“A mente pode sonhar que não está mais sonhando e você não saberá que esse é mais um sonho. Só saberá que estava sonhando quando acordar.”
Osho
Um casal de namorados estava viajando com outros em um ônibus, através de uma pitoresca região montanhosa. Quando observam um hotel num local adorável, os dois decidem parar o ônibus e descer. Na estrada, alguns minutos depois, uma rocha enorme despenca e destroi o ônibus, matando instantaneamente todos que estavam nele. Ao ver isso, o casal exclamou “Quisera nós ainda estarmos nesse ônibus!”
Porque eles desejaram isso?
O processo do Conhecer
O Homo Sapiens possui três cérebros, que evoluíram mais ou menos independentemente: cada desenvolvimento biológico foi também um maior avanço tecnológico.
O primeiro cérebro, o cérebro reptiliano, é o local da inteligência comportamental.
O segundo, o cérebro mamífero, é o local da inteligência emocional.
O terceiro, o neocórtex, é o cérebro racional.
Eles operam dois sistemas neurofisiológicos em contraponto: um sistema de autopreservação e um sistema de preservação da espécie. Porque a rede de comunicações entre estes três cérebros é altamente sofisticada, nós experimentamos a nós mesmos como uma única identidade.
O filósofo e físico americano Thomas Kuhn propôs que um paradigma interno interpreta toda a informação que chega ao cérebro através dos sentidos, enquadrando a nossa percepção, pensamento e comportamento.
Joseph LeDoux, um neurocientista do Center for Neural Science (Centro para Ciência Neural) da Universidade de Nova York mostrou como a arquitetura do cérebro dá ao cérebro emocional, ou cérebro mamífero, o poder de assaltar o nosso cérebro racional, ou neocórtex, através da amígdala. Consequentemente, nós não podemos pensar um pensamento ou considerar uma nova informação no neocórtex se esta é estranha à programação do cérebro mamífero, que é determinado pelo nosso paradigma interno.
Em minha análise, um paradigma interno consiste de três mitos arquetípicos:
1. O Mito da Criação – enquadramento da realidade, que aborda a questão, Onde Estou?
2. O Mito da Origem – enquadramento do pertencer, que aborda a questão, O que Sou Eu?
3. Os Mitos do herói – de identidade e individualidade, que aborda a questão, Quem Sou Eu?
Nós vemos o mundo através desses mitos. Coletivamente, eles formam o núcleo de uma identidade cultural.
Onde? O que? Quem? As nossas respostas a essas três questões arquetípicas criam caminhos neurais únicos no cérebro que enquadram as construções da realidade através das quais nós interpretamos informações.
Nós selecionamos do mundo constantemente as informações que melhor se encaixam nas nossas respostas e apagamos as informações estranhas aos nossos mitos, não importando quão válida seja a informação. Como resultado, o que pode ser perfeitamente óbvio para uma pessoa será totalmente imperceptível para alguém com um conjunto diferente de mitos.
Com efeito, esses mitos programam o cérebro, moldando caminhos neurais únicos que agem como filtros nas experiências.
Os cérebros humanos são fisiologicamente incapazes de processar informações estranhas aos mitos que os programaram.
Isto possui implicações para o desenvolvimento científico. A menos que haja garantias para combater este fenômeno, os dados que são válidos dentro de um novo conjunto de mitos, mas que são anomalias em pelo menos um dos mitos atuais, serão descartados. Daí, a observação lacônica de Max Planck, “A ciência avança funeral por funeral.“
Os seguintes pontos sobre esses três mitos também devem ser observados:
•Eles não estão abertos à avaliação racional, porque estão fora do alcance do nosso intelecto.
•Eles atuam no cérebro mamífero como um programa de computador sequestrando qualquer informação que não se encaixe. De fato, para o nosso neocórtex, informações estranhas não existem.
•Tal sequestro pode tomar a forma de negros sob o apartheid, os direitos de LGBT para a direita religiosa, ou medicina alternativa para pesquisadores biomédicos fundamentalistas.
•Eles formam o fundamento subjetivo de qualquer sistema de conhecimento, incluindo a Ciência Ocidental.
Eu chamo esses três mitos de imperativo noético. Por que “noético”? Porque o que estou falando envolve todos os nossos três cérebros, assim como o nosso acesso ao que Teilhard de Chardin descreveu como noosfera – a esfera de cognição acima e além da geosfera e da biosfera.
A palavra “noético” (noetic) deriva do grego noos ou nous, que significa conhecimento interior ou consciência.
E porque “imperativo”? Primeiramente porque estes três mitos enquadram o nosso comportamento, eles são a fonte suprema de toda ação.
Em segundo lugar porque o resultado de sua influência faz paralelo ao “imperativo territorial” que Robert Ardrey mostrou governar o mundo animal.
O estudo do comportamento animal mostrou que através do contraponto das necessidades de estimulação (acessadas através de desafio), segurança (conseguida através do pertencer a um grupo) e identidade (alcançada através da posição naquele grupo), o imperativo territorial integra o bem de um e o bem de todos para manifestar uma moralidade natural.
No nível humano, essa integração é alcançada através de um equilíbrio dinâmico entre as necessidades de verdade, justiça, e amor.
A moralidade real em que vivemos é o produto do enquadramento dado a essas três necessidades pelos três mitos em que acreditamos.
Artigo de Mr. Ranjan
tradução de Karina
Podem ser anotações casuais de um passante, porque quando começamos nossa jornada, não distinguimos bem a paisagem. Ela sempre nos surpreende. Desconhecemos aonde nos pode levar o caminho. Não o escolhemos... Perambular é o próprio caminho. Uma narrativa do destino que desenhamos inconscientemente. O que pretendo? Tecer algumas considerações fora da mesmice, e pinçar alguns textos curiosos que despertem a paixão...
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
HOMO-IGNORANTIS: O HOMEM E AS FERRAMENTAS
Era uma vez um homem-macaco que inventou uma parada para cortar madeira, daí ele descobriu que também podia cortar e mutilar os outros macacos para obter liderança;
Homo Ignorantis usa o meio para justificar sua ignorância.
O tempo passou, o tal do homem perdeu os pêlos (alguns começaram a raspá-los, depois evoluíram para a depilação), ficou mais sinuoso, começou a morar um lugares altos e metálicos, se tornou pseudo-inteligente, começou a achar que é a unica raça do universo, se deu o status de "evoluído" e...
Inventou o avião que nos leva de um ponto ao outro do mundo e também bombardeia milhões de pessoas de uma só vez;
Desenvolveu a medicina para a cura e por trás dela uma indústria que ganha com a doença;
Criou o carro, mas dependendo de quem senta ao volante o transforma numa arma potencial;
Inventou a televisão que pode esclarecer e informar, mas a usa para lobotomia e programações de medo e culpa;
Inventou a multa de trânsito para disciplinar e evitar acidentes e a transformou numa forma de acharcar o povo;
Cria músicas que nos levam à dimensões transce
ndentes e também "thuthucaaaaaaaaaa vem aqui pro seu tigrão";
Pode usar o sexo como forma de encontro ao divino, mas muitos ainda o usam como meio de escravizar o desejo do outro;
Criou a internet que pode tanto espalhar mensagens de paz, como fomentar comunidades terroristas entre milhões de outras usabilidades positivo-negativas.
Enfim!
Segurança, conforto, liberdade ou uma arma? Depende de quem o conduz.
Um garfo, o computador, uma caneta, uma planta, a mesa, o fósforo, a vela ou uma cadeira! Não importa a ferramenta usada, mas sim quem, como e para quê ela é utilizada.
As ferramentas e invenções sempre estão de acordo com nosso nível de evolução-consciência e nunca o contrário. Quando acontece de termos uma invenção ou informação além daquilo que podemos entender, simplesmente não as absorvemos ou as distorcemos (o que é mais comum).
Eu vejo pessoas falando mal da internet e da evolução das coisas, mas a evolução das “coisas” está diretamente atrelada à evolução humana.
E eu vejo humanos falando mal de humanos o tempo todo, como se eles fossem chimpanzés engomados de calça e gravata ou de vestido e salto alto. Eles também fazem uso dessas mesmas ferramentas, mas se isentam da responsabilidade de uso sobre elas, talvez porque se achem chimpazés-alpha e isso os deixe fora do mundano! Coisa de Homo-Ignorantis.
