sexta-feira, 8 de novembro de 2024

TEXTOS LONGOS, ADEUS LEITORES...

 TEXTOS LONGOS, ADEUS LEITORES... 

Ouço sempre essa ladainha, "que textos longos, não têm leitores..."

Ninguém está disposto a “perder tempo”, com leituras que exijam mais do que um ou dois minutos. 

O tempo urge, e o leão ruge! As pessoas não estão mais disponíveis para demoradas leituras, afinal devemos ser pragmáticos, pois o tempo nos exige para outros afazeres! Para ganhar a vida (ou perdê-la?) na azáfama das correrias, pois o tempo é o senhor! 

A vida ganhou uma aceleração, que se justifica com a urgência de obrigações maiores, do que simplesmente “perder o tempo” com textos que nos passam apenas uma ou duas informações, geralmente de pouco interesse, pois voltadas para essa exigência de refletir, amadurecer o entendimento em torno de “conceitos” abstratos, que não irão decidir as ações imediatas do dia e do momento.  

Textos longos, nos obrigam a parada no relógio das aflições, que marcam a ilusão de que devemos nos apressar para chegar o mais rápido possível no futuro.  

Não podemos “perder a hora” com abstracionismos que não contribuem para nossas ações, que devem ser práticas, tanto quanto possível! 

Aquela condição de disponibilidade para a reflexão, para conjeturas, para o convívio, faz parte de um passado, quando a vida tinha um tom de calmaria, de cadeiras na calçada, sem relógio, o tempo medido pelos tons do escurecer do céu, do fim da tarde, quando a palavra poente era voz corrente para falar de entardecer. 

Alguma coisa humana se perdeu no decorrer desse tempo! Suponho que tenha sido a própria humanidade, no seu impulso de conquistar o efêmero, triunfando sobre nada!  

E o que fazer? E aí refiro-me aos antigos, àqueles seres que o tempo não conseguiu engolir, dada a reação quase furiosa de resistir ao comezinho de uma vida insossa, sem sabor, de resistir à banalidade que engole a condição de seres inteligentes, cujo potencial desce pelo ralo das rotinas do trivial, da vulgarização. 

Mas não creio nessa conversa de que textos longos, não têm leitores! Não acredito nessa balela! Cheira-me a sabotagem! 

Penso que nada é mais desconfortável para o Sistema, do que uma sociedade pensante! Um grande incômodo, que foge ao controle, que escapa da mudez e reage criticamente as intolerâncias que administram o silêncio das pessoas, fazendo-as crer em “normas” que organizam o “melhor dos mundos possíveis!”. 

As editoras continuam a produzir livros, as livrarias criam espaços gourmets e cafeterias, modernizando o conforto e o acesso à leitura em confortáveis poltronas e o acesso aos livros. 

O livro está acima de qualquer convenção, e continua sendo à criação mais inteligente que produzimos: dos pergaminhos e papiros, às mais luxuosas edições!! 

Conhecimentos, emoções, memórias... sentimentos e afetos que se transferem, e que o tempo conserva como o nosso melhor patrimônio. Vidas e imagens que o mesmo tempo engoliu, mas guarda em seu ventre para os vindouros. 

08 de novembro de 2024 

Prof. mario moura 

quinta-feira, 7 de novembro de 2024

domingo, 3 de novembro de 2024

COISAS CHOCANTES SOBRE A MORTE QUE POUCA GENTE SABE

Coisas chocantes sobre a morte que pouca gente sabe
História de Stars Insider

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  • Coisas chocantes sobre a morte que pouca gente sabe©Shutterstock

  • A morte é um aspecto inevitável da vida, uma experiência universal que todos os indivíduos devem enfrentar em algum momento.

  • No entanto, não precisamos encará-la como um evento aterrorizante ou terrível.

  • Há diversas perspectivas e interpretações quando se trata de compreender a morte. Embora ninguém possa dizer definitivamente o que ocorre depois que falecemos, há fatos fascinantes e incomuns associados ao assunto.

  • Explore uma coleção de curiosidades intrigantes e surpreendentes sobre a morte na galeria a seguir.

  • Veja também: [Nova Galeria 566834]Essas são as 30 maiores potências militares do mundo!

03 de novembro de 2024

terça-feira, 29 de outubro de 2024

BOM DIA, NAVEGANTES! DEUS NOS ABENÇOE!

 


29 de outubro de 2024

Flávio Venturini- Céu de Santo Amaro

  

A história da música Céu de Santo Amaro de Flávio Venturini e Caetano Veloso

 A história da música Céu de Santo Amaro de Flávio Venturini e Caetano Veloso

DAS 18 ESPÉCIES HUMANAS, POR QUE O HOMO SAPIENS É A ÚNICA AINDA PRESENTE?

Os humanos modernos (Homo sapiens) são os únicos representantes sobreviventes da árvore genealógica humana. No entanto, nossa história evolutiva começou há cerca de 6 milhões de anos e deu origem a pelo menos 18 espécies, coletivamente chamadas de hominídeos. O que permitiu que Homo sapiens perdurasse enquanto as outras espécies desapareceram?



Há cerca de 300.000 anos, pelo menos nove espécies do gênero Homo, incluindo Homo sapiens, se espalharam pela África, Europa e Ásia. Todas desapareceram, exceto Homo sapiens. Os neandertais e os denisovanos coexistiram com Homo sapiens e até hibridizaram, mas acabaram desaparecendo há cerca de 40.000 anos.

Para entender por que sobrevivemos, precisamos examinar nossas semelhanças com outros hominídeos. O bipedalismo, por exemplo, surgiu com o grupo Ardipithecus e Australopithecus, que apareceram, respectivamente, há 4,4 e 2 milhões de anos. No entanto, essas adaptações não impediram a extinção de Ardipithecus, Australopithecus e Paranthropus.

Ao contrário das espécies emergentes do gênero Homo, Paranthropus possuía cérebros pequenos e dentes massivos. Após cerca de um milhão de anos, Paranthropus desapareceu. Quais foram as razões dessas extinções? As possíveis explicações incluem mudanças ambientais, competição por recursos e baixas densidades populacionais.

O tamanho maior do cérebro no gênero Homo provavelmente ofereceu uma vantagem, permitindo uma cognição aprimorada, a fabricação de ferramentas e estratégias sociais complexas. Essas capacidades tornaram as espécies do gênero Homo mais resilientes e adaptáveis.


Reproduções de crânios de um neandertal (esquerda), de Homo sapiens (meio) e de Australopithecus afarensis (direita).
Crédito: WHPics, Paul Campbell e Attie Gerber via Getty Images; montagem de Marilyn Perkins


A flexibilidade e a cooperação foram vantagens cruciais para Homo sapiens. Nossas estratégias sociais flexíveis ajudaram nossa espécie a persistir onde outras falharam. Além disso, fatores aleatórios e eventos naturais também desempenharam um papel em nossa sobrevivência.

Finalmente, Homo sapiens sobreviveu, apesar de períodos de grande ameaça de extinção. Uma análise genética recente revela um "gargalo" há cerca de 900.000 anos, quando a população global caiu para cerca de 1.300 indivíduos. A sobrevivência futura de nossa espécie dependerá da nossa capacidade de permanecer flexíveis e cooperativos diante de novos desafios.

29 de outubro de 2024
Publicado por Adrien - 2 Agosto 2024
Fonte: Science