrar a morte vinda das balas por causa de uma disputa territorial ou dos tiroteios com a polícia. Isso parece que tem fascinado muitas jovens. É o amor bandido, fenômeno observável em muitas grandes cidades.

Poder é muito importante. Alguns buscam pelo estudo, pela corrupção política e empresarial, outros, mais pobres, do gueto, muitas vezes atalham pelo caminho mais curto, namorar os rapazes do pó. Eles têm poder, gastam, ganham, gastam. Vivem com uma certa intensidade porque sabem que podem encontrar a morte vinda das balas por causa de uma disputa territorial ou dos tiroteios com a polícia. Curtem sua Vida Loka.


Kelly Cyclone foi assassinada na madrugada de segunda-feira em Lauro de Freitas (BA), na região metropolitana de Salvador. Não há informações sobre a autoria do crime.
De acordo com familiares, a jovem estava em um show com uma das irmãs antes de ser morta. Inicialmente a polícia pensou tratar-se de uma troca de tiros entre bandidos, depois que havia sido uma perseguição policial a criminosos, com tiroteio.

Mas, ao longo do dia, surgiram informações dando conta de que os parentes de Kelly acreditam em crime passional e dizem que no momento da morte ela possivelmente estava com um ex-namorado conhecido como "Gustavinho". Ele seria, de acordo com o relato da família, filho de um policial.

Kelly virou celebridade na Bahia após ser presa em fevereiro de 2010 durante um evento que ficou conhecido como a "festa do pó na Boca do Rio". Ela trazia no corpo tatuagens que chamavam a atenção, como um dragão que cobria a perna, a inscrição "Vida Loka" e o nome de um ex-namorado.


Kelly Cyclone teve um caso amoroso com o traficante Sidnei Ferreira da Silva e divulgou fotos dela com armas nas redes sociais. Conforme a polícia, ela estaria em companhia de traficantes que faziam uma série de roubos na região quando foi morta, o que foi negado por parentes dela. A PM ainda informou que ela teria participado da troca de tiros com policiais que perseguiam os criminosos.

O curioso no caso de Kelly Cyclone, para não dizer trágico, é a comoção popular. A cobertura de sua morte é de uma pessoa famosa. Não importando a razão da popularidade.

A comunicação de massa, pela rapidez, parece nivelar qualquer conteúdo, igualando um ataque a bomba que mata 30 pessoas no Iraque, a um bizarro caso amoroso, ou ao assassinato de alguém ligado à transgressão.


Familiares de Kelly negam que a jovem tenha participado de roubos ou que tenha ligações com traficantes. Dançarina de pagode, ela chegou a declarar que pensava em disputar uma vaga na Câmara Municipal de Vereadores de Salvador em 2012.
É disso que se trata, a popularidade, a fama efêmera, a celebridade imediata parece ser um tipo de alucinógeno que lança as pessoas em loucas aventuras. Vale tudo para chegar ao topo.

Às vezes o topo é o fundo de uma cova.

O enterro de Kelly Cyclone foi às 16h no Cemitério de Portão, acompanhado por 150 pessoas. Seu corpo foi encontrado na rua com tiros e marcas de facadas. Tinha 20 tatuagens, uma delas era:

O que vocês acham disso?
A transgressão é o caminho inevitável para a juventude?

A ESCRIVÃ NA COZINHA

Só Deus pode dar nome à obra completa
— de nossa vida, explico — mas sugiro
Ao meio-dia, um rosal,
implica sol, calor, desejo de esponsais,
a mãe aflita com a festa,
pai orgulhoso de entregar sua filha
a moço tão escovado.
Nome é tão importante
quanto o jeito correto de se apresentar a entrevistas.
Melhor de barba feita e olho vivo,
ainda que por dentro
tenha a alma barbada e olhos de sono.
Sonhei com um forno desperdiçando calor,
eu querendo aproveitá-lo para torrar amendoim
e um pau roliço em brasa.
Explodiria se me obrigassem a caminhar por ele.
Ninguém me tortura, pois desmaio antes.
A beleza transfixa,
as palavras cansam porque não alcançam,
e preciso de muitas para dizer uma só.
Tão grande meu orgulho, parece mais
o de um ser divino em formação.
Neurônios não explicam nada.
Psicólogos só acertam se me ordenam:
Avia-te para sofrer — conselho pra distraídos—,
cristãos já sabem ao nascer
que este vale é de lágrimas.

