quarta-feira, 16 de agosto de 2017

ALAN WATTS: COMO FLUIR NATURALMENTE

O LIVRO DE JÓ (CID MOREIRA) - COMPLETO

https://www.youtube.com/watch?v=br1Vtcd67AM6 jul. 2015 ...  Completo Bíblia em áudio (Cid Moreira) - Duration: 3:29:19. Jesus Cristo 11,240 views. 3:29:19.  - AÚDIO LIVRO - BÍBLIA SAGRADA ...
16 de agosto de 2017postado por m.americo

4 LIÇÕES DA VIDA DE JÓ

A IMPRESSIONANTE HISTÓRIA DE JÓ

PR. DANIEL VIEIRA: LIÇÕES DA VIDA DE JÓ

O SOFRIMENTO E HISTÓRIA DE JÓ

PERCEPÇÕES SOBRE A VIDA DE JÓ - LIÇÃO 5

SÉRIE: UMA HISTÓRIA MAL CONTADA

TELEVISÃO: UMA DROGA CEREBRAL

CONSUMISMO: UMA HISTÓRIA MAL CONTADA

INSIGHTS SOBRE A MORTE

O DESAFIO É SE ADAPTAR AO MUNDO COMO ELE REALMENTE SE TRANSFORMOU

Vivemos de mania em mania, de moda em moda, tentando nos agarrar a pequenos milagres ou a grandes ilusões para seguir vivendo nosso agitado dia a dia. 
A última é a onda de “esvaziamento mental” , um desaceleramento dessa enxurrada de pensamentos, preocupações e sofrimentos antecipatórios, que nos mantêm em estado de alerta e estresse a cada instante. 
Surgem “gurus” e oferecem caminhos como se não fôssemos nós os autores e as vítimas de nossa realidade, como se a meditação não fosse milenar, assim como clausuras e monastérios.
O silêncio interior, assim dito, parece coisa de natureba ou riponga. Afinal, estamos submetidos a um bombardeio inclemente de informações e notícias sob a forma de sons e imagens de arrepiar. Tragédias, ameaças, dramas e violências são digeridos junto à macarronada, ao arroz com feijão, à cerveja ou ao refrigerante. Digerimos tudo.

NOVO NORMAL
 – Nós nos acostumamos com essa azia física e mental. É o “novo normal”: ser ansioso, nervoso, irritado, insatisfeito, preocupado. 

Esvaziar a mente, no fundo, seria a capacidade de desconectar sem sentir culpa. Seria não sentir abstinência das redes, do smartphone, não existir internauticamente, mas interagir e saber usar como meio o ambiente eletrônico, o mundo virtual e relaxar no fim de seu uso.
Seria ficar de plantão aos sons irritantes e simultaneamente viciantes dos avisos de mensagens das redes e não sofrer imaginando o que se está perdendo ao não responder às mensagens, temendo uma tragédia, uma urgência do trabalho, um problema sério com os filhos.
MORTO-VIVO – Simples, não? Imaginar que o mundo pode seguir rodando sem nossa presença, sem nossa interferência, sem nossa ação; ser acusado de não responder aos whats e aos e-mails ou de não se exibir nas diversas redes sociais; ser um morto-vivo, um rebelde sem causa, alienado tecnológico, mas um feliz relaxado, desapegado, observador da natureza que nos rodeia, aprendiz de sábio.
O desafio é se adaptar ao mundo como ele é, usufruir o que ele nos oferece e, ainda assim, conseguir, no meio de tudo que não para de acontecer, ter momentos sagrados de paz interior, tempo para não fazer nada ou um lazer que desacelere o turbilhão de preocupações, seja sozinho, a dois ou em grupo. Pois quem consegue, sem dúvida, haverá de compartilhar.

16 de agosto de 2017
Eduardo Aquino
O Tempo

terça-feira, 15 de agosto de 2017

PERCEPÇÕES SOBRE A VIDA DE JÓ

OLHOS DE HOJE E DE ONTEM

Resultado de imagem para LEILA DINIZ GRAVIDA
Em 1971, a belíssima gravidez de Leila Diniz
Há cem anos, em 1917, os homens usavam calças muito justas e altas, acima do umbigo, e sapatos de bico fino, apontado para cima. Contrastava com as sobrecasacas largas e folgadas, recheadas pelos coletes, o que dava àqueles homens um perfil de inseto. Nos anos 1920, a situação se inverteu, com a instituição dos ternos americanos, mais leves e estreitos, e as calças de pernas e bocas largas. A moda foi e voltou várias vezes e, hoje, voltamos a ver homens de calças justas e usando sapatos de Aladim, como em 1917.
Também há cem anos, as feministas brasileiras lutavam pelo direito ao voto e ao trabalho, mas eram contra o divórcio. Achavam que, com o divórcio, os homens iriam abandonar os lares em massa e se juntar às suas sirigaitas. O fato é que, em 1932, elas tiveram o direito ao voto e ao trabalho, mas o divórcio, que também viria beneficiá-las, só chegou ao Brasil em 1977.
O CONTRÁRIO – Na França, foi o contrário. Intelectuais, como a romancista Colette, eram a favor do divórcio e do direito ao trabalho, mas contra o voto feminino –achavam que as mulheres atrasadas das províncias iriam votar em quem o padre mandasse. Com isso, as francesas só puderam votar em 1945.
Há 50 anos, as mulheres brasileiras lutavam pelo direito ao próprio corpo, e sair nuas em revistas era um ato libertário. Estrelas como Leila Diniz, Ítala Nandi e Betty Faria foram pioneiras e pagaram caro por isso – a sociedade lhes apontava o dedo acusatório. Hoje, a sociedade está pouco ligando se uma mulher fica pelada ou não, mas, para as próprias mulheres, sair nua em revistas é compactuar com uma cultura machista.
O que era tabu deixou de ser e vice-versa, e isso é normal. O problema é julgar o passado com os olhos de hoje, como se faz muito.
Tão sem sentido quanto julgar o presente com os olhos de ontem

15 de agosto de 2017
Ruy Castro
Folha