Esse é um mundo polarizado (bom/ruim, certo/errado), onde sempre podemos escolher como usar o universo à nossa volta.
O problema e a solução do lixo, da sustentabilidade, do dinheiro ou do amor, além de todas as coisas e fatos que nos cercam, estão na nossa forma de conduzir esse universo à nossa volta.
O martelo não pode escolher se bate um prego ou estoura um cérebro, o teclado e o mouse não auto clicam-digitam em sites de fofoca ou imagens maravilhosas, a não ser que "alguém" os tenha programado anteriormente para isso, a nota de R$100,00 não escolhe se compra um bilhete de show ou uma fileira de cocaína.
O problema e a solução estão sempre entre a cadeira e o teclado.
É isso... Pense aí como você anda usando as ferramentas que te servem.
Monik Ornellas, 26/09/2011
ANTI-HISTAMÍNICOS CHINESES FEITOS COM PÓ DE BEBÊ ABORTADO
O monstruoso remédio chinês exibido pela TV
Documentário da cadeia de TV SBS, da Coréia do Sul, desvendou o esquema de empresas farmacêuticas chinesas para vender pílulas feitas com cinzas de bebês abortados como sendo anti-histamínicos.
A equipe da TV, segundo informa o jornal “International Business Times”, de San Francisco, mostrou que a verdade por trás da “pílula de bebê morto” é horrorosa e perturbadora.
Os hospitais e as clínicas abortistas estatais chinesas participam diretamente do macabro negócio, informando as empresas da morte de um bebê em decorrência de parto ou de aborto.
As empresas então compram os corpos das crianças e os guardam no freezer de alguma família para não causar suspeita.
O passo seguinte consiste num processo realizado secretamente. Nele os corpos são colocados num secador hospitalar de microondas até serem reduzidos a um pó básico, o qual a seguir é colocado em cápsulas para serem vendidas como anti-histamínico, explicou a equipe da SBS.
A mesma equipe comprou cápsulas de bebê morto e mandou fazer testes de DNA em seu conteúdo. Os resultados dos testes revelaram que o material encapsulado era humano numa proporção de 99,7%.
Os testes também encontraram restos de cabelo e unhas, e até o sexo do bebê pôde ser identificado.
Luis Dufaur
26/09/2011
domingo, 25 de setembro de 2011
O CORAÇÃO FEMININO BATE MAIS DEVAGAR
Impressionante o que se descobre a partir de uma simples tosse ingênua.
Não se diz que o diabo está nos detalhes? Há uma lírica nos detalhes…
Então começei da tosse seca de fumante. Passei na farmacinha de bairro e troquei uma idéia com aqueles conhecidos. Tava parecendo o início daquela tosse que vai ser o cão chupando limão. Além das mentas, mel, agrião e chá, resolvi escolher um charope que não fosse natureba.
Indicação: xarope contendo cloridato de clobutinol e succinato de doxilamina.
Parênteses: depois de anos longe do curso de biologia ainda tenho resquícios dessa de-formação que se impôs sobre meu caráter. Bateu a re-caída. O Biólogo é um garoto que chegou ingênuo, por amar a natureza num curso chamado Biologia, que lhe ensina que amor é coisa de boiola e que é coisa de criança ingênua -- o legal, o inteligente, não-emocional, não-ingênuo, ou seja, adulto, é odiá-la. ODEIE A NATUREZA.
Tá bom. Concedo. Parece exagero, então vamos a mais digressões, me afastando da história da tosse.
O ingênuo amante da natureza passa por um processo de socialização -- o que significa dizer, um processo de insercão num grupo, o que inclui tanto passar por certos rituais quanto deixar de lado certos valores prévios e absorver valores do grupo onde está sendo iniciado. Odiar a natureza é um desses valores.
E como se passa do amor ao ódio? Se você já quis deixar de amar alguém, e foi duro consigo mesmo, você decerto submeteu o outro (que já não é mais ser amado desde o momento que você resolve liquida-lo simbolicamente) aos seguintes processos:
•um isolamento simbólico completo (ele nada tem a ver com você)
•sujeição do outro, sua transformação em objeto de experimentos
•sua redução a uma série de equações causa-efeito (passa a pensá-lo como previsível, manipulável, dado estímulo x, você tem o resultado y)
•como você não conhecia estas 3 “verdades” acima, antes, crê que estava sobre o domínio de uma força que desconhecia, agora você tem os olhos bem abertos e será você que dominará sobre estas forças (e se vingará pelo período em que esteve sob o feitiço do outro)
É similar com a forma como o Biólogo passa da admiração, fascinação, ao controle e ódio. “Natureza” passa a ser objeto de ser picada, centrifugada, extirpada de seu contexto e examinada nos seus contituintes mais simples. Se bem socializado, o Biólogo é aquele que não passa nem perto de ter pena do ratinho sacrificado, do inseto rasgado vivo ao meio para extirpar-lhe o intestino médio. Uma vez eu cheguei ao cúmulo da eficiência, que foi, ao invés de arrancar a primeira porção do torso do inseto com o primeiro par de patinhas que jogados no lixo ficava horas se mexendo, e só depois arrancar o abdomem onde estava o intestino, arranquei só o abdomem pra tirar de vez o intestino e criei um monstro que passeava sem abdomem pelo laboratório por mais que uma hora. Ah, sim, o biólogo cronometra o evento. Para ele o inseto não sofre.
Impressiona a maneira como eu, bem treinada em biologia, era capaz de deixar de amar rapidamente outros seres humanos. Me apaixonar, me frustrar, tornar o outro objeto, manipular, jogar fora, era técnica aprendida. Até o momento em que me dei conta: não era essa a pessoa que eu queria ser. Essa era a pessoa que me diziam para ser. Foi o momento em que decidi amar até o fim. Decidi que so assim, qual a sereia de Cristian Andersen, ganharia uma alma.
Acerca do tipo de personalidade que é dura consigo mesma, é totalitária. Hitler se tornou o herói da multidão por ser duro consigo mesmo -- se ele mesmo se sujeitava inteiramente à sua própria autoridade, ao Triunfo da sua Vontade, então a nação devia segui-lo como exemplo do que o ser humano alcança pelo controle.
Os alunos de Bio frequentemente competem pra ver quem tem mais controle -- seja sobre o nojo, sobre o asco, sobre o metabolismo, a capacidade de matar bichos sem piscar, dar injeções em pintinhos, matar o sapo com punção no cerebelo… se você consegue fazer isso, vira modelo -- isso é status no grupo, pela demonstração de controle sobre a sua própria natureza, assim como sobre a outra natureza, totalmente separada de si.
A tal da Tosse
Mas de repente a recaída. Do controle calculado sobre a minha própria natureza: sobre o meu corpo. O succinato de doxilamina causa sonolência, então não posso tomar e sair de moto. Mas é sexta-feira e estou voltando pra casa pra ficar de molho no fim de semana. Cloridato de clobutinol causa taquicardia. Legal, pensei, se o ritmo cardíaco acelera, ajuda a circulação levar defesas e limpar toxinas.
Isso eu li antes de comprar. Pago 15 pau, vambora pra casa.
Chegando, fiz aquilo que todo gripado deve fazer: caldo quente, banho, pijamão, e cama.
Levo junto as mentas, méus, e o xarope. Começo a ler bula. Bla blá, aquilo que eu já tinha lido no Reference book da farmácia, agora a dúvida: mulheres grávidas não devem… mulheres amamentando não devem… (esquisito), mas não parecia nada que tivesse o efeito de interromper gestação, fiquei curiosa e googlei informações.
Descobri que o componente cloridato de clobutinol havia sido retirado de circulação mundialmente… não é a primeira vez que me deparo com remédios, com essa mercadoria cheia de valor agregado, fruto de investimentos maciços, e quando não se pode realizar o lucro dessa mercadoria nos mercados de primeira linha, onde elas vêm parar? No 3o mundo.