Adélia Prado

postado por m. americo
Texto extraído do livro “A duração do dia", Editora Record – Rio de Janeiro, 2010, pág. 25.

AH! MULHERES...

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MELANCOLIA

No filme de Lars Von Trier, o planeta Terra corre o risco de extinção pela colisão com o planeta Melancolia. Enquanto a colisão se aproxima, os habitantes vão se tornando melancólicos e sem energia para qualquer reação. A imagem é uma metáfora do que ocorre nos nossos dias. Os países desenvolvidos vivem uma grande crise econômica e se deparam com uma cena econômica melancólica, marcada pela recessão, desemprego e falta de oportunidades.

O que precisa ser observado, no entanto, é a evidente correlação desta crise com a consolidação da democracia nestes países e os enormes custos representados por seus estados de bem estar social. A lei de ferro da democracia tem sido o aumento do poder estatal por conta das demandas cada vez maiores da sociedade, assim como dos interesses dos próprios ocupantes do poder.

Os direitos a serem atendidos pelo estado são cada vez maiores e a conta vai sendo sempre jogada para a administração seguinte. Enquanto cresciam a taxas elevadas, fruto da acumulação histórica de poupança e investimentos, não era possível ver quais países estavam se tornando inviáveis e com a competitividade de suas empresas comprometida.

O processo de globalização se encarregou de mostrar as vantagens das empresas situadas em países de menor tributação, entraves burocráticos e leis sociais. Aos poucos a atividade econômica começou a desacelerar e aí tornaram-se aparentes e insuportáveis as dívidas destes países, em alguns casos superiores a 100% por cento do PIB. Outro ponto em comum a todos estes países é falência do sistema previdenciário, incapaz de suportar o ônus da aposentadoria de pessoas cada vez mais longevas.

A melancolia que invade os países desenvolvidos é típica do fim de uma festa de arromba: a festa foi maravilhosa, bebemos e nos divertimos além da conta, mas agora acabou e temos de lidar com a forte ressaca. O planeta Melancolia está em rota de colisão com a Terra, mas o Brasil ainda pode alterar sua própria rota: dizer que os gastos públicos precisam ser reduzidos, assim como a carga tributária é um truísmo que não levará a nada enquanto antes não forem limitadas as funções, atribuições e expectativas que a sociedade tem do poder estatal.

É o próprio modo de funcionamento do Estado em um regime democrático que precisa ser urgentemente repensado neste dia 15 de setembro, em que a ONU celebra o Dia Internacional da Democracia. Tudo deve ser feito rápido, evitando a colisão iminente.

15 de setembro de 2011
Sergio Lewin

O VINHO, ESSE SER HUMANO COMPLEXO E SOFISTICADO


O Imperador D. Pedro I gostava, de vez em quando, de esquecer os burburinhos da Corte e viajar para a Real Fazenda de Santa Cruz, onde costumava benzer suas amantes com o báculo episcopal. Sobre as viagens de Sua Majestade, Brasil Gerson escreveu o seguinte na História das Ruas do Rio :

D. Pedro I e sua comitiva paravam na fonte de pedra da igreja, para que seus cavalos bebessem água, enquanto ele buscava sofregamente a magnífica pinga do vendeiro que ficava defronte, famosa desde Campinho até Campo Grande.

É isso, senhores. O Imperador do Brasil era frequentador de uma tendinha na altura de Realengo, onde encostava o cotovelo no balcão, jogava conversa fora e tomava umas doses daquela que matou o guarda. Não duvido que jogasse porrinha com os populares.

Citei essa passagem prosaica da vida de D. Pedro pelo seguinte: a informalidade com que o Imperador tomava umas canas é diametralmente oposta à frescurite que grassa, nos dias de hoje e sobretudo durante o inverno, entre os bebedores e entendidos de vinho. Explico.

