sexta-feira, 19 de setembro de 2025

O “Quase” Dom Pedro III Viveu Em Um Manicômio E Morreu Virgem

 

KEBRUTALAN VALENTINO ROSSI SAAT BALAPAN

 

START TERAKHIR VALENTINO ROSSI KALAHKAN MARC MARQUEZ DENGAN MUDAH

 

HORRIBLE CRASH, ISLE OF MAN TT?

 

HORRIBLE CRASH, ISLE OF MAN TT?

19 de setembro de 2025

SACANI fala sobre o "Pálido Ponto Azul"

 

Pálido Ponto Azul, de Carl Sagan

  




Pálido Ponto Azul, de Carl Sagan

O meio ambiente: Onde reside a prudência? (Carl Sagan)

 

POR QUE A GERAÇÃO DIGITAL TEM QI INFERIOR AOS PAIS?

 

quinta-feira, 18 de setembro de 2025

RESUMO DO LIVRO "SÓ SEI QUE FOI ASSIM"

                  RESUMO DO LIVRO "SÓ SEI QUE FOI ASSIM"

QUEM É OCTAVIO SANTIAGO

Nascido em Natal (RN) é jornalista, pesquisador em Comunicação e doutor em Ciências da Comunicação pela Universidade do Minho (Portugal). Atua nas áreas de estudos culturais, mídia e identidade, com foco na representação social do Nordeste do Brasil.

"Um livro feito para o brasileiro conhecer o brasileiro e emancipar o nordestino de representações subalternas sobre o seu pertencimento."

Só Sei Que Foi Assim — A trama do preconceito contra o povo do Nordeste, de Octávio Santiago.

Tema central

O livro investiga como se construiu historicamente — e como ainda persiste — o preconceito contra os nordestinos no Brasil. Santiago analisa discursos culturais, políticos, midiáticos e sociais para mostrar que o estigma do “nordestino atrasado, pobre, ignorante” não é algo natural, mas fruto de interesses simbólicos, econômicos e políticos. 

Estrutura

A obra está dividida em cinco atos, cada um voltado a um pilar do preconceito (ou de como ele se manifesta), segundo as seguintes linhas:

  1. Desigualdades estruturais

  2. Racialização

  3. Monotematização (isto é, quando se reduz o Nordeste a temas repetidos como seca, fanatismo, violência)

  4. Oposição e interesses regionais

  5. Estereótipos físicos e culturais 

Alguns pontos importantes

  • Santiago resgata o desenvolvimento desses estereótipos desde o início do século XX, inclusive artigos que descreviam nordestinos como “degenerados” ou uma “espécie inferior”.

  • Ele destaca casos simbólicos, como o “homem-gabiru” (reportagem de jornal de 1991) — usada para retratar nordestinos pobres de modo desumanizado. 

  • Também introduz o conceito de “Complexo de Macabéa”, inspirado na personagem de Clarice Lispector em A Hora da Estrela, para falar do apagamento identitário: a invisibilidade de uma cultura ou pessoa que se sente inferiorizada. 

  • O autor mostra como esse preconceito não é só algo antigo, mas que se manifesta até hoje — nas novelas, no discurso político, nas representações culturais, na mídia etc. 

Proposta / Conclusão

O livro não se limita a denunciar. Ele propõe uma “nova lente” para olhar o Nordeste e os nordestinos, de forma a superar estereótipos, permitir o reconhecimento da diversidade e afirmar identidades. Santiago sugere que entender de onde vieram esses discursos é passo necessário para desconstruí-los. 

Resumo destacando os pontos-chave:

Só Sei Que Foi Assim (Octávio Santiago)

Estrutura em 5 Atos

Ato 1 – Desigualdades estruturais

  • Formação histórica das diferenças entre Nordeste e Sudeste.

  • O “atraso” nordestino como narrativa criada por elites políticas e econômicas.

  • A seca e a pobreza usadas como marca exclusiva da região.

Ato 2 – Racialização

  • Discurso científico do início do século XX: nordestinos vistos como “raça degenerada”.

  • Mistura de preconceito de classe + preconceito racial.

  • Comparação com teorias eugenistas que associavam atraso à mestiçagem.

Ato 3 – Monotematização

  • Redução do Nordeste a poucos temas (seca, fome, fanatismo, violência).

  • Invisibilização da diversidade cultural, histórica e social da região.

  • Exemplos: novelas, músicas, reportagens que reforçam estereótipos.

Ato 4 – Oposição e interesses regionais

  • Conflito simbólico: “Nordeste vs. Sudeste/Sul”.

  • Uso político do preconceito para justificar concentração de investimentos em outras regiões.

  • O Nordeste como “outro atrasado”, em contraste com o “Brasil moderno”.

Ato 5 – Estereótipos físicos e culturais

  • Caricaturas do nordestino: sotaque, aparência, comportamento.

  • O caso do “homem-gabiru” (1991): representação desumana da pobreza.

  • O conceito de “Complexo de Macabéa” → apagamento da identidade, inspirado em A Hora da Estrela de Clarice Lispector.

Conclusão

  • O preconceito contra nordestinos é uma construção histórica e não uma verdade natural.

  • Ainda hoje é reproduzido em discursos políticos e midiáticos.

  • É preciso recontar a história para desmontar estigmas e afirmar a diversidade e a riqueza cultural do Nordeste.

15 de setembro de 2025

quarta-feira, 17 de setembro de 2025

"A VIDA NÃO É UM LIMÃO, A VIDA É UMA LIMONADA"

 "A VIDA NÃO É UM LIMÃO, A VIDA É UMA LIMONADA", de Joice Malavolta e Zezé Brandão, dois jornalistas/publicitários, com prefácio de Roberto Shinyashiki, psiquiatra, escritor e palestrante.  Edição de 2006, da Editora Gente.