Algo semelhante acontece com o paracetamol -- Chá pra gripe, remédio pra gripe, pra dor de cabeça… tá cheio de produto com isso. Paracetamol pode causar Falência Aguda do Fígado. Tradução: se você for sorteado, … se você tomar isso e for sorteado, diga adeus de vez ao seu fígado, como se ele fosse um bichinho de estimação atropelado por um Scânia a 180 Km/h bem na sua frente.
É claro que isso acontece com uma porcentagem mínima da população.
Postado por Flavia
Não se diz que o diabo está nos detalhes? Há uma lírica nos detalhes…
Então começei da tosse seca de fumante. Passei na farmacinha de bairro e troquei uma idéia com aqueles conhecidos. Tava parecendo o início daquela tosse que vai ser o cão chupando limão. Além das mentas, mel, agrião e chá, resolvi escolher um charope que não fosse natureba.
Indicação: xarope contendo cloridato de clobutinol e succinato de doxilamina.
Parênteses: depois de anos longe do curso de biologia ainda tenho resquícios dessa de-formação que se impôs sobre meu caráter. Bateu a re-caída. O Biólogo é um garoto que chegou ingênuo, por amar a natureza num curso chamado Biologia, que lhe ensina que amor é coisa de boiola e que é coisa de criança ingênua -- o legal, o inteligente, não-emocional, não-ingênuo, ou seja, adulto, é odiá-la. ODEIE A NATUREZA.
Tá bom. Concedo. Parece exagero, então vamos a mais digressões, me afastando da história da tosse.
O ingênuo amante da natureza passa por um processo de socialização -- o que significa dizer, um processo de insercão num grupo, o que inclui tanto passar por certos rituais quanto deixar de lado certos valores prévios e absorver valores do grupo onde está sendo iniciado. Odiar a natureza é um desses valores.
E como se passa do amor ao ódio? Se você já quis deixar de amar alguém, e foi duro consigo mesmo, você decerto submeteu o outro (que já não é mais ser amado desde o momento que você resolve liquida-lo simbolicamente) aos seguintes processos:
•um isolamento simbólico completo (ele nada tem a ver com você)
•sujeição do outro, sua transformação em objeto de experimentos
•sua redução a uma série de equações causa-efeito (passa a pensá-lo como previsível, manipulável, dado estímulo x, você tem o resultado y)
•como você não conhecia estas 3 “verdades” acima, antes, crê que estava sobre o domínio de uma força que desconhecia, agora você tem os olhos bem abertos e será você que dominará sobre estas forças (e se vingará pelo período em que esteve sob o feitiço do outro)
É similar com a forma como o Biólogo passa da admiração, fascinação, ao controle e ódio. “Natureza” passa a ser objeto de ser picada, centrifugada, extirpada de seu contexto e examinada nos seus contituintes mais simples. Se bem socializado, o Biólogo é aquele que não passa nem perto de ter pena do ratinho sacrificado, do inseto rasgado vivo ao meio para extirpar-lhe o intestino médio. Uma vez eu cheguei ao cúmulo da eficiência, que foi, ao invés de arrancar a primeira porção do torso do inseto com o primeiro par de patinhas que jogados no lixo ficava horas se mexendo, e só depois arrancar o abdomem onde estava o intestino, arranquei só o abdomem pra tirar de vez o intestino e criei um monstro que passeava sem abdomem pelo laboratório por mais que uma hora. Ah, sim, o biólogo cronometra o evento. Para ele o inseto não sofre.
Impressiona a maneira como eu, bem treinada em biologia, era capaz de deixar de amar rapidamente outros seres humanos. Me apaixonar, me frustrar, tornar o outro objeto, manipular, jogar fora, era técnica aprendida. Até o momento em que me dei conta: não era essa a pessoa que eu queria ser. Essa era a pessoa que me diziam para ser. Foi o momento em que decidi amar até o fim. Decidi que so assim, qual a sereia de Cristian Andersen, ganharia uma alma.
Acerca do tipo de personalidade que é dura consigo mesma, é totalitária. Hitler se tornou o herói da multidão por ser duro consigo mesmo -- se ele mesmo se sujeitava inteiramente à sua própria autoridade, ao Triunfo da sua Vontade, então a nação devia segui-lo como exemplo do que o ser humano alcança pelo controle.
Os alunos de Bio frequentemente competem pra ver quem tem mais controle -- seja sobre o nojo, sobre o asco, sobre o metabolismo, a capacidade de matar bichos sem piscar, dar injeções em pintinhos, matar o sapo com punção no cerebelo… se você consegue fazer isso, vira modelo -- isso é status no grupo, pela demonstração de controle sobre a sua própria natureza, assim como sobre a outra natureza, totalmente separada de si.
A tal da Tosse
Mas de repente a recaída. Do controle calculado sobre a minha própria natureza: sobre o meu corpo. O succinato de doxilamina causa sonolência, então não posso tomar e sair de moto. Mas é sexta-feira e estou voltando pra casa pra ficar de molho no fim de semana. Cloridato de clobutinol causa taquicardia. Legal, pensei, se o ritmo cardíaco acelera, ajuda a circulação levar defesas e limpar toxinas.
Isso eu li antes de comprar. Pago 15 pau, vambora pra casa.
Chegando, fiz aquilo que todo gripado deve fazer: caldo quente, banho, pijamão, e cama.
Levo junto as mentas, méus, e o xarope. Começo a ler bula. Bla blá, aquilo que eu já tinha lido no Reference book da farmácia, agora a dúvida: mulheres grávidas não devem… mulheres amamentando não devem… (esquisito), mas não parecia nada que tivesse o efeito de interromper gestação, fiquei curiosa e googlei informações.
Descobri que o componente cloridato de clobutinol havia sido retirado de circulação mundialmente… não é a primeira vez que me deparo com remédios, com essa mercadoria cheia de valor agregado, fruto de investimentos maciços, e quando não se pode realizar o lucro dessa mercadoria nos mercados de primeira linha, onde elas vêm parar? No 3o mundo.
Algo semelhante acontece com o paracetamol -- Chá pra gripe, remédio pra gripe, pra dor de cabeça… tá cheio de produto com isso. Paracetamol pode causar Falência Aguda do Fígado. Tradução: se você for sorteado, … se você tomar isso e for sorteado, diga adeus de vez ao seu fígado, como se ele fosse um bichinho de estimação atropelado por um Scânia a 180 Km/h bem na sua frente.
É claro que isso acontece com uma porcentagem mínima da população.
Postado por Flavia
A VERDADE ENFÁTICA DOS PROVÉRBIOS
Cervantes diz que o provérbio é uma frase curta baseada em longa experiência. Ele é como os pais e professores que dão conselhos. Dita regras de comportamento e transmite observações sobre pessoas ou a natureza com grande capacidade de concisão e a fina essência da filosofia. No livro Sabedoria Condensada dos Provérbios, de Nelson Carlos Teixeira, encontramos a inspiração acima. Para Leo Rosten, em seu Dicionário de Citações Judaicas, o adágio ou máxima é a sabedoria condensada que dá cor e vida à fala do homem comum. Por sua origem popular, o provérbio é o saber das ruas e pela sua concisão o bom senso concentrado. A boa e velha filosofia de almanaque voltou para ficar.
Os provérbios populares foram recolhidos pelos pesquisadores de folkcomunicação na tradição oral, placas de botequins, para-choques de caminhão, nas portas de banheiros públicos e, agora, resgatados pelos usuários das redes sociais como Facebook, Orkut, Twitter e em outras paixonites eletrônicas que se renovam a cada segundo. É a volta do passado presente no imaginário do povo que, no caráter anárquico e confessional das redes sociais, trazem citações que estavam em desuso e criam uma miscelânea de novos textos confessionais inspirados na insônia sem Rivotril, no caso de amor vivido, na noite “bem” dormida, ao fritar ovos na cozinha, na balada do final de semana ou no protesto contra os poderosos.
Curiosamente, transmitem mensagens sobre a realidade, as contradições da vida com as dores de amores citadas que promovem um sem número de cliques no botão “Curtir”, do Facebook, e desabafos em comentários que lembram o velho confessionário da Igreja Católica. Usuários brigam pelo botão “Não Curtir” em protesto contra amenidades sem sentido aceitas pelas páginas do Facebook. O mea culpa tem eco na universalidade das mesmas mensagens em vários idiomas que transmitem conteúdos idênticos.