Já me declarei, alhures, impressionado com o verdadeiro ritual em que se transformou o simples ato de beber vinho em um restaurante. O garçom serve um mísero gole e aguarda, com cara de tacho, que o cliente experimente o tinto, avalie a qualidade da safra, verifique a harmonização com o cardápio, balance a cabeça e autorize, vinte minutos depois, que a bebida seja servida. Mas a coisa não para por aí.

A última moda dos especialistas é tecer considerações sobre a psicologia e os aspectos emocionais da bebida. Sim, é exatamente isso. Os vinhos agora são analisados com rigores freudianos. Há uma nova ciência na praça, a vinhognoseterapia.

Não bastassem aqueles cabras que ficam rodando o vinho no copo, cafungando o tinto e destacando a sutileza dos aromas e da característica das uvas, mergulhamos na era das divagações existenciais sobre o tema. O camarada toma uma taça, faz pose de quem limpa bosta de galinha com colher de prata e arrisca uma análise das características emocionais da bebida:

- É um vinho que se mostra, ao primeiro gole, um tanto tímido. Aos poucos, porém, vai ganhando um toque de agressividade que o equipara aos melhores rascantes. Honra a tradição e tem personalidade. Harmoniza bem com carnes vermelhas.

O outro, sem perder a pose, faz cara de galã do cinema mudo e manda brasa:

- O vinho padece de um acanhamento excessivo. Poderia ser um pouco mais arrojado, sem perder a sensibilidade. Acho que harmoniza com carne de vitela ao molho de queijo de búfala desmamada marajoara.

O terceiro resolve entrar de sola nos adjetivos :

- As características do mosto da uva atribuem um toque de excentricidade à bebida. É , todavia, um vinho corajoso. Eu diria que tem caráter. É isso; eis um vinho de caráter. Harmoniza bem com escama de peixe espada ao molho de tamaras flâmbadas no conhaque.

O quarto dá o tiro de misericórdia:

- Talvez falte uma certa ousadia. Mas é, sem dúvidas, um vinho que tem alma. Harmoniza com a minha própria personalidade. Esse vinho sou eu.

Mais chegado ao estilo D. Pedro I de ser, ouço essas barbaridades e pergunto aos meus botões velhos de guerra. Como pode uma bebida ser tímida, agressiva, acanhada, arrojada, sensível, excêntrica, corajosa, de caráter, ousada e possuir alma ?

Soube, dia desses, de um sujeito que entrou no consultório do analista e disse pro médico da alma :

- Eu já obtive alta da análise. Quero, na verdade, que o senhor analise essa garrafa de tinto, da safra de 1937, que eu ganhei de uns amigos.

A realidade, a acreditar nessas avaliações , é que qualquer vinho é um ser humano mais complexo do que eu. Não me surpreenderei se um dia souber que algum médium incorporou uma garrafa de vinho em um centro de mesa branca e saiu dando consultas. É o caminho natural. Só não contem comigo para bater cabeça pro caboclo.

Eu sou do tempo em que harmonizar era só ajustar a relação entre o canto e a dança nos desfiles das escolas de samba.

3 de setembro de 2011O
Postado por Luiz Antonio Simas

ESTADO CONTROLADOR

Estado controlador: governo inglês junta base de dados de crianças de 3 anos de idade que são “homofóbicas” e “racistas”
Kathleen Gilbert
LONDRES, Inglaterra, 15 de setembro de 2011 (Notícias Pró-Família) — Crianças até de três anos de idade estão sendo registradas num banco de dados governamental como “racistas” ou “homofóbicas” por usarem palavras que são interpretadas pelos professores como politicamente incorretas.

Entre os anos de 2008 e 2009, foram registrados incidentes envolvendo crianças em idade de escola maternal, as quais são monitoradas pelas leis contra “discurso de ódio” instituídas durante o governo [socialista] trabalhista, de acordo com estatísticas obtidas pelo Clube Manifesto, uma organização de direitos civis.

