quarta-feira, 10 de agosto de 2016

POKEMON GO E A VIDA HUMANA

UM HOSPÍCIO A CÉU ABERTO

Um hospício a céu aberto



10 de agosto de 2016
postado por m.americo

UM HOMEM DA VIDA, QUE EMBELEZOU A HUMANIDADE


Ivo Pitanguy conseguiu embelezar a humanidade]















Quase tudo se disse sobre Ivo Pitanguy, sobretudo como um homem da beleza. Lembro-me dele principalmente como um homem da vida, o cirurgião da vida. É o que ele foi:
“A experiência que marcou mais fortemente a minha vida foi o tratamento das vítimas do incêndio do Gran Circo Norte-Americano, ocorrido no dia 17 de dezembro de 1961, em Niterói”.
O que presenciei naquele dia superou os mais terríveis pesadelos. Uma multidão de 2.500 pessoas – na sua maioria crianças – sucumbiu ao fogo e à falta de atendimento adequado às gigantescas proporções do desastre. O dramático saldo registrou cerca de quinhentos mortos e outras tantas vítimas irremediavelmente desfiguradas.
Lembro-me como se fosse hoje. Estava indo para a Santa Casa quando ouvi no rádio do carro a notícia da tragédia. Desviei meu roteiro, tomei a barca e, junto com Odir Aldeia, Adolfo, Ronaldo, Ramil e outros colegas que já se encontravam em Niterói, comecei a organizar um pequeno time que pudesse nos ajudar, naquele ambiente de desespero que se apossou da cidade. Era preciso controlar a multidão, dar ordem ao caos, reabrir o Hospital Antonio Pedro, fechado por uma greve de funcionários, e criar um sistema de atendimento a todos aqueles queimados.
Fiquei impressionado com o caso de um menino de 11 anos. Havia surgido subitamente da espessa fumaça que formava uma muralha em torno do capitel em chamas. Estava gravemente queimado em 80% do corpo, mas parecia indiferente a seus ferimentos. Com as roupas em farrapos, sua única preocupação era olhar todos os outros feridos como se procurasse alguém.
– Meu amigo…
Seus lábios tremem tamanho o pavor que havia sentido antes de poder escapar da fornalha. Com o olhar alucinado, ele procura seu amigo:          
– Ele continua lá no fogo!
Sem que ninguém possa interferir, tão fulminante é sua decisão, o menino se arremete na direção do inferno.
Os apelos são inúteis. A pequena silhueta é novamente tragada pela armadilha de fumaça. Petrificados, estamos convencidos de que ele não escapará mais. De repente, as pessoas começam a gritar e correr. Urrando de terror, um elefante que arrasta em seu dorso panos incandescentes do circo, rasga uma passagem entre as chamas. Aproveitando-se do buraco, espectadores conseguem escapar:
– Olhem! O menino está ali…ali!
Uma enfermeira é a primeira a vê-lo e se precipita em sua direção para socorrê-lo. Ele caminha penosamente. Está no fim de suas forças. Mas carrega seu amigo quase desmaiado. Em seu rosto fino, inchado pelas queimaduras, seus olhos brilham loucamente com um indizível orgulho. Seu amigo está salvo.
A intrepidez e a abnegação desse menino marcaram-me para sempre. Arriscar a vida pelo outro é o mais nobre ato de um ser humano. O jovem herói chama-se Pablo. Livre de seu fardo vivo, ele cai a nossos pés. Lembro-me também desse momento exato. Enquanto eu e um assistente o instalamos cuidadosamente sobre uma maca, olho o céu que o incêndio avermelha E juro que vamos salvá-lo.
Pablo está moribundo. As chances de mantê-lo vivo são quase inexistentes. Durante mais de seis meses nós nos revezamos à sua cabeceira, prodigalizando-lhe os cuidados que nos são possíveis.
Entre todos os nossos pacientes, Pablo conserva uma dignidade que chama nossa atenção, e seguimos a lenta evolução de seu estado como se fôssemos seus parentes. Muitos de nossos queimados morrem. Um lençol branco recobre corpos martirizados.
Pablo sobreviverá? Nós o alimentamos com produtos dietéticos destinados a substituir os sais minerais que seu organismo perdeu. E no terceiro mês, tendo seu estado geral progredido, podemos praticar naquele corpo frágil e supliciado, os enxertos autógenos, utilizando as zonas onde a pele ainda está intacta.
Terra de crendices, de superstições e de fé, o Brasil é sensível aos signos e aos presságios. Certa manhã, uma religiosa vem ao meu encontro com seus passos miúdos, toda exaltada. Mãos juntas como para uma prece:
– Pablo vai sobreviver, doutor.
– De onde vem essa sua certeza, irmã?
Suavemente a religiosa entreabre a porta. Sobre o parapeito da janela, como a contemplar Pablo adormecido, uma pomba branca permanece imóvel.
– Deus a enviou para anunciar a sua cura! – murmura a religiosa.
Deus ou nossos cuidados? Ou Deus e nossos cuidados? Pablo se cura. Cresce. Seu corpo guarda cicatrizes do passado”.
O cirurgião Ivo Pitanguy embelezou a humanidade.