Um consolo para cada história
O mundo de contradições e subjetividades afina a sensibilidade de jovens e mais vividos na troca de experiências nas mídias sociais, na velocidade com que as coisas da internet se apresentam para nós, onde “evento vira vento”. A renovação por segundo exige falas com velocidade, objetividade, praticidade, rapidez e devaneio. As mulheres participam em quantidade e qualidade, como se os provérbios no ciberespaço resgatassem a sensibilidade feminina, o dizer da matriarca abafado pelo autoritarismo patriarcal de anos passados.
Assim, a excessiva valorização do provérbio na webé como um passeio no tempo, a complacência literária popular que permite aos leitores expor aos milhares de amigos formas de suspiro, riso, choro, celebrações, ataques pessoais, dor, solidões expostas, alívio, amores desfeitos, sangramentos da alma e à espreita de um consolo para cada história, exorcizar demônios e celebrar que A voz do povo é a voz de Deus.
***
19/09/2011
[Robson Terra é mestre em Comunicação e Tecnologia e professor da Universidade Salgado de Oliveira, Juiz de Fora, MG]
Os provérbios populares foram recolhidos pelos pesquisadores de folkcomunicação na tradição oral, placas de botequins, para-choques de caminhão, nas portas de banheiros públicos e, agora, resgatados pelos usuários das redes sociais como Facebook, Orkut, Twitter e em outras paixonites eletrônicas que se renovam a cada segundo. É a volta do passado presente no imaginário do povo que, no caráter anárquico e confessional das redes sociais, trazem citações que estavam em desuso e criam uma miscelânea de novos textos confessionais inspirados na insônia sem Rivotril, no caso de amor vivido, na noite “bem” dormida, ao fritar ovos na cozinha, na balada do final de semana ou no protesto contra os poderosos.
Curiosamente, transmitem mensagens sobre a realidade, as contradições da vida com as dores de amores citadas que promovem um sem número de cliques no botão “Curtir”, do Facebook, e desabafos em comentários que lembram o velho confessionário da Igreja Católica. Usuários brigam pelo botão “Não Curtir” em protesto contra amenidades sem sentido aceitas pelas páginas do Facebook. O mea culpa tem eco na universalidade das mesmas mensagens em vários idiomas que transmitem conteúdos idênticos.
Um consolo para cada história
O mundo de contradições e subjetividades afina a sensibilidade de jovens e mais vividos na troca de experiências nas mídias sociais, na velocidade com que as coisas da internet se apresentam para nós, onde “evento vira vento”. A renovação por segundo exige falas com velocidade, objetividade, praticidade, rapidez e devaneio. As mulheres participam em quantidade e qualidade, como se os provérbios no ciberespaço resgatassem a sensibilidade feminina, o dizer da matriarca abafado pelo autoritarismo patriarcal de anos passados.
Assim, a excessiva valorização do provérbio na webé como um passeio no tempo, a complacência literária popular que permite aos leitores expor aos milhares de amigos formas de suspiro, riso, choro, celebrações, ataques pessoais, dor, solidões expostas, alívio, amores desfeitos, sangramentos da alma e à espreita de um consolo para cada história, exorcizar demônios e celebrar que A voz do povo é a voz de Deus.
***
19/09/2011
[Robson Terra é mestre em Comunicação e Tecnologia e professor da Universidade Salgado de Oliveira, Juiz de Fora, MG]
COMBUSTÃO HUMANA ESPONTÂNEA
(Irlanda: idoso carbonizado foi vítima de combustão espontânea)
Mistérios, Notícias
Parapsicologia
Um dos fenômenos mais intrigantes estudados pela Parapsicologia, na minha opinião, vira notícia essa semana. Já havia comentando brevemente o assunto num post mais antigo. Para quem nunca ouviu falar da Combustão Humana Espontânea, transcrevo aqui uma descrição bem geral desse fenômeno, que retirei do livro “Dicionário do Mundo Misterioso“, de Gilberto Schoereder. Mais abaixo, coloquei um vídeo que também explica de modo bem básico o mistério. Porque é, de fato, um mistério – já foram propostas inúmeras teorias, e até o momento não conseguimos sair do reino das especulações (algumas tão absurdas quanto o próprio fenômeno que tentam explicar…).
Um dos mais indecifráveis fenômenos estudados pela parapsicologia, e conhecido internacionalmente pelas siglas SHC (Spontaneous Human Combustion). A combustão humana espontânea, como o nome indica, consiste numa auto-inflamação de um ser humano, às vezes queimando completamente o corpo, outras vezes restringindo-se a pontos específicos do corpo. O fenômeno também foi conhecido como pirocinesia ou pirogenese. Não parece haver qualquer critério quanto ao tipo de pessoas que podem ser atingidas pelo fenômeno, assim como nenhum estudo ainda conseguiu chegar às possíveis causas. Em alguns casos fatais, o corpo da vítima foi completamente destruído por um fogo de origem desconhecida, chegando até mesmo a transformar os ossos em pó, uma operação que, em condições normais, só pode ser executada a temperaturas altíssimas – cerca de 1.500 graus – e durante um longo período de tempo.
Existem casos registrados do fenômeno em que as vítimas foram destruídas em poucos minutos. Outra característica para a qual não se tem explicação é o fato de os corpos serem queimados sem que danifiquem objetos que se encontram próximos a vítima. Foram registrados casos ocorridos em recintos fechados em que apenas o corpo queimou, ficando o restante do aposento absolutamente intocado. Não existem explicações naturais para o fenômeno.
Para complicar a possibilidade de se estabelecer uma relação entre as vítimas, sabe-se que a combustão humana espontânea ocorre com maior frequência durante os períodos em que a atividade magnética do Sol está em seu ponto mais elevado, o que levou alguns dos estudos para o campo das estruturas magnéticas do corpo. Os casos de “combustão localizada” também são muitos, e uma das características consiste no fato de que as vítimas por vezes sequer percebem que estão queimando, como se houvesse uma insensibilização da área. As pequenas chamas que surgem no corpo das pessoas são azuis, o que, segundo especialistas, indica uma origem interna e não externa como alguns pesquisadores acreditaram durante muito tempo. Essa chama pode se prender aos objetos que entram em contato com ela, podendo até mesmo passar de uma pessoa para outra, se houver o contato.
Segundo alguns estudiosos, esses casos de combustão humana espontânea poderiam e deveriam ser estudados por outras áreas da ciência, mas geralmente não se dá muita atenção ao fenômeno, especialmente devido à absoluta ausência de explicações viáveis. Alguns parapsicólogos ainda estão em dúvida quanto ao fato de o fenômeno pertencer ou não ao campo de pesquisa da parapsicologia.
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Um médico legista da Irlanda afirmou que um homem que morreu queimado dentro de casa foi vítima de uma combustão espontânea – possivelmente o primeiro caso deste tipo na Irlanda.
Michael Faherty, 76 anos, morreu em sua casa em Galway no dia 22 de dezembro de 2010. O corpo carbonizado foi encontrado com a cabeça virada para a lareira.
Contra as suspeitas, o legista de West Galway, Ciaran McLoughlin, disse em uma audiência na Justiça do país, que o incêndio não foi a causa do fogo que matou Faherty. McLoughlin disse também que não há indícios de incêndio criminoso.
O fogo ficou restrito à sala de Faherty e os únicos danos ocorreram no corpo da vítima – que ficou totalmente queimado -, no teto logo acima de onde ele estava e o chão onde o corpo estava.
Parecer raro
O legista afirmou que foi a primeira vez em 25 anos de carreira que deu um parecer de combustão espontânea.
McLoughlin disse ter consultado livros sobre o assunto e feito pesquisas para esclarecer a causa da morte.
O especialista forense afirmou ter encontrado informações sobre combustão espontânea em um livro, e notou que estes casos quase sempre ocorrem perto de uma lareira ou de uma chaminé.
“O incêndio foi totalmente investigado e minha conclusão é de que se encaixa na categoria de combustão humana espontânea, para o qual não há uma explicação adequada“, afirmou.