Os incidentes registrados incluíam um aluno chamando outro aluno de “cabeça de brócolis”, que foi considerado racista, e outra controvérsia “homofóbica” entre alunos de escola primária que chamaram uns aos outros de “gays” e “lésbicas”. Outro aluno foi considerado homofóbico por dizer a um professor que uma tarefa escolar era “gay”.
Quase 100% dos incidentes registrados envolviam apenas xingamentos, sem nenhum contato ou violência física.

Em seu relatório sobre os números, o Clube Manifesto reivindicou que as leis de denúncia de “discurso de ódio” sejam abolidas, dizendo que essas políticas “trivializam os problemas reais do racismo e homofobia, e em nada ajudam para atingir a meta nobre da igualdade”.
“Há um mundo todo de diferença entre abuso racista e briguinhas de palavras nos pátios de escola primária — nublar essa diferença em nada ajuda a atingir a igualdade”.

Um total de 34.000 crianças, nas palavras de uma reportagem do jornal Daily Mail, foram “de maneira impressionante classificadas como preconceituosas por causa de normas anti-bullying”. Os registros, que as escolas são forçadas a submeter às autoridades educacionais governamentais, são mantidos quando as crianças passam de séries ou se transferem de escolas, e poderiam em teoria ser acessados por um futuro empregador ou universidade.
De acordo com o Daily Mail, o Ministério de Educação respondeu à reportagem dizendo: “Os pais esperam que os diretores de escola adotem uma linha de ação muito dura contra qualquer conduta medíocre e reprimam todo bullying — é por isso que estamos fortalecendo a autoridade para os professores imporem disciplina. Cabe às próprias escolas exercerem seu próprio bom senso e discernimento profissional acerca do melhor jeito de enfrentar os que comentem bullying”.

“As crianças precisam de espaço para brincar e aprender o significado das palavras, sem serem denunciadas às autoridades educacionais locais”, disse o relatório do Clube Manifesto. “Essas políticas são uma intervenção indevida no pátio de recreio das escolas, e mina a autoridade dos professores de estabelecer um exemplo moral para as crianças e ensiná-las a diferença entre certo e errado”.

Kathleen Gilbert

Leia o relatório do Clube Manifesto aqui.

sábado, 17 de setembro de 2011

ESTÍMULO INTELECTUAL PARA AS NOSSAS CRIANÇAS É A SOLUÇÃO

Salvem o nosso futuro através de boas escolhas, visando políticas de melhor educação e ambientes saudáveis – estudo encabeçado pela Universidade de Luxemburgo.

Caro leitor, usando-se do seu bom senso, quem você acha ter melhores chances de “sucesso na vida”, uma criança criada em um ambiente de baixo nível socioeconômico, ou uma criança amparada pelas regalias e estímulos de um ambiente de alto nível socioeconômico? Não precisa ter um doutorado em Oxford para emitir a opinião que parece ser tão óbvia quanto dois mais dois são quatro. É claro, no senso geral, que uma criança que se alimenta bem; que tem bons professores; que tem pais realizados, bem pagos, logo, mais preocupados e participativos; que tem acesso fácil à informação e tecnologia; e que principalmente vive em um ambiente que lhe estimula das mais diversas maneiras possíveis, tem muito maiores chances de desenvolver o seu cérebro, conseqüentemente a sua inteligência. Mas o fato é que essa constatação, aqui no Brasil, nunca passou de um sentimento geral, empírico, que nunca antes tinha recebido uma aproximação metodológica, científica, buscando encontrar reais evidências, provadas estatisticamente, de que a diferença de nível socioeconômico afeta sim, e muito, o desenvolvimento intelectual das crianças. Até então, conveniente para o nosso governo – sempre omisso –, que não tinha algo de concreto em mãos para provar o óbvio!


