quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

MENSAGEM DE NOVO ANO AOS NAVEGANTES QUE APORTAM POR AQUI

                                 

Que o fim deste ano não seja apenas um fechar de datas, mas um instante - de silêncio daqueles que a gente olha para dentro e reconhece o que resistiu, o que doeu, o que ainda pulsa.

        Que levemos conosco menos certezas rígidas e mais perguntas honestas. Menos pressa. Mais presença.

        O novo ano não promete milagres, mas oferece algo ainda mais raro: a chance de recomeçar com lucidez, de escolher as palavras, os afetos, e os silêncios.

        Que venha o próximo ciclo - não como fuga, mas como continuação consciente de quem seguimos tantando ser.

        Gratidão aos amigos que andam por aqui.

Último dia do ano de 2025.

prof. mario moura

Cuidado Com Esses 4 Signos — Eles Sentem o Que Você Pensa

 

A Sabedoria Oculta dos 5 Signos Que Renascem das Cinzas

 

Os 3 Signos Que Possuem Sabedoria Antiga Escondida no DNA Espiritual

 

Os 3 Signos Que Possuem Sabedoria Antiga Escondida no DNA Espiritual

 

Os 4 Signos Guiados por Espíritos de Luz Desde o Nascimento

 

terça-feira, 30 de dezembro de 2025

NOTA DE AGRADECIMENTO E DE ESPERANÇA DE UM NOVO ANO MAIS "BRASILEIRO" !!

              


Agradecemos a todas e todos que acompanham este blog, pela presença constante, pela leitura atenta e pela participação qualificada ao longo do tempo. Em um cenário marcado por ruídos, polarizações superficiais e esvaziamento do debate público, cada comentário, reflexão e compartilhamento representa um gesto concreto de compromisso com a vida democrática e com a cultura crítica.

Este espaço existe para estimular o pensamento, provocar perguntas incômodas e contribuir, ainda que modestamente, para a construção de uma consciência política mais ampla e responsável. A participação ativa de seus leitores transforma o blog em um lugar de diálogo, não de monólogo; de reflexão coletiva, não de certezas prontas.

Ao nos aproximarmos de 2026, renovamos a esperança de uma nação mais atenta, mais preocupada com o destino comum e, sobretudo, mais participativa. 

Que o debate público seja marcado por responsabilidade, escuta e engajamento real — e não apenas por slogans ou indignações passageiras.

Seguimos acreditando que cultura e política caminham juntas, e que o exercício crítico da cidadania começa na palavra, na leitura e na disposição para pensar o país com profundidade. 

Obrigado por fazer parte deste percurso e por contribuir para que este espaço permaneça vivo, relevante e comprometido com o interesse público.

30 de dezembro de 2025

prof. mario moura 

segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

MEU GATO ZÉ MARIA

 Zé Maria entrou na minha vida como quem não pede licença — apenas se instala. Um persa laranja, de pelos longos e dignidade antiga, desses que parecem ter sido faraó em outra existência e ainda não esqueceram. Carrega no rosto achatado uma expressão de tédio cósmico, como se o mundo fosse sempre um pouco menos interessante do que a soneca que ele poderia estar fazendo.

Dormir é seu ofício principal. Dorme como quem medita. Dorme como quem vigia. Dorme com a convicção de que o tempo, se existir, pode esperar. À noite, escolhe meus pés como território sagrado. Não pede, não avisa: simplesmente se deita ali, pesado e quente, tornando qualquer tentativa de movimento um sacrilégio. É assim que protege meu sono — impedindo que eu me mexa demais.


Durante o dia, Zé Maria me acompanha. Não no sentido canino da palavra, mas no modo felino: está sempre perto, nunca dependente. Às vezes no mesmo cômodo, às vezes a poucos metros, às vezes apenas visível no canto do olhar. Sua presença não faz barulho, mas pesa — como uma certeza.

Ele fala. Fala bastante. Miados longos, conversados, cheios de intenção. Reclama do pote, do clima, do silêncio excessivo. Mas quando se cala, diz muito mais. Seu olhar — lento, âmbar, profundo — confessa um afeto que ele jamais transformaria em gesto explícito. Amar, para Zé Maria, é ficar. É não ir embora. É escolher o mesmo humano todos os dias, sem alarde.

Tem o jeito solitário dos gatos gastos, desses que parecem ter vivido outras casas, outros tempos, outras perdas. Carrega uma melancolia elegante, discreta, quase nobre. E, paradoxalmente, gosta de estar comigo. Não colado, não grudado — apenas junto. Como quem diz: “Não preciso de você, mas prefiro.”

É manso, embora tenha aparência imperial. Um rei que abdicou do trono para governar o sofá. Um nobre que aceita carinho, mas nunca implora. Seu ronronar é baixo, econômico, como se até o prazer precisasse ser contido para não perder a dignidade.

Zé Maria não é apenas um gato. É um silêncio que me escolheu. Uma companhia que não exige explicações. Um amor que se deita aos meus pés à noite e, durante o dia, me observa — como quem sabe que estar ali já é tudo.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

NATAL COM COMPROMISSO, MAS SEM PROMESSAS...

                          


Se Cristo nasceu, não foi para decorar calendários.

Nasceu para inquietar consciências,

desorganizar certezas, e lembrar que amar dá trabalho.

Natal não é conforto - é compromisso.

Que a manjedoura não seja símbolo, mas espelho.

E que a fé, se existir, seja prática.

 Enquanto o Natal vira produto, talvez seja urgente resgatá-lo do consumo.

Menos vitrines.

Menos frases prontas.

Menos felicidade obrigatória.

Mais consciência.

Mais presença.

Mais humanidae. sem propaganda.

Natal não é negar o caos, é reconhecer que ele existe e ainda assim recusar a indiferença.

Celebrar hoje, pode ser um ato de resistência.

 Natal chega devagar, como quem não quer incomodar.

Não bate à porta com fogos, entra pela fresta, no silêncio depois da ceia, no olhar que demora.

É quando a noite pesa e mesmo assim, a gente acende uma vela - não para iluminar o mundo, mas para não se perder nele.

Que este Natal seja pequeno, quase invisível, mas verdadeiro o bastante para durar além da data.

 Neste Natal, talvez não seja o dia de fingir harmonia, nem de embrulhar ausências com fitas douradas. 

Talvez seja o dia de admitir o cansaço, a dúvida, a fé que oscila, o amor que falha - e ainda escolher ficar.

Natal pode ser isso: uma pausa honesta no ruído, um silêncio onde a gente se escuta de novo

Se houver perdas, que sejam lembradas.

Se houve erros, que sejam compreendidos.

Se houve distância, que ela ensine algo.

Que a luz não venha dos enfeites, mas do gesto mínimo: escutar sem pressa, perdoar sem discurso, seguir sem cinismo.

Se Cristo nasceu, que seja dentro - não como promessa fácil, mas como coragem diária.

Feliz Natal. Sem excessos. Sem máscaras. Com verdade.

 26 de dezembro de 2025

Prof. Mario Moura