Fonte: Terra/BBC Brasil
Postado por Karina em 24/setembro/2011
Mistérios, Notícias
Parapsicologia
Um dos fenômenos mais intrigantes estudados pela Parapsicologia, na minha opinião, vira notícia essa semana. Já havia comentando brevemente o assunto num post mais antigo. Para quem nunca ouviu falar da Combustão Humana Espontânea, transcrevo aqui uma descrição bem geral desse fenômeno, que retirei do livro “Dicionário do Mundo Misterioso“, de Gilberto Schoereder. Mais abaixo, coloquei um vídeo que também explica de modo bem básico o mistério. Porque é, de fato, um mistério – já foram propostas inúmeras teorias, e até o momento não conseguimos sair do reino das especulações (algumas tão absurdas quanto o próprio fenômeno que tentam explicar…).
Um dos mais indecifráveis fenômenos estudados pela parapsicologia, e conhecido internacionalmente pelas siglas SHC (Spontaneous Human Combustion). A combustão humana espontânea, como o nome indica, consiste numa auto-inflamação de um ser humano, às vezes queimando completamente o corpo, outras vezes restringindo-se a pontos específicos do corpo. O fenômeno também foi conhecido como pirocinesia ou pirogenese. Não parece haver qualquer critério quanto ao tipo de pessoas que podem ser atingidas pelo fenômeno, assim como nenhum estudo ainda conseguiu chegar às possíveis causas. Em alguns casos fatais, o corpo da vítima foi completamente destruído por um fogo de origem desconhecida, chegando até mesmo a transformar os ossos em pó, uma operação que, em condições normais, só pode ser executada a temperaturas altíssimas – cerca de 1.500 graus – e durante um longo período de tempo.
Existem casos registrados do fenômeno em que as vítimas foram destruídas em poucos minutos. Outra característica para a qual não se tem explicação é o fato de os corpos serem queimados sem que danifiquem objetos que se encontram próximos a vítima. Foram registrados casos ocorridos em recintos fechados em que apenas o corpo queimou, ficando o restante do aposento absolutamente intocado. Não existem explicações naturais para o fenômeno.
Para complicar a possibilidade de se estabelecer uma relação entre as vítimas, sabe-se que a combustão humana espontânea ocorre com maior frequência durante os períodos em que a atividade magnética do Sol está em seu ponto mais elevado, o que levou alguns dos estudos para o campo das estruturas magnéticas do corpo. Os casos de “combustão localizada” também são muitos, e uma das características consiste no fato de que as vítimas por vezes sequer percebem que estão queimando, como se houvesse uma insensibilização da área. As pequenas chamas que surgem no corpo das pessoas são azuis, o que, segundo especialistas, indica uma origem interna e não externa como alguns pesquisadores acreditaram durante muito tempo. Essa chama pode se prender aos objetos que entram em contato com ela, podendo até mesmo passar de uma pessoa para outra, se houver o contato.
Segundo alguns estudiosos, esses casos de combustão humana espontânea poderiam e deveriam ser estudados por outras áreas da ciência, mas geralmente não se dá muita atenção ao fenômeno, especialmente devido à absoluta ausência de explicações viáveis. Alguns parapsicólogos ainda estão em dúvida quanto ao fato de o fenômeno pertencer ou não ao campo de pesquisa da parapsicologia.
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Um médico legista da Irlanda afirmou que um homem que morreu queimado dentro de casa foi vítima de uma combustão espontânea – possivelmente o primeiro caso deste tipo na Irlanda.
Michael Faherty, 76 anos, morreu em sua casa em Galway no dia 22 de dezembro de 2010. O corpo carbonizado foi encontrado com a cabeça virada para a lareira.
Contra as suspeitas, o legista de West Galway, Ciaran McLoughlin, disse em uma audiência na Justiça do país, que o incêndio não foi a causa do fogo que matou Faherty. McLoughlin disse também que não há indícios de incêndio criminoso.
O fogo ficou restrito à sala de Faherty e os únicos danos ocorreram no corpo da vítima – que ficou totalmente queimado -, no teto logo acima de onde ele estava e o chão onde o corpo estava.
Parecer raro
O legista afirmou que foi a primeira vez em 25 anos de carreira que deu um parecer de combustão espontânea.
McLoughlin disse ter consultado livros sobre o assunto e feito pesquisas para esclarecer a causa da morte.
O especialista forense afirmou ter encontrado informações sobre combustão espontânea em um livro, e notou que estes casos quase sempre ocorrem perto de uma lareira ou de uma chaminé.
“O incêndio foi totalmente investigado e minha conclusão é de que se encaixa na categoria de combustão humana espontânea, para o qual não há uma explicação adequada“, afirmou.
Fonte: Terra/BBC Brasil
Postado por Karina em 24/setembro/2011
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
DROGAS QUE NÃO VICIAM, MAS DEVERIAM
A maioria das pessoas se entope de remédios, por que a doença se tornou algo muito lucrativo, não só para a indústria farmacêutica e toda gestão de “saúde”, mas e principalmente para os próprios doentes. Isso por que as doenças viraram bengalas emocionais, papo de chantagista, sabe como é? Eu sei que você sabe, rs, eu também, já fiz muito isso. O que a gente não faz por um pouco de atenção, né verdade? (vou ver se abordo isso mais tecnicamente no Consciência).
Umas pílulas de Consciência não fazem mal à ninguém...
Fato é que, há uma gama de remédios super necessários que ainda não foram criados, mas podemos deixar aqui algumas sugestões de DROGAS mais conscientes. Lá vai:
CÁPSULA ANTI-DRAMA – Essa é pra tomar ao acordar. Tipo, abriu o olho tasca a dita pra dentro, por que para muita gente o drama começa ao som do despertador, se estende na preguiça de levantar e daí pra frente é só ladeira abaixo. Com tal pílula, você pára de espernear como um bebê chorão e assume cada M que faz, ou, deixa de fazer. Indicado para todos os com-dor, sem sorte, mal amados(as) e injustiçados do planeta.
INIBIDOR DE MENTIRAS DESLAVADAS incluindo as brancas (em gotas) – Natural e porreta! Se a mentira for como uma compulsão, joga umas 50 gotas em meio copo d’água e tasca pra dentro! Acredito que esse também deveria ser tomado pela manhã para não começar na bat-mentirinha do atraso, se arrastando para tudo que você não consegue assumir um posicionamento ou mandar a real quando tem vontade.
INJEÇÃO ANTI-VERBORRÁGICA (intra venosa)- Se o problema não é falar muito, mas a qualidade do quê se fala, essa injeção é de efeito imediato. Um cala-boca venoso. Ideal para fofoqueiros.
Para cada pílula, três reclamações.
ESTIMULANTE DE GENTILEZA E EDUCAÇÃO (em conta gotas) - Para colocar nos bebedouros dos órgãos públicos, nas águas vendidas no trânsito e se possível pingar nos milhões de croquetes, joelhos, churrasquinhos de gato, cervejas e chopps vendidos. Tipo um sossega-leão reflexivo.
COLÍRIO CLAREADOR DE PRECONCEITO – esse aí você pinga no olho e arde no cérebro. Ele apaga todas as premissas que transformam seu olhar num torpedo preconceituoso. Temporariamente você ficará um pouco tonto, pois ele bagunça seu coreto para que possa experimentar novos pontos de vista e desconstruir esse julgamento hipócrita do mundo. Cuidado: Uso excessivo pode causar lobotomia.
COLÍRIO EMAGRECEDOR - Faz com que, ao se olhar no espelho você VEJA, PERCEBA e APROVE todas as suas gostosuras, aprendendo a apreciar cada ondinha do seu corpo como única. Também arde o cérebro, pois apaga as programações de beleza auto programadas sobre magrelas, ossudas e principalmente sobre dietas punitivas ao prazer de viver.
Não podia ter uma cápsula de auto-estima? Seria como ouro encapsulado!