Entretanto, no ano de 2010, nasceu um projeto multinacional – envolvendo Brasil, Luxemburgo, Alemanha e Portugal - idealizado por uma cientista pós-doutorada em Oxford -, que atualmente lidera uma incansável busca de respostas científicas para o problema referido anteriormente. A obstinada pesquisadora da Universidade de Luxemburgo escolheu o Brasil como uma das sedes do projeto, pois se trata de um país monolíngüe e com aparentemente grandes diferenças sociais. Eu, também pesquisador associado da Universidade de Luxemburgo, pessoalmente tomei parte no projeto, visto que assumi setores da organização e dos testes propriamente ditos em grande parte das crianças de diferentes níveis socioeconômicos. Com a ajuda dos parceiros da USP, UFBA, e UNIFESP, testamos 400 crianças, 200 em Salvador e 200 em São Paulo. Acho que não terei dificuldade de convencê-los do atual resultado da nossa pioneira pesquisa científica.


Taxa de escolaridade superior para jovens de 20 a 24 anos - Países selecionados, 2007

Obviamente as crianças de menor nível socioeconômico – 100% delas matriculadas em escolas públicas – tiveram um desempenho muitíssimo pior do que as crianças de alto nível socioeconômico, com a sorte de terem pais capazes de assumir os também altos custos das escolas particulares de Salvador e São Paulo. E olhe que excluímos da nossa amostra as escolas particulares “top” das duas capitais, como a Pan-americana e o Arquidiocesano, respectivamente. Assim como, excluímos as escolas públicas localizadas em comunidades de extrema pobreza. Desse modo, fica evidente que a nossa intenção nunca foi tornar os dados tendenciosos. Reitero que esse estudo é absolutamente apartidário e de maneira alguma visa defender ou criticar qualquer grupo político vigente no Brasil. O interesse da pesquisa é terminantemente científico e visa única e exclusivamente tentar ajudar a humanidade através de novas descobertas e do avanço da ciência. No entanto, é fato que o estudo mostra de forma metodológica que há espaço para melhorias nas políticas publicas vigentes no Brasil. Além do mais, não precisa ser um Einstein para perceber isso. Basta andar pelas ruas do nosso país. O nosso estudo mostra que as crianças expostas a ambientes desfavoráveis e sem estimulação tiveram um desenvolvimento muito pior em testes neuropsicológicos renomados – minuciosamente adaptados para a realidade brasileira – de linguagem (vocabulário e compreensão) e memória operacional (simplificando, tipo de memória de curto prazo e funções cerebrais). Não preciso novamente alertar as conseqüências desse déficit no futuro dessas crianças. A grande descoberta do nosso estudo é que a pobreza além de criar todos os problemas sociais já conhecidos, também cria grandes obstáculos biológicos. Em outras palavras, o funcionamento do cérebro – o receptáculo da nossa alma - é significantemente afetado.
Portanto, podemos concluir que mais vale investir no desenvolvimento intelectual das nossas crianças o quanto antes, do que ter que remediar no futuro problemas tão comuns ao nosso país. Vale lembrar que nossas crianças têm potencial de aprender, mas o ambiente e a estimulação fazem grande diferença. Estimulando nossas crianças com escolas descentes, habitações dignas, ambientes familiares distantes da miséria que é comum às periferias do Brasil, sem dúvida o governo poupará esforços e divisas na contenção da criminalidade e na cura de problemas crônicos de saúde pública. Além disso, terá uma população mais educada, conseqüentemente mais competitiva em um mercado globalizado que não dá espaço para a incompetência.


Os paises desenvolvidos já perceberam isso há muito tempo, por isso, não relaxam em proporcionar uma boa educação para suas crianças e dignidade social para a sua população. Tais paises saíram na frente, pois arrumaram suas casas, propiciaram aos seus cidadãos ambientes organizados, livres de estresse, estimulantes, onde suas crianças se beneficiam de bons estímulos e aprimoram suas estruturas cerebrais. O resultado de tudo isso é claro, pois como se vivendo uma corrente do bem, os filhos dessas crianças – geração após geração – se beneficiarão cada vez mais dos novos estímulos gerados por ambientes cada vez melhores. Da barbárie esses paises conseguiram tornar-se grandes civilizações, com pesquisa, riqueza, conhecimento, ordem social, e principalmente com gente educada, preparada, e longe da miséria. O Brasil precisa ultrapassar essa barreira e entender que somente investindo no seu principal capital, o seu povo, se livrará do complexo de colônia, e desabrochará da barbárie para a civilização. Só assim seremos o tão sonhado “país do futuro”. Por isso, conclamo, invistam em nossas crianças!