        "Eu adoro pessoas que conseguem fazer do limão, uma limonada."

        Assim Shinyashiki abre o prefácio, e de cara, já dá o exemplo formidável de Jô Clemente, que, por causa das necessidades de seu filho excepcional, criou a excepcional APAE.

        A premissa básica do livro, um livro de proporções pequenas, mas que aborda um problema, diria enorme, considerando que o tamanho diz mais respeito a tratar de um assunto que atinge a todos os mortais, sem exceção, a premissa, repito, é a tolerância, a resiliência, ante as pequenas 'caneladas' que a vida nos dá, e como lidar com essas 'caneladas'...

        O problema inevitável a que me refiro é o do limão, que azeda a nossa vida cotidiana.  Os limões que representam as pequenas tragicomédias do dia a dia de cada um.

        Não há grandeza. São os desencontros, os pequenos acidentes, enganos, acertos, desacertos e tropeços que fazem parte da vida, em toda a sua extensão.

         Diria que viver é como acolher-se a sombra de um limoeiro...

        O livro propõe com ironia e muitas vezes com sarcasmo, como tratar e fazer uma limonada dos limões que a vida nos serve.

        Com episódios quase cômicos, vai ilustrando a sua tese da "limonada", adoçada com o bom-humor e o riso escancarado, ante esses pequenos/grandes grandes tropeços.

        Como preparar uma limonada que nos refresque a alma, tirando o azedo do limão?

        Simples, assim nos parece, por estar disponível a quem tiver abertura de mente para entender que não há "tragédia" que seja maior do que a ironia e o humor, para tratar as caneladas recebidas, merecidas ou não.

        Um pequeno livro e de fácil e divertida(mente) leitura, que nos faz rir de nossos percalços, inesperados e inadvertidos acidentes do cotidiano. Caneladas que não devem ser relevadas, ou levadas a sério demais.

        A vida é um acidente ainda inexplicável, e assim, estar atento para não sofrer por pequenos acidentes que lamentavelmente fazem parte da existência, é um ótimo sinal de que a consciência já está desperta, e pode divisar com clareza, que não somos vítimas, mas que integramos a grande manifestação da vida, breve e curta demais para sofrermos irrelevâncias, acidentes aleatórios como se fossem tragédias.

        Convém sempre lembrar que temos a opção de escolher entre chorar e rir, ou chorar de tanto rir.

        Mesmo que não seja literal, mesmo que procure captar a ideia essencial, que orienta o sentido e a direção do livro, o resumo retira o espírito, a substância, a marca criativa do autor. Retira a sua assinatura espiritual...

        A orelha dos livros, ou resumos das ideias fundamentais, não revelam o verdadeiro sabor dos frutos. São apenas bússolas aos navegantes de mares desconhecidos... 

        Ler e refletir, degustando cada momento, sentindo a força da expressão impressa que carrega ideias e sentimentos, transforma a leitura num diálogo com o livro e com o autor.

        Com a paciência do leitor, descreverei um interessante capítulo. Há nele um realismo que se torna inegável, quando perguntamos: serviu para alguma coisa, ou resolveu o problema, achou a solução?

        Vamos lá...

        FAÇA COMO SCARLET, PENSE NISSO AMANHÃ

        "Voce deita morrendo de cansaço, o corpo pedindo uma noitada generosa de sono.

        Então de repente sente aquele cutucão: há algo que deveria ter feito e não fez: uma atitude, uma resolução, uma providência que você não tomou

        Pronto, olha o sono indo embora, batendo as asinhas e mandando beijinhos...

        Aí começa aquele filme, do qual você conhece bem o final: uma virada para a esquerda, uma virada para a direita, e essas duas viradas  são só o começo de uma noite de dar inveja  até às corujas.

        Pergunta básica: serviu para alguma coisa jogar o sono fora? Você fez algo realmente útil a ponto de resolver a questão?

        A energia despendida ao virar de um lado para o outro na cama moveu uma única pedra que compunha a sua preocupação?

        Sinceramente, não, né?

        No auge dos problemas, a Scarlet O'Hara, a linda personagem de E o vento levou, dizia a si mesma, sem a menor cerimônia: "nisso, pensarei amanhã".

        Pode ter certeza: essa é a maneira mais sábia de lidar com problemas que, à noite, só tendem a ficar maiores e mais insolúveis.

        Claro, que se a questão for apenas dar um telefonema, e a coisa se resolve, nem pense em se virar na cama. Levante-se e telefone, mesmo que seja um pouco tarde; se o outro for acordado, o problema fica sendo dele, não seu,

        Coloque na sua cabeça que os problemas que conseguimos resolver na cama são doces problemas, e, em geral, não nos fazem perder o sono. Até dão muito sono depois.

        Livre-se da culpa por deixar para pensar nisso amanhã. O sol, a luz, são fontes de energia, de sabedoria, de iluminação, ao contrário das trevas, que só oprimem, cegam e fecham os canais de compreensão.

        Para conseguir tirar da cabeça o problema e pensar nele só amanhã, faça um exercício muito simples: coloque o foco nos dedos dos seus pés, e dê um nome a cada um deles. Por exemplo, Laura, Maria, Marquinhos etc.

        Na segunda vez que você tentar atribuir o nome certo ao dedo certo, você já terá dormido É "tiro e queda".

        Se você não quiser fazer o exercício hoje à noite, nada de culpa nem de preocupação: "pense nisso amanhã".

28 de agosto de 2025

prof. mario moura