10 de agosto de 2016
Sebastião Nery

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

ARY BARROSO, FRANCISCO ALVES E TOM JOBIM CONTINUAM VIVOS NA ETERNIDADE



Tom homenageado na abertura da Olimpíada, sem Vinicius
A arte, de fato é algo eterno, criativo e parte de uma sensibilidade que poucos possuem para projetar suas obras, que através dos tempos permanecem admiradas e revividas. Foi o que aconteceu no esplendor do Maracanã no espetáculo de abertura da Olimpíada Rio-2016.
Francisco Alves morreu em 1952, Ary Barroso em 1964 e Tom Jobim em 1994. Portanto são décadas que separam sua existência na Terra  e as repetições que suas obras motivam e emocionam. Ao som de Aquarela do Brasil, na voz de Francisco Alves, o samba exaltação que Ari Barroso compôs em 1940 poderia ter sido composto hoje, tal sua atualidade emocionante e de musicalidade fantástica.
Foi importante a escolha dos organizadores da noite esplêndida em recorrer à voz do passado de Francisco Alves para interpretá-la sem o intervalo das décadas que marcaram sua criação. Foi igualmente fundamental a reapresentação da Garota de Ipanema, de Tom Jobim e Vinícius de Moraes para passar o sentimento de uma atmosfera carioca do passado recente e que levou a uma gravação de Frank Sinatra.
A ARTE É ETERNA – A arte, na realidade não tem tempo marcado, mas pertence a todos os tempos enquanto existir o sentimento humano e a forma de apreciá-la. É o caso de Ari Barroso, Francisco Alves e Tom Jobim, além de muitos outros que assinalaram sua passagem focalizando a poesia na vida indispensável ao sentimento humano.
Todos eles, portanto, não se podendo deixar de incluir Noel Rosa, Cartola, Orlando Silva, Silvio Caldas e tantos outros assinalaram momentos de rara beleza e os deixaram à disposição de todos nós, que amamos a arte e nos emocionamos com suas interpretações.
Falei na Aquarela do Brasil como samba exaltação, esta era a opinião dos críticos da obra musical brasileira inesquecível e inultrapassável. Mas, acredito que, além de um samba exaltação, trata-se de uma verdadeira sinfonia.
Por que, mesmo sem conhecer música, digo isso? Porque há mais de 50 anos jantando com meu amigo José Lino Grunewald no antigo Parque Recreio, então na Praça José de Alencar, estávamos numa mesa próxima àquela em que se encontravam Ary Barroso, Dorival Caymmi, Haroldo Barbosa, Chico Anísio e a atriz Nanci Wanderley, e ouvimos Ary Barroso dizer a Dorival Caymmi: “A Dora que você compôs não devia ser uma peça só. É uma beleza, você deveria aproveitá-la para transformar em uma sinfonia”.
Se Dora, Rainha do Frevo e do Maracatu, deveria ser uma peça sinfônica quanto mais a própria Aquarela do Brasil. Daí porque achei perfeito o aproveitamento da voz de Francisco Alves que proporcionou ao mesmo tempo o tom sinfônico da obra, sem prejudicar a grande batucada contida na inspiração monumental do compositor.
EM HOLLYWOOD – O sucesso da Aquarela do Brasil chegou a tal ponto que na década de 40, e lá se vão 76 anos, levou Ary Barroso a Hollywood. Foi uma consagração intencional e inesquecível, como inesquecíveis também são as interpretações de Chico Alves e Tom Jobim. Pois a arte não pertence a um só período da história, mas a todos os espaços de tempo do presente e do futuro.
Acertou a atriz Sarah Bernard quando, no início do século XX, no surgimento do cinema ao filmar a Dama das Camélias, que já a consagrara no teatro afirmou que “agora sim, ingresso na imortalidade”. Com base na bela frase do passado, afirmo agora que Ary, Francisco Alves e Tom Jobim ingressaram nessa mesma eternidade e continuam vivos nas canções que deixaram no passado para todos nós no presente e no futuro.
Para nós e para aqueles, como definiu Bertold Brecht, que vierem depois de nós.