PS: Gostaria de agradecer à Universidade de Luxemburgo, e às universidades parceiras no Brasil, pelo esforço comum necessário para realizar essa pesquisar. Não poderia deixar de também agradecer às escolas brasileiras e às famílias das crianças testadas. Além disso, reitero que, salvo as constatações cientificas encontradas, as opiniões emitidas nesse blog são única e exclusivamente de responsabilidade do autor.

Caso queira ir a fundo nos resultados do projeto, visite o site da Doutora Pascale Engel, idealizadora e coordenadora do projeto.

Carlos Tourinho de Abreu

BABY DOC: O DITADOR QUE SE CONSIDERA DEMOCRATA


É comum acharmos que um ditador se reconhecerá como tal e vestirá alegremente as pesadas vestes que a palavra qualifica. E é comum nos horrorizarmos quando o ditador não se reconhece como tal ou, suprassumo da indecência, rejeita tal substantivo. Descartamos assim a certeza absoluta desenvolvida pelo ditador para acreditar que seus atos são necessários e justos. A rejeição de tal regime não será obra daquele que o criou e daqueles que o consideram melhor ou mais adequado àquilo que esperam de um poder centralizado e da submissão da sociedade a um tirano.

Não é surpresa, portanto, a declaração de Baby Doc, de que sente vontade de rir ao ser chamado de tirano porque ele próprio teria iniciado o processo democrático no Haiti. Não é preciso ser especialista em história política haitiana para considerá-lo não só um ditador, mas um homem que falta com a verdade. E não é preciso fazer esforço para acreditar que ele acredita realmente no que diz.

Agora entre comigo na máquina do tempo e retornemos três séculos. Imagine que você não faz ideia de quem foi Robespierre e lhe caísse às mãos os discursos daquele que homem que havia sido um advogado pacifista e defensor dos direitos humanos. Sua defesa da liberdade é tão sincera que emociona. Mas se você fosse mais a fundo na leitura logo descobriria o tipo de liberdade e quais métodos ele defendia para conquistá-la e preservá-la. Depois disso você entenderia em parte o terror jacobino e a loucura que o levou a autocoroar-se o Ser Supremo. Robespierre foi engolido pela revolução e teve o mesmo fim de tantos outros revolucionários, mas não lamentou seus atos e ideias nem mesmo diante da guilhotina. Morreu com a certeza de ter sido o grande libertador da França.

Baby Doc, assim como Robespierre, não tem dúvida sobre a legitimidade de suas ações.

Bruno Garschagen

PUC, ANTRO DE MACONHA, PROÍBE FESTIVAL DE CULTURA CANÁBICA

As drogas, como o rock, nos chegaram via Estados Unidos. Não que fossem produzidas lá, mas o consumo da juventude norte-americana exportava a moda para os símios ao sul do Trópico de Câncer. Uma edição da revista O Cruzeiro publicou, nos anos 50, uma reportagem significativa sobre a "erva do diabo", como era então chamada a Cannabis sativa. Para aproximar-se da droga, que circulava então nas favelas e no presídio, um repórter deixou crescer a barba, como camuflagem junto aos traficantes e consumidores. Maconha era então coisa de submundo, e barba logotipo de marginal. Mas tarde, virou logotipo de corrupto petista, mas isto já é outra história.

Bastou os universitários norte-americanos adotarem a marijuana - voz mexicana que indicava a origem do produto - a erva virou moda no Brasil, particularmente nos campi. Como jamais suportei modas, e particularmente as vindas do Norte, meu repúdio à maconha era antes de tudo teórico, político. Por outro lado, o consumo da maconha era vício gregário, e sempre me afastei de cerimoniais coletivos. Os curtidores da cannabis eram em geral pessoas de pouca ou nenhuma leitura, e nada me impelia a confraternizar com eles.