MEMORIOL (em cápsulas)– Solicitação antiqüíssima e aclamada por muitos, porém essa versão particular é direcionada para aqueles que sofrem de “memória seletiva”, tipo, são muitos bons em lembrar de tudo, e melhores ainda de apagar aquilo que lhes convém (preciso de tomar uns 10 desses por dia);
PIRULITOL(cápsulas com pózinho) – Quase uma vassoura atrás da porta, coloque 2 gotas de pirulitol no drink do amigo e em poucos instantes ele irá lembrar de algo importante a fazer e tomará seu rumo. É quase como um memoriol só que adicionado da “Síndrome da Urgência” na execução.
PÍLULA ANTI-HIPOCRISIA – Essa é para aquelas mocréias tomadoras de conta da “boa moral e dos bons costumes”. É tipo uma pílula expositora do comportamento encubado. Faz vir à tona a real necessidade da criatura, para que ela possa ver que só mete o malho naquilo que tem vontade de fazer rasgado, mas seu puritanismo não lhe permite. Liberdade ao Dark Side!
SUPOSITÓRIO ANTI-VÍTIMA – Se todo mundo está errado e só você está certo, pode adquirir logo um desses. De rápida absorção, a responsabilidade rapidamente baterá á sua porta.
SUPOSITÓRIO ANTI-MEDO – Para quem tem medo de sair, de namorar, de correr, andar na rua, de assalto, de sorriso, de contato, de bate papo virtual, de bate papo real, de cachorro ou de respirar. 3 x ao dia.
SUPOSITÓRIO ANTI-UMBIGUISMO – Amplifica a visão e percepção do ser para além do seu umbigo. Pessoas que sofrem desse mal precisam de tratamento continuado, aplicar 3x ao dia. Em caso de crise continuada, adquirir versão venosa.
Todos essas “drogas” são adquiridas como PLACEBO PROGRAMÁVEL – Muito natural, nos formatos: cápsulas, gotas, intra-venoso ou supositório. Forma de uso: Se programe com a descrição do medicamento e faça a ingestão da cápsula, gota ou supositório. Nós sempre escolhemos a forma na qual desejamos ser enganados, que tal fazermos de forma consciente? rs
O que é uma pessoa ancorada com a solução, né verdade?
Sou amante particular do besteirol e praticante de pirações esdrúxulas em horas inapropriadas (nem sempre as exponho, mas creia, minha mente fervilha com elas, rsrs). Acho o máximo essa coisa de piração e criatividade. Se tiverem outras idéias de DROGAS conscientes, deixem nos comentários.
por Monik Ornellas
CARISMA DE UM CORAJOSO PIRATA
Diz aquela antiga anedota que havia um pirata muito valente, pilhando embarcações pelos sete mares. Uma vez um dos seus comandados perguntou-lhe:
- Capitão, sempre te vejo lutando com muita bravura, liderando os rapazes contra os navios inimigos, com muita disposição e sem ter medo de nada. Qual é o seu segredo?
- Meu jovem, é muito simples: quando vejo que terei uma batalha difícil contra um adversário determinado, peço que me tragam a minha camisa vermelha. Assim, por mais que eu sofra algum ferimento, o sangue não aparece por causa da cor da camisa. E aí ninguém fica preocupado e todos continuam lutando com afinco.
A lição é direta – ainda que não deva ser levada estritamente ao pé da letra – e realça uma das qualidades de um líder: inspirar seus liderados, mesmo nas tarefas mais difíceis e diante das maiores adversidades. Mas aí vem o desmoralizante final da piada…
Num belo dia, ao passar por umas ilhas distantes, o navio do célebre pirata cruzou com outros cinco navios inimigos, armados até os dentes. Imediatamente o ajudante perguntou ao capitão:
- Senhor, quer que traga a sua camisa vermelha?
- Não, respondeu ele, melhor trazer a minha calça marrom.
Piada em 'O líder acidental', de Rodolfo Araújo, mestre em Administração de Empresas pela PUC-RJ, pós-graduado em Tecnologia de Informação pela FGV-RJ e bacharel em Comunicação Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro.
- Capitão, sempre te vejo lutando com muita bravura, liderando os rapazes contra os navios inimigos, com muita disposição e sem ter medo de nada. Qual é o seu segredo?
- Meu jovem, é muito simples: quando vejo que terei uma batalha difícil contra um adversário determinado, peço que me tragam a minha camisa vermelha. Assim, por mais que eu sofra algum ferimento, o sangue não aparece por causa da cor da camisa. E aí ninguém fica preocupado e todos continuam lutando com afinco.
A lição é direta – ainda que não deva ser levada estritamente ao pé da letra – e realça uma das qualidades de um líder: inspirar seus liderados, mesmo nas tarefas mais difíceis e diante das maiores adversidades. Mas aí vem o desmoralizante final da piada…
Num belo dia, ao passar por umas ilhas distantes, o navio do célebre pirata cruzou com outros cinco navios inimigos, armados até os dentes. Imediatamente o ajudante perguntou ao capitão:
- Senhor, quer que traga a sua camisa vermelha?
- Não, respondeu ele, melhor trazer a minha calça marrom.
Piada em 'O líder acidental', de Rodolfo Araújo, mestre em Administração de Empresas pela PUC-RJ, pós-graduado em Tecnologia de Informação pela FGV-RJ e bacharel em Comunicação Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro.
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
MENSAGENS SUBLIMINARES
DA CERVEJA AO CRACK MENSAGENS SUBLIMINARES PARA ENGANAR O CIDADÃO
O cidadão brasileiro é penalizado de todas as formas e maneiras. Há nove anos, fruto de propaganda enganosa, estamos sob o julgo de um governo que, estatisticamente comprovado, é o maior corrupto desde a descoberta de Cabral.
Um ativo Ministério da Propaganda Petista, nos moldes da técnica nazista, nos bombardeia com números falsos para encobrir uma incompetência administrativa de um governo sem obras, sem realizações.
Pagamos o mais alto tributo do mundo. Temos um dos piores IDH - Índice de Desenvolvimento Humano, que nos coloca numa humilhante 73ª posição em contraponto com países de menor exponencial sob todos os aspectos.
Somos os piores em educação, saúde, transportes, segurança e etc., e damos de goleada em corrupção e em aproveitamento das riquezas do Estado em benefício de uns poucos privilegiados com os mais altos salários da função pública em todo o mundo.
Um cidadão percorre 90 quilômetros dentro de uma ambulância com o filho com traumatismo craniano e não é atendido nos hospitais públicos. Enquanto isso, em Nova York, a presidenta Dilma arrota caviar russo e faz discursos bonitinhos e pousa de mocinha e os gringos riem com os cantos da boca, com aquela expressão de "quão idiotas são esses brasileiros que nos entregam todo o seu ouro".
Como se isso não bastasse, somos enganados com jogadinhas de merchandising que vendem seus produtos nocivos com base em testemunhos de especialistas e de outros que fazem propaganda disfarçada, usando o mesmo tema, em prol de um candidato abençoado pelo Apedeuta.
Vejam estas duas manchetes, ambas publicadas na edição do Estadão Online:
- Estudo mostra que cerveja hidrata igual à água após prática esportiva
- Crack avança e iguala o álcool em cidades do Estado de São Paulo
Na primeira, trata-se de um merchandising de quem fabrica cerveja. A intenção da notícia é clara em induzir você a tomar mais cerveja, inclusive após qualquer prática esportiva.
È uma aberração esta notícia. É sabido, por qualquer leigo, que a cerveja contém nitrosaminas (agentes cancerígenos de primeira ordem), e isto inclui até a tal da cerveja preta.
Leia trecho da reportagem do Estadão
Um estudo apresentado nesta terça-feira, 20, em Bruxelas comprova que o consumo moderado de cerveja após exercícios físicos é tão eficaz quanto a água para a hidratação, segundo especialistas médicos.
Esta é uma das conclusões apresentadas no "VI Simpósio Europeu de Cerveja e Saúde", onde participaram especialistas em medicina, nutrição e alimentação da União Européia.
O pesquisador Manuel Castillo, da Universidade de Granada, expôs os resultados de um estudo que consistiu em medir a reação do corpo à ingestão de água ou cerveja após a realização de esforço físico intenso. "Realizamos o estudo para comprovar se o costume de tomar cerveja depois do exercício era recomendável", explicou Castillo.
Se esse Manuel Castillo, da Universidade de Granada, existir mesmo, é um tremendo picareta a serviço de uma indústria que mata e vicia.