08 de agosto de 2016
Pedro do Coutto

A EXPANSÃO DO UNIVERSO - O PORQUÊ DAS COISAS

O SÓCIOCONSTRUTIVISMO E A EDUCAÇÃO

MIX - FADO MENOR AO VIVO - ANA MOURA

DORMIR E UM SANTO REMEDIO, MAS NINGUEM SE INTERESSA MAIS POR ISSO



Ilustração reproduzida do Arquivo Google



























De impressionar, a quantidade de estudos sobre sono, relógio biológico, ciclos circadianos (nossa ritmicidade a cada 24 horas) e o altíssimo preço que alterações sono/vigília causam na atual geração, urbana, tecnológica, baladeira, com péssimos hábitos e opção pelo artificialismo e alto consumo de bebidas, drogas, soníferos, calmantes, entre outras coisas. Alarmante a constatação de que sete em cada dez pessoas se queixam de sono insatisfatório, cansaço ao acordar, ou têm distúrbios severos do sono, como apneia, insônias, síndrome das pernas inquietas, terror noturno etc.
Estranhamente somos os mamíferos mais incompetentes no que tange as funções básicas de comer, fazer sexo e dormir. Gosto de provocar: quem já viu zebra obesa, elefante impotente, leão com insônia? Afinal o que nos rege são leis naturais, ciclos podem ser solares, lunares e nossos hormônios buscam obedecer a ordem natural das coisas. Aí, vem nossa tresloucada pretensão humana de criar um universo paralelo, artificial – industrializamos alimentos, criamos luz elétrica, bebidas, tornamos o tempo uma dimensão psicológica à parte, maquinizamos nossa realidade e nos escravizamos pela tecnologia, entre outras brincadeiras de ser Deus.
SOMOS DERROTADOS – Nessa guerra entre leis artificiais e as naturais, com certeza a natureza, sendo divina, sempre nos vencerá e o preço a ser pago é o aparecimento de transtornos mentais e doenças físicas geração pós-geração.
Alguém pode explicar porque vaqueiro não tem problemas para dormir? Simples: vaca dá leite sábado, domingo, feriados. Acorda sempre as cinco, dorme cedo, recebe a luz do início do dia, não tem vícios tecnológicos. Acorda com a claridade, dorme coma escuridão. Fantástico, pois seu relógio biológico é lunar, seus hormônios sono/ vigília ajustados – melatonina aumenta a noite, cortisona aumenta ao acordar.
Faz exercício físico naturalmente indo até o pasto, recolhendo o gado, trabalha o ano todo, tira férias todo dia, pois as quatro da tarde relaxa, joga sua pelada, ou conversa fiada, observa a natureza, adquirindo sabedoria.
ZUMBIS URBANOS – Enquanto isso em Gotham City… Legiões de zumbis, hipnotizados por suas telas de TV, computador ou celular, segue maquinalmente, sua rotina de estresse, mau humor, “pensação” disparada. Ansiosos com insônias iniciais (demoram a dormir pelos pensamentos disparados), deprimidos com insônia terminal (acordam precocemente, com ideias de ruína, já que o cérebro tenta evitar o excesso de sono de sonhar, chamado REM, que gastaria muita atividade eletro-química já deficitária na depressão).
Olha aí a relação direta entre sono e humor! E a memória do sono? Tudo a ver, daí um dos temas recorrentes é que de tanto dormir mal a atual geração terá um percentual de dementes (Alzheimer) imensamente maior e mais cedo. E sono e obesidade? Relação direta pois o insone desregula a química que gere a fome e a saciedade.
E a cada dia novos trabalhos científicos vão nos mostrando que dormir bem é um dos melhores remédios que a natureza nos deu para viver mais e melhor. Algo que meu avô Zé Cocão já sabia desde o começo do século passado. Afinal, simplicidade, humildade e naturalidade, são velhos ingredientes que a humanidade sempre usa quando a civilização entra em colapso. E como dizia a antiga TV Itacolomi: “Tá na hora de dormir, não espere a mamãe mandar, um bom sono pra você e um alegre despertar!”