Verdade que havia gente consumindo alfafa por maconha sem se dar conta. Afinal, pouca é a diferença entre Cannabis sativa e Medicago sativa. Em meus dias de Porto Alegre, quando escrevia na finada Folha da Manhã, caiu-me em mãos a notícia de um traficante que operava numa favela chamada Vila do Cai n’Água. Preso pela polícia, alegou que nada estava vendendo de ilegal. Vendia alfafa batizada com esterco de cavalo. E o pessoal não reclama? – perguntou o policial. “Eles acham que o cheiro é muito forte. Digo que é maconha do Nordeste, da boa”.

Os grandes difusores da maconha e outras drogas foram os roqueiros e a universidade. Não se concebe show de rock ou rave sem drogas. Muito menos universidade. Consumida anteriormente por marginais, a maconha foi elevada à dignidade universitária. Com esta bendita mania que temos de importar do Primeiro Mundo o que de pior o Primeiro Mundo produz, logo foi adotada pela universidade brasileira.

O leitor deverá ter conhecido ou ouvido falar de pequenas comunidades do interior do país, onde a droga inexistia. Basta criar um curso ou extensão universitária nalguma dessas comunidades, e no dia seguinte a droga e o tráfico lá se instalam. Em meus dias de Dom Pedrito, maconha era fenômeno distante, que só ocorria nas metrópoles do centro. Bastou um campus na cidade e a droga passou a ser vendida em plena Barão de Upacaraí.

Quando a maconha era proibida no Brasil – início dos anos 90 – os campi eram os locais mais seguros para quem queria drogar-se sem ser perturbado pela polícia. Um dos mais reputados fumódromos de São Paulo era o campus da PUC. Desde há muito se sabe que os campi abrigam aprazíveis fumódromos, protegidos pela asa cúmplice dos reitores.

Mas ai de quem disser que o rei está nu. Foi o que aconteceu com o psiquiatra Içami Tiba. Ao analisar o caso de Suzane von Richthofen, estudante de direito da PUC de São Paulo que matou os pais em 2002, afirmou: 'A PUC é um antro de maconha'. Que a maconha tinha livre curso na PUC, isto era público e sabido, e nenhum universitário negará este fato. A PUC, melindrada, entrou com dois processos contra o psiquiatra: um de indenização por danos morais e uma queixa-crime por difamação. O crime foi dizer em público, com todas as letras, o que era público mas jamais admitido.

Foram precisos seis anos para que um reitor admitisse publicamente, em 2009, o uso de drogas no campus de Perdizes. O reitor Dirceu de Mello decidiu defender o “franco enfrentamento do problema” e coibir o consumo nas dependências universitárias. “A PUC não quer ser marcada como um território livre para o uso de drogas. O que é ilegal não pode e pronto. Aqui não é lugar para ficar fumando maconha” – disse na época o pró-reitor de Cultura e Relações Comunitárias, Hélio Roberto Deliberador.

120 seguranças da Graber, uma prestadora de serviço, receberam treinamento para abordar quem for visto consumindo drogas na unidade. Mas a abordagem seria leve. Nada de encaminhar à justiça que fosse flagrado cometendo um ilícito. Em média, dez usuários por dia seriam abordados. E por que apenas dez usuários? Deliberador não explica. É de supor-se que para não espalhar a inquietação entre estes bravos jovens – o futuro da nação – que finalmente encontraram um eruv tranqüilo onde transgredir a lei sem temer as conseqüências da transgressão à lei.

Se o leitor imagina que o transgressor seria encaminhado às autoridades para a devida punição, em muito se engana o leitor. Os funcionários da Graber teriam de pedir gentilmente que o cigarro fosse apagado, e alertariam que o uso é ilegal e que a universidade não é o espaço adequado para o consumo. Pelo que me consta, nenhum aluno foi punido e a erva continuou correndo solta na PUC.