Na segunda manchete "Crack avança e iguala o álcool em cidades do Estado de São Paulo" é apenas uma continuação de uma campanha que vendo sendo realizada com objetivo de desvalorizar o governo do PSDB, que governa o Estado de São Paulo.
Eles vão liberando releases para tentar fazer a cabeça do cidadão e, em contraponto, liberam outros com fatos positivos sobre o candidato abençoado pelo Apedeuta para a prefeitura de São Paulo.
Eles tentam ser sutil, mas para quem entende do riscado não fede e nem cheira.
O crack não é um privilégio do Estado de São Paulo. É um câncer que está presente em todo o país, até mesmo em pequenas cidades, fruto de uma política incompetente do governo petista para o setor.
Assim como, o consumo do álcool também não é. Dados da ONU afirmam que o alcoolismo é a terceira maior doença do BRASIL, perdendo somente para os males do coração e os tumores.
São duas informações falsas, com objetivos distintos, que não passam de propaganda enganosa. Querem enganar você cidadão. Na telinha, mostram filmes bonitinhos de um Brasil que não existe. Com fatos enganosos tentam desmerecer uma das melhores administrações públicas e ainda querem que você tome uma cervejinha para esquecer tudo isso e continuar votando neles. Vergonha!
Postado por Lúcio Neto
O cidadão brasileiro é penalizado de todas as formas e maneiras. Há nove anos, fruto de propaganda enganosa, estamos sob o julgo de um governo que, estatisticamente comprovado, é o maior corrupto desde a descoberta de Cabral.
Um ativo Ministério da Propaganda Petista, nos moldes da técnica nazista, nos bombardeia com números falsos para encobrir uma incompetência administrativa de um governo sem obras, sem realizações.
Pagamos o mais alto tributo do mundo. Temos um dos piores IDH - Índice de Desenvolvimento Humano, que nos coloca numa humilhante 73ª posição em contraponto com países de menor exponencial sob todos os aspectos.
Somos os piores em educação, saúde, transportes, segurança e etc., e damos de goleada em corrupção e em aproveitamento das riquezas do Estado em benefício de uns poucos privilegiados com os mais altos salários da função pública em todo o mundo.
Um cidadão percorre 90 quilômetros dentro de uma ambulância com o filho com traumatismo craniano e não é atendido nos hospitais públicos. Enquanto isso, em Nova York, a presidenta Dilma arrota caviar russo e faz discursos bonitinhos e pousa de mocinha e os gringos riem com os cantos da boca, com aquela expressão de "quão idiotas são esses brasileiros que nos entregam todo o seu ouro".
Como se isso não bastasse, somos enganados com jogadinhas de merchandising que vendem seus produtos nocivos com base em testemunhos de especialistas e de outros que fazem propaganda disfarçada, usando o mesmo tema, em prol de um candidato abençoado pelo Apedeuta.
Vejam estas duas manchetes, ambas publicadas na edição do Estadão Online:
- Estudo mostra que cerveja hidrata igual à água após prática esportiva
- Crack avança e iguala o álcool em cidades do Estado de São Paulo
Na primeira, trata-se de um merchandising de quem fabrica cerveja. A intenção da notícia é clara em induzir você a tomar mais cerveja, inclusive após qualquer prática esportiva.
È uma aberração esta notícia. É sabido, por qualquer leigo, que a cerveja contém nitrosaminas (agentes cancerígenos de primeira ordem), e isto inclui até a tal da cerveja preta.
Leia trecho da reportagem do Estadão
Um estudo apresentado nesta terça-feira, 20, em Bruxelas comprova que o consumo moderado de cerveja após exercícios físicos é tão eficaz quanto a água para a hidratação, segundo especialistas médicos.
Esta é uma das conclusões apresentadas no "VI Simpósio Europeu de Cerveja e Saúde", onde participaram especialistas em medicina, nutrição e alimentação da União Européia.
O pesquisador Manuel Castillo, da Universidade de Granada, expôs os resultados de um estudo que consistiu em medir a reação do corpo à ingestão de água ou cerveja após a realização de esforço físico intenso. "Realizamos o estudo para comprovar se o costume de tomar cerveja depois do exercício era recomendável", explicou Castillo.
Se esse Manuel Castillo, da Universidade de Granada, existir mesmo, é um tremendo picareta a serviço de uma indústria que mata e vicia.
Na segunda manchete "Crack avança e iguala o álcool em cidades do Estado de São Paulo" é apenas uma continuação de uma campanha que vendo sendo realizada com objetivo de desvalorizar o governo do PSDB, que governa o Estado de São Paulo.
Eles vão liberando releases para tentar fazer a cabeça do cidadão e, em contraponto, liberam outros com fatos positivos sobre o candidato abençoado pelo Apedeuta para a prefeitura de São Paulo.
Eles tentam ser sutil, mas para quem entende do riscado não fede e nem cheira.
O crack não é um privilégio do Estado de São Paulo. É um câncer que está presente em todo o país, até mesmo em pequenas cidades, fruto de uma política incompetente do governo petista para o setor.
Assim como, o consumo do álcool também não é. Dados da ONU afirmam que o alcoolismo é a terceira maior doença do BRASIL, perdendo somente para os males do coração e os tumores.
São duas informações falsas, com objetivos distintos, que não passam de propaganda enganosa. Querem enganar você cidadão. Na telinha, mostram filmes bonitinhos de um Brasil que não existe. Com fatos enganosos tentam desmerecer uma das melhores administrações públicas e ainda querem que você tome uma cervejinha para esquecer tudo isso e continuar votando neles. Vergonha!
Postado por Lúcio Neto
O COZINHEIRO
Pouca coisa mais difícil de extirpar que um hábito. Não sou nenhum Edu Goldenberg, mas não posso negar minhas tendências obsessivas.
Há anos almoço todos os dias, religiosamente, no mesmo lugar. Um minúsculo restaurante japonês, mais propriamente um “nipo-butiquim”, encravado no mais improvável dos buracos. Não acharia jamais, não tivesse me servido ocasionalmente de abrigo, num desses temporais paulistanos de fevereiro ou março.
Dia após dia, calado como um daruma, o pintado no gato, o cego no peixe cru, fui sacando as histórias. Tem quarenta anos de existência o lugar, vinte sob o comando da “Dona Maria”, como é mais conhecida a japonesinha invocada que começou como empregada da antiga dona, tão solícita quanto mau-humorada, típica dona de butiquim, com nome de orixá: Iroko. Chegada num “colunismo social”, por assim dizer, sabe e faz saber da vida de todo mundo por ali. Fiquei sabendo que o dentista não paga pensão pra ex-mulher; que o “doutor” enriqueceu fraudando concorrências públicas; soube, inclusive, o valor do cachê da modelo, ex-miss. Da minha vida - eu que não abro a boca - amigo meu veio me dizer coisa que nem eu sabia.
Quando alguma coisa não dá certo, a culpa inapelavelmente é do cozinheiro. Mas não só. Espécie de alter-ego, se fala de política, conta em quem “o cozinheiro” vai votar. Se o assunto é futebol – palmeirense, a Dona Maria, mais inteirada nos bastidores da Sociedade que o Savério Orlandi, o Téo Bressan e o Fernando Borgonovi juntos – “o cozinheiro” é quem vê todos os jogos da rodada. Um dia contou que “o cozinheiro” tinha passado mal de noite. Era o marido, o cozinheiro.
Obra da meia hora cotidianamente compartilhada, seguíamos todos ali, juntando solidões e cultivando dependências. Craque no ofício abraçado e vocação de matriarca, Dona Maria não esquece as preferências e as restrições da dieta de cada cliente, recebido sempre com a saudação de praxe e a pergunta que jamais falha:
-Irashaimase! Hoje o que vai sero?
Espécie de gato japonês, luta há mais de vinte anos contra a doença. Distribuindo lições de garra, coragem e vontade de viver, de vez em quando os olhinhos puxados não disfarçam a dor.
Mancando pra lá e pra cá, no trazer de comidas e no levar de louças, já vi responder a mais de um desavisado:
- O que foi na perna, Dona Maria?
- Câncero.