08 de agosto de 2016
Eduardo Aquino
O Tempo

sábado, 6 de agosto de 2016

O SOL ANUNCIA: VEM AÍ UMA MINI ERA DE GELO

Mas os ambientalistas, sempre totalitários, vão continuar o alarmismo do aquecimento global visando a uma ditadura universal

Explosões solares nas últimos três ciclos (1985-2015 em diante) estão diminuindo.Foto cortesia Dr. David Hathaway, NASA-MSFC.

No dia 7 de julho (2016) o Sol ficou completamente ‘em branco’, o que quer dizer que não se observou nele mancha alguma de explosão solar.

O fenômeno não durou muito, mas foi suficiente para caracterizar a baixa atividade solar que os cientistas vêm observando nos últimos anos. O atual ciclo solar, o mais fraco do último século, corresponde ao 24º, desde que começaram os registros em 1755.

A diminuição não implica tragédia alguma, pois se inscreve no atual ciclo solar normal. Mas é um sinal de que o “mínimo solar”, ou período de baixa atividade do astro-rei, está se aproximando.

Por causa disso, os especialistas sugerem que uma nova “mini era do gelo” pode estar a caminho.

Paul Dorian, especialista em meteorologia do site Vencore Weather, explicou:

“Pela segunda vez neste mês, o sol ficou completamente em branco”.
“O sol sem manchas é um sinal de que o mínimo solar está se aproximando e de que haverá um número crescente de dias sem manchas ao longo dos próximos anos.
“No início, a ausência das manchas vai se estender por apenas alguns dias de cada vez, depois por semanas e finalmente meses, período em que o ciclo de manchas solares chegará ao seu ponto mais baixo.
“A próxima fase do mínimo solar está prevista para 2019 ou 2020”.

No "Mínimo de Maunder" iniciado em 1645, quando o Tamisa congelava fazia frio mas era uma festa

A evolução do ciclo leva os especialistas a achar que poderemos entrar em breve em outra fase do “Mínimo de Maunder” — uma mini Era Glacial similar à que começou em 1645.

Durante o “Mínimo de Maunder”, as temperaturas caíram a ponto de o rio Tâmisa congelar no inverno, para festa das crianças e negócio dos feirantes!

O memorialista duque de Saint-Simon conta que as taças de água congelavam e estouravam na mesa do rei Luís XIV, no Palácio de Versailles! Mas ninguém morreu, ou coisa que o dera.

A professora Valentina Zharkova, da Universidade de Northumbria, Grã-Bretanha, prevê um declínio acentuado da atividade solar entre 2020 e 2050.

No ano passado, ela declarou:

“Estou absolutamente confiante em nossa pesquisa. Ela tem bom suporte matemático e dados confiáveis, que foram manipulados corretamente.
“De fato, os nossos resultados podem ser repetidos por qualquer investigador, usando dados similares disponíveis em muitos observatórios solares, para que ele possa chegar à sua própria evidência de um iminente ‘Mínimo de Maunder’ no campo magnético solar e sua atividade.”Não há nenhuma razão para temer o Apocalipse. Verificar-se-á apenas uma diminuição da temperatura média global.

O sol é o grande determinante do calor e do frio na Terra.

A evolução detectada esvazia as pretensões do terrorismo propagandístico sobre um aquecimento susceptível de convulsionar a vida da Humanidade ou induzir a dramáticas tragédias planetárias.



A Tamisa congelada era ocasião boa para feiras. Se por acaso a cena vier a se repetir
nossos catastrofistas verdes profetizarão a morte do planeta por 'frio antropogênico'?

Mas os pânicos soprados a partir de gabinetes ambientalistas radicais obedecem a interesses ideológicos. Eles pouco se importam com a verdade da ciência ou com o comportamento da natureza.

Os mesmos ambientalistas tentaram impor outrora suas teorias anticivilização e antipropriedade privada, espalhando o pânico de uma era do gelo iminente e devastadora.

Como não deu certo, passaram a pregar com o mesmo fim ideológico neocomunista um aquecimento global que justifique uma governança planetária pela aplicação de medidas drásticas e ditatoriais.

Se amanhã eles perceberem que o pânico aquecimentista não atende aos seus interesses extracientíficos, não hesitarão em virar a casaca mais uma vez.

Este blog terá então de divulgar os estudos futuros dos científicos sérios desmontando os exageros ideológicos ambientalistas sobre o “resfriamento global”!

Em qualquer hipótese, o dogma socialista de um dirigismo planetário ficará sempre intensamente vermelho sob uma casca enganosamente verde.

Luis Dufaur
Escritor, jornalis ta, conferencista de política internacional, sócio do IPCO, webmaster de diversos blogs