Assim sendo, me surpreende notícia que li nos jornais de ontem. O mesmo reitor Dirceu Mello, cuja orientação aos seguranças da Graber era a de pedir gentilmente aos acadêmicos maconheiros que o baseado fosse apagado, decidiu suspender ontem as atividades administrativas e acadêmicas no campus Monte Alegre. A medida foi tomada pelo reitor após estudantes divulgarem a realização do 1º Festival de Cultura Canábica. O festival, que teria a participação de bandas adeptas da legalização do uso da maconha, deveria atrair, segundo a reitoria, de 4000 a 6000 pessoas.

Escândalo nas hostes universitárias. "Não somos baderneiros. Só queremos discutir a legalização da maconha. Afinal, não existiria produção cultural e acadêmica nesse País se não existisse a maconha", gritava ontem, em um microfone improvisado, Marcel Segal, de 23 anos, aluno do curso de Comunicação e Multimeios da PUC-SP.

Essa agora! A produção cultural e acadêmica do País depende da cannabis. Confesso que não me havia dado conta deste fundamental instrumento de ensino e conhecimento. Mas vai ver que é assim mesmo, já que não há universidade no Brasil onde não se consuma maconha. Quanto ao reitor Dirceu Mello, este senhor insensível às necessidades culturais da comunidade que administra, sua política é a mesma das ditas Unidades de Polícia Pacificadora nas favelas do Rio: tráfico e consumo, tudo bem.

Desde que discretos. Festival de Cultura Canábica é dar muita bandeira. Fume à vontade. Mas não espalhe.

janer cristaldo

O BBB DA VIDA REAL: GOVERNO QUER ACABAR COM SIGILO TELEFÔNICO

O direito ao sigilo e à privacidade que nos garante a Constituição brasileira não foi a tipificação de um privilégio ou de um mero agrado pelo legislador constituinte. Tais garantias e direitos foram gravados na Carta Magna porque havia a convicção, especialmente depois de 20 anos de governo militar, que algumas liberdades individuais deveriam ser protegidas pela lei maior do país contra qualquer tentativa do Estado de agir sob o impulso autoritário e antiliberal que está no gene de qualquer poder governamental.

É por isso que conceder à Anatel o direito de monitorar via internet as chamadas telefônicas fixas e móveis é uma decisão absurda com veio autoritário. Disso para nos cassar outros direitos e garantias constitucionais é um pulo fácil, rápido e igualmente ameaçador.

Se o objetivo é modernizar a fiscalização das empresas de telefonia e exigir destas o cumprimento das metas de qualidade, que pensem num outro mecanismo. A sociedade brasileira não pode pagar pela incompetência do Estado para “fiscalizar”.

Bruno Garschagen

OS SUBVERSIVOS BACKSTREET BOYS


O governo do Partido Comunista da China acaba de publicar uma atualização da lista de músicas cuja execução e divulgação são proibidas no país.

Temendo a revolta popular que poderia nascer inesperadamente sob a inspiração dos versos de Britney Spears e Lady Gaga, o governo determinou que as músicas listadas sejam retiradas da internet chinesa – como informa o site do Estadão:

Segundo um comunicado do Ministério em seu site oficial, as músicas não cumprem o regulamento necessário e “prejudicam a segurança cultural do país”, eufemismos com os quais as autoridades chinesas costumam censurar obras cujo conteúdo é considerado erótico demais ou de “mau gosto”.

Em janeiro, as autoridades de Cultura da China já haviam publicado uma lista similar, que naquela ocasião vetou oito obras de Christina Aguilera, quatro de Kylie Minogue, cinco de Eminem e três de Bruno Mars, entre outros artistas.

Além de Gaga e Spears, os comunistas chineses também baniram canções de outros artistas como Take That, Avril Lavigne e Katy Perry. Precavido, o governo proibiu também um dos maiores sucessos dos Backstreet Boys.

Na tentativa de administrar e controlar cada aspecto da vida de seus cidadãos, o governo chinês proíbe uma música chamada I want it that way. É fino, o senso de ironia dos censores.

Magno Karl, 24/08/2011