Em meados de novembro, para desespero de umas duas dúzias de batedores de ponto, anunciou que venderia o restaurante. Desdenhamos da ameaça, que muita gente jurava recorrente. Fustigada daqui e dali, começou dizendo que não agüentava mais, que estava cansada. Depois, passou a aleardear que era por causa de briga com sua principal garçonete, dezoito anos de casa, dezessete e meio de briga. Um belo dia, balcão vazio, sem que eu perguntasse, confidenciou: “O cozinheiro está muito doente. Ele cuidou de mim quando precisei. Agora preciso cuidar dele.” Mas ninguém seguia acreditando no intento.
Voltando hoje das férias, cheguei pra almoçar. Butiquim fechado, placa de “passa-se o ponto”.
Morreu o cozinheiro, no primeiro dia do ano.
Szegeri
Há anos almoço todos os dias, religiosamente, no mesmo lugar. Um minúsculo restaurante japonês, mais propriamente um “nipo-butiquim”, encravado no mais improvável dos buracos. Não acharia jamais, não tivesse me servido ocasionalmente de abrigo, num desses temporais paulistanos de fevereiro ou março.
Dia após dia, calado como um daruma, o pintado no gato, o cego no peixe cru, fui sacando as histórias. Tem quarenta anos de existência o lugar, vinte sob o comando da “Dona Maria”, como é mais conhecida a japonesinha invocada que começou como empregada da antiga dona, tão solícita quanto mau-humorada, típica dona de butiquim, com nome de orixá: Iroko. Chegada num “colunismo social”, por assim dizer, sabe e faz saber da vida de todo mundo por ali. Fiquei sabendo que o dentista não paga pensão pra ex-mulher; que o “doutor” enriqueceu fraudando concorrências públicas; soube, inclusive, o valor do cachê da modelo, ex-miss. Da minha vida - eu que não abro a boca - amigo meu veio me dizer coisa que nem eu sabia.
Quando alguma coisa não dá certo, a culpa inapelavelmente é do cozinheiro. Mas não só. Espécie de alter-ego, se fala de política, conta em quem “o cozinheiro” vai votar. Se o assunto é futebol – palmeirense, a Dona Maria, mais inteirada nos bastidores da Sociedade que o Savério Orlandi, o Téo Bressan e o Fernando Borgonovi juntos – “o cozinheiro” é quem vê todos os jogos da rodada. Um dia contou que “o cozinheiro” tinha passado mal de noite. Era o marido, o cozinheiro.
Obra da meia hora cotidianamente compartilhada, seguíamos todos ali, juntando solidões e cultivando dependências. Craque no ofício abraçado e vocação de matriarca, Dona Maria não esquece as preferências e as restrições da dieta de cada cliente, recebido sempre com a saudação de praxe e a pergunta que jamais falha:
-Irashaimase! Hoje o que vai sero?
Espécie de gato japonês, luta há mais de vinte anos contra a doença. Distribuindo lições de garra, coragem e vontade de viver, de vez em quando os olhinhos puxados não disfarçam a dor.
Mancando pra lá e pra cá, no trazer de comidas e no levar de louças, já vi responder a mais de um desavisado:
- O que foi na perna, Dona Maria?
- Câncero.
Em meados de novembro, para desespero de umas duas dúzias de batedores de ponto, anunciou que venderia o restaurante. Desdenhamos da ameaça, que muita gente jurava recorrente. Fustigada daqui e dali, começou dizendo que não agüentava mais, que estava cansada. Depois, passou a aleardear que era por causa de briga com sua principal garçonete, dezoito anos de casa, dezessete e meio de briga. Um belo dia, balcão vazio, sem que eu perguntasse, confidenciou: “O cozinheiro está muito doente. Ele cuidou de mim quando precisei. Agora preciso cuidar dele.” Mas ninguém seguia acreditando no intento.
Voltando hoje das férias, cheguei pra almoçar. Butiquim fechado, placa de “passa-se o ponto”.
Morreu o cozinheiro, no primeiro dia do ano.
Szegeri
É HORA DE INVESTIGAR A PLANNED PARENTHOOD
Artigos - Aborto
A visão bíblica ensina que o sexo precisa ser reservado para o casamento, e que as meninas novas precisam ser protegidas daqueles que querem tirar vantagem da inocência delas.
Uma menina de treze anos — vamos chamá-la de Karen — era uma mocinha comum que adorava jogar futebol. Mas sua vida deu uma virada horrível quando seu treinador de futebol a seduziu e engravidou.
Sem o conhecimento dos pais de Karen, o treinador levou Karen para uma clínica da Federação de Planejamento Familiar em Ohio e pagou pelo aborto dela. As funcionárias da clínica não fizeram nenhuma pergunta, apesar do fato de que Karen mal havia acabado de sair da infância.
O treinador foi posteriormente condenado por violência sexual e enviado para a prisão. Mas conforme [a entidade pró-vida] Americanos Unidos pela Vida observou recentemente, o caso indica que as clínicas da Planned Parenthood (Federação de Planejamento Familiar) têm muita disposição de “serem parceiras perfeitas daqueles que desejam abusar sexualmente e tirar vantagem de meninas novas”.
Americanos Unidos pela Vida recentemente publicou um relatório intitulado “Razões para se Investigar a Planned Parenthood”. O relatório conta em detalhes casos horríveis que explodiram nos noticiários em anos recentes: funcionárias da Federação de Planejamento Familiar ajudando cafetões e traficantes sexuais; enganando mulheres sobre os perigos do aborto; recusando obedecer às leis de notificação aos pais; e usando indevidamente milhões de dólares do dinheiro dos contribuintes do imposto de renda.
Pior de tudo é a evidência de que a Planned Parenthood comete negligência ao não comunicar os abusos sexuais contra crianças. Em vez disso, conforme comentou Americanos Unidos pela Vida, as clínicas da Planned Parenthood “aconselham menores e seus abusadores como driblar as leis que ordenam denunciar [abusos]”, que é a razão por que Americanos Unidos pela Vida usa o termo “os parceiros perfeitos”, já que a Federação de Planejamento Familiar trabalha com aqueles que estão realmente usando e explorando “meninas novas”.
Americanos Unidos pela Vida recomenda que o Congresso conduza uma investigação integral dessa gigantesca empresa de aborto. Concordo — já passou muito da hora. Mas precisamos também perguntar a nós mesmos o motivo por que a Planned Parenthood se tornou tal força negativa. Pois bem, no final das contas tudo se resume à cosmovisão.
A visão secular moderna promove a ideia de total autonomia sexual até mesmo para meninas novas — que elas têm um direito à atividade sexual — e deveriam ser incentivadas a se envolver em sexo logo que se sentirem “prontas”, independente de sua idade e condição conjugal. Essa opinião diz que até mesmo as meninas mais novas precisam ter liberdade de terem tratamento para doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) e até terem abortos propositados sem o conhecimento de seus pais.
Em contraste, a visão bíblica ensina que o sexo precisa ser reservado para o casamento, e que as meninas novas precisam ser protegidas daqueles que querem tirar vantagem da inocência delas. É por isso que os israelitas antigos protegiam com muito cuidado as mulheres solteiras novas, incentivando modéstia no modo de se vestir e se comportar.
Eles sabiam que sem essa proteção, homens inescrupulosos tirariam vantagem delas. As mesmas proteções formavam parte de praticamente todas as outras culturas — proteções que foram eliminadas durante a última metade do século de liberação sexual.
A pergunta é: Qual visão se alinha mais intimamente com a realidade? Milhões de abortos e nascimentos fora do casamento, um de cada quatro adolescentes com uma DST, adolescentes atraídos de forma enganadora à prostituição forçada, esses problemas dão a resposta preocupante. Meninas novas precisam de proteção daqueles que querem explorá-las.
Por isso, sim, peça aos seus legisladores que investiguem a Planned Parenthood. Mas precisamos também ensinar nossos filhos a lição de cosmovisão por trás da exploração trágica das filhas de nossa nação — exploração praticada primeiro por homens, e então pelas mulheres famintas de lucros da Planned Parenthood.
Publicado com a permissão de Breakpoint.org
Escrito por Chuck Colson | 21 Setembro 2011
Tradução: Julio Severo
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